{"id":34611,"date":"2023-11-13T16:11:42","date_gmt":"2023-11-13T19:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=34611"},"modified":"2023-11-13T16:11:42","modified_gmt":"2023-11-13T19:11:42","slug":"decisao-mantem-condenacao-imposta-a-construtora-para-indenizar-cliente-por-inconformidades-em-imovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/11\/13\/decisao-mantem-condenacao-imposta-a-construtora-para-indenizar-cliente-por-inconformidades-em-imovel\/","title":{"rendered":"Decis\u00e3o mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o imposta \u00e0 construtora para indenizar cliente por inconformidades em im\u00f3vel"},"content":{"rendered":"\n<p>A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN n\u00e3o deu provimento ao pedido, movido por um ent\u00e3o cliente de uma construtora, que pretendia a reforma da senten\u00e7a, dada pela 13\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Natal e, como consequ\u00eancia, a modifica\u00e7\u00e3o do valor indenizat\u00f3rio diante de inconformidades em uma unidade habitacional. Em suas raz\u00f5es, a parte autora defende, preliminarmente, a nulidade da senten\u00e7a diante do indeferimento do pedido de esclarecimento\/complementa\u00e7\u00e3o do laudo pericial e ressalta que, na instru\u00e7\u00e3o processual foi nomeado \u201cexpert\u201d para avalia\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel do autor, ao qual lan\u00e7ou laudo apurando a proced\u00eancia parcial, o qual foi impugnado pelo autor, atrav\u00e9s do seu assistente t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autos, na ocasi\u00e3o, enumerou diversos questionamentos e que o perito apenas defendeu a \u201clisura do seu trabalho\u201d, sem se ater aos questionamentos formulados pelo autor, o que foi alvo de nova impugna\u00e7\u00e3o com pedido de novas vistas ou realiza\u00e7\u00e3o de nova pericia, dado a discrep\u00e2ncia entre o que fora apurado no ingresso da a\u00e7\u00e3o e o resultado do laudo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"538\" 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pedido autoral, por se tratar de v\u00edcios aparentes ou de f\u00e1cil constata\u00e7\u00e3o, nos termos do artigo 26 do CDC e que o recorrido recebeu o im\u00f3vel em abril de 2016, realizando a vistoria completa no bem recebendo as chaves e que \u201csomente em mar\u00e7o de 2017\u201d relatou que abriu chamado perante a empresa para solu\u00e7\u00e3o dos problemas apontados.<\/p>\n\n\n\n<p>Argumenta ainda que, mesmo que se considere o v\u00edcio como oculto, certo \u00e9 que o prazo de 90 dias igualmente decorreu, posto que o prazo decadencial iniciou no momento em que foi evidenciado o defeito (segundo o recorrido menos de um ano ap\u00f3s a entrega do im\u00f3vel).<\/p><div class=\"hezjd69dd1d9652ed2\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hezjd69dd1d9652ed2 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and 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decis\u00e3o, ao ser devidamente comprovado os danos materiais, o que ocorreu na demanda, o fornecedor dever\u00e1 ser condenado a pagar o valor necess\u00e1rio para a repara\u00e7\u00e3o dos v\u00edcios existentes no im\u00f3vel e, no que tange aos danos morais, a senten\u00e7a agiu corretamente ao reconhecer o dano moral, porque o construtor, ao entregar o im\u00f3vel com defeitos de constru\u00e7\u00e3o, causou preju\u00edzos ao autor, causando desconforto para seus habitantes, al\u00e9m da salubridade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, entendo pela manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a tamb\u00e9m neste ponto, pois, reconhecida a sucumb\u00eancia m\u00ednima da parte autora, entendo que o referido \u00f4nus \u00e9 devido pela parte r\u00e9\u201d, define o relator, ao manter a decis\u00e3o inicial, no que se refere ao valor de R$ 9.772,42 como indeniza\u00e7\u00e3o material, al\u00e9m do valor de R$ 5 mil por danos morais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa 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