{"id":35205,"date":"2024-01-04T10:02:45","date_gmt":"2024-01-04T13:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=35205"},"modified":"2024-01-04T10:02:45","modified_gmt":"2024-01-04T13:02:45","slug":"banco-tera-que-ressarcir-cliente-por-fraude-em-contrato-e-descontos-indevidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/01\/04\/banco-tera-que-ressarcir-cliente-por-fraude-em-contrato-e-descontos-indevidos\/","title":{"rendered":"Banco ter\u00e1 que ressarcir cliente por fraude em contrato e descontos indevidos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"679\" height=\"384\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/8263BF040AB4A04B906793674A71A2939D67_dinheiro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8100\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/8263BF040AB4A04B906793674A71A2939D67_dinheiro.jpg 679w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/8263BF040AB4A04B906793674A71A2939D67_dinheiro-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN manteve senten\u00e7a inicial, que condenou um banco a declarar a rescis\u00e3o de empr\u00e9stimos, supostamente feito por um cliente, e a inexigibilidade dos d\u00e9bitos, bem como a restituir de forma simples os valores descontados mensalmente e a pagar indeniza\u00e7\u00e3o reparat\u00f3ria dos danos morais no valor de R$ 3 mil. A institui\u00e7\u00e3o chegou a alegar que o contrato foi devidamente firmado pela parte autora, na medida em que concordou em rela\u00e7\u00e3o a seus termos e foi beneficiado com os valores creditados para quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos junto a outras entidades banc\u00e1rias. Negou a ocorr\u00eancia de ato il\u00edcito e de dano moral ou material, raz\u00e3o pela qual defendeu a inexist\u00eancia do dever de repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o \u00f3rg\u00e3o julgador do Judici\u00e1rio potiguar, a teor do disposto no artigo 14 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, destacou, mais uma vez, que a responsabilidade pelos eventuais danos ou preju\u00edzos que possam surgir na explora\u00e7\u00e3o de atividade comercial \u00e9 decorrente do risco do empreendimento, cujo \u00f4nus deve ser suportado por quem a desenvolve e usufrui dessa explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSob a \u00f3tica da responsabilidade objetiva, cabe ao fornecedor do servi\u00e7o responder, independentemente de culpa, pelos danos causados ao autor. Basta a parte lesada comprovar o defeito no produto ou servi\u00e7o e o nexo de causalidade entre a atividade da empresa e o dano produzido, para surgir a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar\u201d, refor\u00e7a o relator, desembargador Ibanez Monteiro.<\/p><div class=\"xvykc69d6c5235f50d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.xvykc69d6c5235f50d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.xvykc69d6c5235f50d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.xvykc69d6c5235f50d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.xvykc69d6c5235f50d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.xvykc69d6c5235f50d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.xvykc69d6c5235f50d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ldibh69d6c5235f4f2\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ldibh69d6c5235f4f2 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ldibh69d6c5235f4f2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ldibh69d6c5235f4f2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ldibh69d6c5235f4f2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ldibh69d6c5235f4f2 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ldibh69d6c5235f4f2 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Conforme o julgamento, embora a parte r\u00e9 alegue a regularidade do contrato e a validade do instrumento contratual, ignorou a r\u00e9plica \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o, na qual foram impugnadas as c\u00f3pias dos instrumentos contratuais. Em seguida, ante a controv\u00e9rsia acerca da validade dos documentos, o ju\u00edzo determinou a intima\u00e7\u00e3o das partes para definir os meios de prova a serem produzidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA institui\u00e7\u00e3o financeira, por\u00e9m, requereu o julgamento antecipado, deixando de requerer a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia a fim de demonstrar a autenticidade das assinaturas constantes nos documentos apresentados\u201d, esclarece o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda conforme a decis\u00e3o, de acordo com o Tema n\u00ba 1061 do STJ, \u201cna hip\u00f3tese em que o consumidor\/autor impugnar a autenticidade da assinatura constante em contrato banc\u00e1rio juntado ao processo pela institui\u00e7\u00e3o financeira, caber\u00e1 a esta, o \u00f4nus de provar a autenticidade (CPC, artigos 6\u00ba, 369 e 429, II).\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN manteve senten\u00e7a inicial, que condenou um banco a declarar a rescis\u00e3o de empr\u00e9stimos, supostamente feito por um cliente, e a inexigibilidade dos d\u00e9bitos, bem como a restituir de forma simples os valores descontados mensalmente e a pagar indeniza\u00e7\u00e3o reparat\u00f3ria dos danos morais no valor de R$ 3 mil. 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