{"id":34482,"date":"2023-11-05T11:28:59","date_gmt":"2023-11-05T14:28:59","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=34482"},"modified":"2023-11-05T11:28:59","modified_gmt":"2023-11-05T14:28:59","slug":"tst-mantem-justa-causa-de-porteira-de-condominio-demitida-por-nao-tomar-vacina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/11\/05\/tst-mantem-justa-causa-de-porteira-de-condominio-demitida-por-nao-tomar-vacina\/","title":{"rendered":"TST mant\u00e9m justa causa de porteira de condom\u00ednio demitida por n\u00e3o tomar vacina"},"content":{"rendered":"\n<p>A&nbsp;recusa injustificada do trabalhador a aderir \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o coletiva caracteriza quebra da confian\u00e7a necess\u00e1ria para a continua\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego. Com essa fundamenta\u00e7\u00e3o, a 3\u00aa&nbsp;Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso de uma ex-porteira de um condom\u00ednio residencial de Aracaju contra sua dispensa por justa causa por ter se recusado a tomar a vacina contra a Covid-19.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/vacina-covid-19.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption><br><sup>F\u00e1bio Rodrigues Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A trabalhadora alegou que a dispensa foi discriminat\u00f3ria e pediu indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, mas o colegiado manteve a penalidade. &#8220;A decis\u00e3o da trabalhadora de se recusar a receber a imuniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode se sobrepor \u00e0 vida e \u00e0 sa\u00fade coletiva&#8221;, afirmou o relator do recurso, ministro Alberto Balazeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A profissional foi demitida em novembro de 2021, ap\u00f3s, segundo o condom\u00ednio, ter se recusado, &#8220;sem qualquer motivo&#8221;, a se imunizar contra a Covid-19. Segundo o s\u00edndico, todos os empregados apresentaram ao menos a primeira dose da vacina, menos ela, e sua situa\u00e7\u00e3o ficou insustent\u00e1vel&nbsp;porque ela tinha contato direto com os moradores, os visitantes e os demais empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00edndico ainda informou que a trabalhadora foi advertida e recebeu suspens\u00e3o formal, mas, em raz\u00e3o da recusa insistente a tomar o imunizante, e sem apresentar nenhum fundamento plaus\u00edvel para isso, decidiu-se pela justa causa.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a porteira disse que n\u00e3o poderia ser obrigada a tomar a vacina. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 lei que ordene que uma pessoa seja obrigada a se vacinar&#8221;, argumentou ela, que alegou ainda que tem arritmia card\u00edaca, com risco de rea\u00e7\u00f5es adversas, e que o comprovante de vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o era exigido nem de moradores, nem de visitantes. A mulher pediu, assim, a revers\u00e3o da justa causa e a condena\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio por danos morais, sustentando que a situa\u00e7\u00e3o havia lhe causado grandes abalos emocionais.<\/p><div class=\"tnzaf69e1f3604e9a3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.tnzaf69e1f3604e9a3 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.tnzaf69e1f3604e9a3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.tnzaf69e1f3604e9a3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.tnzaf69e1f3604e9a3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.tnzaf69e1f3604e9a3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.tnzaf69e1f3604e9a3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"agekp69e1f3604e986\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.agekp69e1f3604e986 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.agekp69e1f3604e986 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.agekp69e1f3604e986 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.agekp69e1f3604e986 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.agekp69e1f3604e986 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.agekp69e1f3604e986 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo da 9\u00aa Vara do Trabalho de Aracaju e o Tribunal Regional do Trabalho da 20\u00aa Regi\u00e3o (SE) julgaram improcedente o pedido de revers\u00e3o da justa causa e enquadraram a conduta da porteira como ato de indisciplina e insubordina\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese prevista no artigo 482 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) para a aplica\u00e7\u00e3o da penalidade. A conclus\u00e3o foi de que a recusa \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o punha em risco a integridade f\u00edsica dos demais colegas de trabalho, dos moradores e dos visitantes do condom\u00ednio, sendo correta a justa causa aplicada pelo empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outros aspectos, foi considerado que a declara\u00e7\u00e3o m\u00e9dica juntada por ela n\u00e3o comprovava nenhum problema de sa\u00fade que impedisse a imuniza\u00e7\u00e3o, e, segundo uma das testemunhas, ela afirmou que n\u00e3o tomaria a vacina por outros motivos, e n\u00e3o por quest\u00f5es m\u00e9dicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alberto Balazeiro&nbsp;observou que a vacina\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria foi prevista na Lei Federal 13.979\/2020, priorizando o interesse da coletividade em detrimento do individual. Essa medida, por sua vez, foi julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator avaliou ainda que, na sua fun\u00e7\u00e3o, a trabalhadora tinha contato direto com o p\u00fablico. A seu ver, a exig\u00eancia do condom\u00ednio de que seus empregados aderissem \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 foi leg\u00edtima e &#8220;amparada nos mais basilares preceitos fundamentais, uma vez que o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social s\u00e3o inegoci\u00e1veis&#8221;. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TST.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/tst-acordao-porteira-covid-19.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>RR 182-10.2022.5.20.0009<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&nbsp;recusa injustificada do trabalhador a aderir \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o coletiva caracteriza quebra da confian\u00e7a necess\u00e1ria para a continua\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego. 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