{"id":3666,"date":"2019-11-06T09:35:00","date_gmt":"2019-11-06T12:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=3666"},"modified":"2019-11-06T07:52:41","modified_gmt":"2019-11-06T10:52:41","slug":"passageira-que-caiu-ao-descer-de-onibus-em-natal-sera-indenizada-em-r-45-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/11\/06\/passageira-que-caiu-ao-descer-de-onibus-em-natal-sera-indenizada-em-r-45-mil\/","title":{"rendered":"Passageira que caiu ao descer de \u00f4nibus em Natal ser\u00e1 indenizada em R$ 45 mil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/C4D7321977B4015ACB0C9542E2957EDDBC83_dinheiro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2411\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/C4D7321977B4015ACB0C9542E2957EDDBC83_dinheiro.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/C4D7321977B4015ACB0C9542E2957EDDBC83_dinheiro-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN negou provimento a uma Apela\u00e7\u00e3o movida pela empresa Transportes Guanabara contra senten\u00e7a proferida pela 3\u00aa Vara C\u00edvel de Natal em uma a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria ajuizada por uma passageira que caiu durante a descida do \u00f4nibus coletivo, devido \u00e0 partida antecipada do ve\u00edculo. O \u00f3rg\u00e3o julgador manteve a condena\u00e7\u00e3o para que a empresa indenize a autora em R$ 25 mil a t\u00edtulo de danos est\u00e9ticos e tamb\u00e9m em R$ 20.275 a t\u00edtulo de danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu recurso, a defesa da empresa alegou culpa exclusiva da v\u00edtima, porque ela teria se desequilibrado ao descer do \u00f4nibus, n\u00e3o tendo o motorista agido com culpa. Afirmou n\u00e3o haver dano moral por se estar diante de mero dissabor. Destacou a necessidade de minora\u00e7\u00e3o da quantia indenizat\u00f3ria, requerendo ao final a reforma da senten\u00e7a, julgando-se improcedentes os pedidos autorais ou reduzindo-se os montantes arbitrados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Dilermando Mota, apontou que durante a instru\u00e7\u00e3o do processo ficou demonstrado que o dano sofrido pela autora decorreu da conduta do motorista empregado da empresa e cita que uma testemunha relatou que a v\u00edtima sofreu uma queda forte quando o \u00f4nibus deu partida, corroborando a vers\u00e3o apresentada pela autora.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator frisou que o fato \u00e9 incompat\u00edvel com a alega\u00e7\u00e3o da empresa de que a autora teria simplesmente se desequilibrado ao descer, \u201cde todo destoante das demais provas juntadas ao processo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado constatou que os documentos apresentados pela autora (boletim de atendimento de urg\u00eancia, parecer m\u00e9dico e relat\u00f3rio fisioterap\u00eautico) comprovam a debilidade de 50% do membro inferior direito da v\u00edtima, \u201cem decorr\u00eancia de queda brusca de \u00f4nibus pertencente \u00e0 apelante, fato provocado por movimento empreendido pelo motorista enquanto a passageira tentava descer do ve\u00edculo\u201d.<\/p><div class=\"xagiu69db1ae4e3247\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.xagiu69db1ae4e3247 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.xagiu69db1ae4e3247 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.xagiu69db1ae4e3247 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.xagiu69db1ae4e3247 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.xagiu69db1ae4e3247 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.xagiu69db1ae4e3247 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"twtdv69db1ae4e3233\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.twtdv69db1ae4e3233 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.twtdv69db1ae4e3233 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.twtdv69db1ae4e3233 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.twtdv69db1ae4e3233 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.twtdv69db1ae4e3233 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.twtdv69db1ae4e3233 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>\u201cDesta feita, diante do arcabou\u00e7o probat\u00f3rio trazido \u00e0 baila, resta configurado que o preposto da apelante deu causa ao acidente que vitimou a apelada, lan\u00e7ando-a para fora do \u00f4nibus e acarretando les\u00f5es descritas na documenta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica acostada aos autos\u201d, entendeu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Dilermando Mota explica que como o evento danoso envolve pessoa jur\u00eddica de direito privado prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, o fato reclama a aplica\u00e7\u00e3o da tese da responsabilidade civil objetiva, na qual independe a demonstra\u00e7\u00e3o de culpa, sendo suficiente indicar a conduta, nexo causal e do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator observa ainda que a obriga\u00e7\u00e3o de transporte de passageiros \u00e9 de resultado, ou seja, de levar o passageiro ao local de destino e entreg\u00e1-lo inc\u00f3lume, o que n\u00e3o ocorreu no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a ocorr\u00eancia do dano moral, o desembargador Dilermando Mota entendeu que restou caracterizado o dever de repara\u00e7\u00e3o. \u201cImportante ressaltar que em casos como este \u2013 em que se est\u00e1 diante de les\u00e3o grave, geradora de debilidade de membro \u2013 o abalo moral decorre do pr\u00f3prio acidente, da dor experimentada, independendo de outras provas. O acidente e as les\u00f5es sofridas s\u00e3o suficientes para gerar um dano moral indeniz\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o dano est\u00e9tico, o magistrado aplicou o mesmo racioc\u00ednio, apontando que ele resulta \u201ccomo consequ\u00eancia inarred\u00e1vel da debilidade ocasionada, agredindo a autora no seu sentimento de autoestima e prejudicando a sua avalia\u00e7\u00e3o como indiv\u00edduo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os valores de indeniza\u00e7\u00e3o arbitrados no 1\u00ba Grau, o relator entendeu que atenderam aos crit\u00e9rios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em seu recurso, a defesa da empresa alegou culpa exclusiva da v\u00edtima, porque ela teria se desequilibrado ao descer do \u00f4nibus, n\u00e3o tendo o motorista agido com culpa<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/11\/06\/passageira-que-caiu-ao-descer-de-onibus-em-natal-sera-indenizada-em-r-45-mil\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2031,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3666"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3666"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3667,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3666\/revisions\/3667"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}