{"id":35987,"date":"2024-03-04T17:48:58","date_gmt":"2024-03-04T20:48:58","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=35987"},"modified":"2024-03-04T17:48:58","modified_gmt":"2024-03-04T20:48:58","slug":"publicacao-de-noticia-falsa-gera-direito-a-indenizacao-por-danos-morais-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/03\/04\/publicacao-de-noticia-falsa-gera-direito-a-indenizacao-por-danos-morais-no-rn\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00e3o de not\u00edcia falsa gera direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no RN"},"content":{"rendered":"\n<p>Em virtude de danos causados \u00e0 imagem de um contador, um blogueiro com atua\u00e7\u00e3o no interior do Rio Grande do Norte deve pagar R$ 4 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a um contador. A decis\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN, que manteve entendimento de primeira inst\u00e2ncia sobre o caso. <\/p>\n\n\n\n<p>O profissional da contabilidade, residente na regi\u00e3o Oeste potiguar, alegou ter sido alvo de ofensas publicadas no blog de propriedade do acusado.Na a\u00e7\u00e3o judicial, o autor informou que o blog fez uma postagem noticiando ter ele forjado empresa de contabilidade para prestar servi\u00e7os \u00e0 administra\u00e7\u00e3o municipal, pois sua empresa estaria irregular e n\u00e3o poderia contratar com o munic\u00edpio. Afirmou que o blog publicou not\u00edcia de forma err\u00f4nea, porque o CNPJ da empresa que aparece na postagem n\u00e3o condiz com o da empresa que na atualidade presta servi\u00e7os de contabilidade \u00e0quela prefeitura.Informou ainda que tentou conversar com o acusado, administrativamente, para retirada da not\u00edcia e consequente retrata\u00e7\u00e3o, mas o blogueiro n\u00e3o concordou, raz\u00e3o pela qual resolveu tratar da quest\u00e3o judicialmente. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, requereu a concess\u00e3o de tutela antecipada para exclus\u00e3o das postagens e, no m\u00e9rito, pleiteou danos morais no montante de R$ 10 mil. Na primeira inst\u00e2ncia, houve condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. O acusado recorreu ao Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Blog<\/strong><\/p><div class=\"inkhe69f09e0bbb28b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.inkhe69f09e0bbb28b {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.inkhe69f09e0bbb28b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.inkhe69f09e0bbb28b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.inkhe69f09e0bbb28b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.inkhe69f09e0bbb28b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.inkhe69f09e0bbb28b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"zymec69f09e0bbb275\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zymec69f09e0bbb275 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zymec69f09e0bbb275 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zymec69f09e0bbb275 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zymec69f09e0bbb275 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zymec69f09e0bbb275 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zymec69f09e0bbb275 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/saude-fake-news-20160410-001-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10963\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/saude-fake-news-20160410-001-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/saude-fake-news-20160410-001-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/saude-fake-news-20160410-001-768x512.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/saude-fake-news-20160410-001.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ilustrativa <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No recurso, o blogueiro alegou que o juiz desconsiderou as provas anexadas nos autos, tais como informa\u00e7\u00f5es no Di\u00e1rio Oficial, consulta no site da Receita Federal, Federa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios do RN e Nota de Esclarecimento e, de acordo com dados extra\u00eddos destes documentos, fez a postagem referente \u00e0 irregularidade da contrata\u00e7\u00e3o, alegando o CNPJ encerrado da empresa, e que n\u00e3o houve inten\u00e7\u00e3o em macular a imagem do autor.A defesa disse ainda que n\u00e3o foram considerados pontos como oportunidade de direito de resposta; comprova\u00e7\u00e3o de danos morais e de ser a mat\u00e9ria jornal\u00edstica baseada em documentos p\u00fablicos e acess\u00edveis a qualquer cidad\u00e3o, al\u00e9m do direito \u00e0 liberdade de imprensa. Pediu, ao final, pela improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o ou a redu\u00e7\u00e3o dos danos morais, por n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de pagar a indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Modera\u00e7\u00e3o e zelo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando analisou a demanda, a relatoria do recurso explicou que a liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o de pensamento deve pautar-se na modera\u00e7\u00e3o e zelo, tendo limites delineados. Ressaltou tamb\u00e9m que a jurisprud\u00eancia entende que o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 relativo, devendo pautar-se em informa\u00e7\u00f5es ver\u00eddicas evitando situa\u00e7\u00f5es vexat\u00f3rias, humilhantes e desnecess\u00e1rias.Assim, entendeu que, a situa\u00e7\u00e3o levada \u00e0 Justi\u00e7a Estadual constrangeu o autor, causando-lhe vexame, exposi\u00e7\u00e3o negativa, constrangimento, prejudicando sua imagem e credibilidade como pessoa e contador. Tendo por base os princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade, como tamb\u00e9m o porte econ\u00f4mico do ofensor, o magistrado fixou o valor da indeniza\u00e7\u00e3o em R$ 4 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A nota publicada no blog, de fato, exp\u00f4s a honra e a imagem do agravado, atribuindo-lhe pr\u00e1tica de conduta desonesta, il\u00edcita e criminosa, transcendendo os limites impostos socialmente da liberdade jornal\u00edstica e a fun\u00e7\u00e3o essencial social da informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo d\u00favida que a a\u00e7\u00e3o\/publica\u00e7\u00e3o da not\u00edcia inver\u00eddica extrapolou o direito de express\u00e3o, violando a honra do autor\u201d, decidiu a C\u00e2mara C\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em virtude de danos causados \u00e0 imagem de um contador, um blogueiro com atua\u00e7\u00e3o no interior do Rio Grande do Norte deve pagar R$ 4 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a um contador. 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