{"id":36744,"date":"2024-05-02T07:56:46","date_gmt":"2024-05-02T10:56:46","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=36744"},"modified":"2024-05-02T07:56:46","modified_gmt":"2024-05-02T10:56:46","slug":"medico-e-absolvido-da-acusacao-de-cobrar-paciente-do-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/05\/02\/medico-e-absolvido-da-acusacao-de-cobrar-paciente-do-sus\/","title":{"rendered":"M\u00e9dico \u00e9 absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de cobrar paciente do SUS"},"content":{"rendered":"\n<p>Um m\u00e9dico que prestava servi\u00e7o em um hospital de Cear\u00e1-Mirim foi absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de ter cobrado para realizar procedimento cir\u00fargico em paciente do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Herval Sampaio J\u00fanior, da 1\u00aa Vara da\u00a0Comarca\u00a0de Cear\u00e1-Mirim. Para o magistrado, o\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico, autor da a\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o conseguiu comprovar que houve a pr\u00e1tica do crime. Tanto o depoimento do profissional de sa\u00fade quanto o da paciente demonstraram que os fatos n\u00e3o ocorreram como narrou a promotoria na den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, apesar de o\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico\u00a0ter conclu\u00eddo em suas alega\u00e7\u00f5es finais que houve um \u201caproveitamento da situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade da paciente para cooptar pacientes particulares atrav\u00e9s do ambulat\u00f3rio do SUS\u201d, n\u00e3o se constituiu provas nos autos de que realmente o denunciado exigiu vantagem indevida dela. Al\u00e9m disso, pela prova juntada aos autos n\u00e3o se pode deduzir que acusado praticou o verbo do tipo penal do art. 316 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Penal (concuss\u00e3o).\u201cDe fato, n\u00e3o se demonstrou na prova colhida que acusado tenha exigido vantagem indevida para realiza\u00e7\u00e3o do procedimento. Pelo contr\u00e1rio, no depoimento judicial (&#8230;) ela afirmou categoricamente que o denunciado n\u00e3o lhe cobrou nada, ou seja, n\u00e3o fez exig\u00eancia de vantagem indevida. O caso em an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 equipar\u00e1vel a situa\u00e7\u00e3o na qual m\u00e9dico, na condi\u00e7\u00e3o deservidor p\u00fablico, exige valores das v\u00edtimas para realizar procedimento cir\u00fargico custeado pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p><div class=\"ughdh69e376d597804\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ughdh69e376d597804 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ughdh69e376d597804 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ughdh69e376d597804 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ughdh69e376d597804 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ughdh69e376d597804 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ughdh69e376d597804 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"cqfwl69e376d5977e7\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.cqfwl69e376d5977e7 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.cqfwl69e376d5977e7 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.cqfwl69e376d5977e7 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.cqfwl69e376d5977e7 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.cqfwl69e376d5977e7 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.cqfwl69e376d5977e7 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"399\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/03F361B29E657D3A605829F1E2AA010C4B7E_medicina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1965\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/03F361B29E657D3A605829F1E2AA010C4B7E_medicina.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/03F361B29E657D3A605829F1E2AA010C4B7E_medicina-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> Neste hipot\u00e9tico epis\u00f3dio, haveria sim a pr\u00e1tica do verbo do tipo penal do art. 316 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Penal. Por\u00e9m o caso em exame \u00e9 diferente. N\u00e3o houve a exig\u00eancia de vantagem&#8221;, destaca o julgador.No depoimento, a paciente disse que, &#8220;em momento nenhum ele (o denunciado) cobrou nada, a \u00fanica coisa que lembra, porque faz muito tempo, que ele (o denunciado) n\u00e3o quis fazer a cirurgia com o material que o SUS fornecia na \u00e9poca, ele queria fazer a cirurgia com material que ele (o acusado) estava pedindo, somente isso e nada mais\u201d, relatou.Disse a mulher que foi atendida pelo m\u00e9dico. Este indicou a realiza\u00e7\u00e3o de uma cirurgia e que esse procedimento seria feito pelo SUS. E que n\u00e3o fez a cirurgia porque o SUS n\u00e3o disponibilizava o material que ele (o denunciado) estava pedindo e que ela (a depoente) chegou a ajuizar uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a para conseguir esse material e que n\u00e3o se recorda de documentos que falava que os honor\u00e1rios m\u00e9dicos seriam pagos diretamente a ele (acusado), em raz\u00e3o dos honor\u00e1rios do Sistema \u00danico de Sa\u00fade serem muito baixos.Complementou \u201cque ela n\u00e3o ia pagar nada para o m\u00e9dico, que seria tudo pelo SUS. Que n\u00e3o se recorda sobre o or\u00e7amento de R$ 21.000,00, que na \u00e9poca, ela (depoente) n\u00e3o lembra que teve dinheiro no meio, o problema seria s\u00f3 o material para a cirurgia e que entrou na justi\u00e7a para conseguir o material que ele queria, que n\u00e3o fez a cirurgia porque nunca foi liberado at\u00e9 hoje&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao propor a a\u00e7\u00e3o penal, o MP afirmou nos autos que o m\u00e9dico, \u201colvidando-se completamente de seus deveres \u00e9ticos como m\u00e9dico atuante no Sistema \u00danico de Sa\u00fade, condicionou a dispensa de tratamento cir\u00fargico \u00e0 paciente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de procedimento por ele ditado, mais oneroso, em estabelecimento particular, que n\u00e3o estava previsto na Tabela SUS&#8221;.E que o acusado teria exigido, para ele e outras pessoas, vantagem indevida &#8211; honor\u00e1rios e custos da cirurgia particular &#8211; no valor aproximado de R$ 21.000,00, sendo que desse valor, R$ 3.000,00 seriam destinados \u201cao pr\u00f3prio denunciado e que o acusado desobedeceu expressamente aos Protocolos do SUS para tratamento da mol\u00e9stia da paciente, indicando exclusivamente tratamento particular, fora da rede SUS&#8221;.Para a promotoria, ao agir dessa forma, o m\u00e9dico cometeu concuss\u00e3o, que \u00e9, segundo o artigo 316 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Penal o ato de exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da fun\u00e7\u00e3o ou antes de assumi-la, mas em raz\u00e3o dela, vantagem indevida. Tese n\u00e3o acatada na aprecia\u00e7\u00e3o realizada em primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00e9dico que prestava servi\u00e7o em um hospital de Cear\u00e1-Mirim foi absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de ter cobrado para realizar procedimento cir\u00fargico em paciente do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Herval Sampaio J\u00fanior, da 1\u00aa Vara da\u00a0Comarca\u00a0de Cear\u00e1-Mirim. 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