{"id":34419,"date":"2023-10-31T11:07:00","date_gmt":"2023-10-31T14:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=34419"},"modified":"2023-10-31T08:52:13","modified_gmt":"2023-10-31T11:52:13","slug":"corpo-estranho-em-molho-de-tomate-gera-condenacao-contra-empresa-fabricante-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/10\/31\/corpo-estranho-em-molho-de-tomate-gera-condenacao-contra-empresa-fabricante-no-rn\/","title":{"rendered":"\u2018Corpo estranho\u2019 em molho de tomate gera condena\u00e7\u00e3o contra empresa fabricante no RN"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mgpbwxotis-capa-noticia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34420\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mgpbwxotis-capa-noticia.jpg 600w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mgpbwxotis-capa-noticia-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao observarem precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), os desembargadores integrantes da 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN n\u00e3o deram provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, movida por uma empresa de alimentos, que, em um dos produtos vendidos em supermercado, teve a notifica\u00e7\u00e3o de um corpo estranho em recipiente de molho de tomate. A decis\u00e3o mant\u00e9m a senten\u00e7a da 1\u00aa Vara da Comarca de Ass\u00fa, que acolheu o pleito do cliente e determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, mas o estabelecimento alegou que os m\u00e9todos de fabrica\u00e7\u00e3o s\u00e3o \u201ceficientes e seguros\u201d, fato impeditivo do direito da consumidora. Entendimento diverso do \u00f3rg\u00e3o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o, \u00e9 preciso registrar que, no caso em aprecia\u00e7\u00e3o, se aplicam os dispositivos emanados do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC), j\u00e1 que a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-material estabelecida entre as partes litigantes \u00e9 dotada de car\u00e1ter de consumo, considerando o disposto nos artigos 2\u00ba e 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, de tal base normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a empresa tamb\u00e9m alegue ser imposs\u00edvel que durante o processo fabril ocorresse qualquer tipo de contamina\u00e7\u00e3o de seus produtos, seja natural ou f\u00edsico, mas os desembargadores destacaram que o CDC, em seu artigo 12, estabeleceu a responsabilidade civil objetiva dos fabricantes, na qual, uma vez ocorrido o dano, ser\u00e1 investigado t\u00e3o somente o nexo de causalidade, inexistindo, portanto, aferi\u00e7\u00e3o de culpa.<\/p><div class=\"gxqvm69e1f379018ba\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.gxqvm69e1f379018ba {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.gxqvm69e1f379018ba {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.gxqvm69e1f379018ba {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.gxqvm69e1f379018ba {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.gxqvm69e1f379018ba {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.gxqvm69e1f379018ba {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"vtocz69e1f3790189d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vtocz69e1f3790189d {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vtocz69e1f3790189d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vtocz69e1f3790189d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vtocz69e1f3790189d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vtocz69e1f3790189d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vtocz69e1f3790189d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>\u201cBaseia-se tal esp\u00e9cie de responsabilidade em um princ\u00edpio de equidade, pelo qual aquele que se beneficia com uma determinada situa\u00e7\u00e3o deve responder pelos riscos ou pelas desvantagens dela provenientes, explica o relator, desembargador Amaury Moura Sobrinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ainda enfatizou que, diante das fotografias e v\u00eddeo juntados ao caderno processual, percebe-se a exist\u00eancia de defeito no produto e, por outro lado, a empresa recorrente n\u00e3o logrou \u00eaxito em refutar a alega\u00e7\u00e3o da autora\/consumidora de que o molho de tomate fabricado pela r\u00e9 continha corpo estranho vis\u00edvel a olho nu. \u201cSendo assim, a apelante n\u00e3o trouxe aos autos elementos suficientes a fim de corroborar suas argumenta\u00e7\u00f5es\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao observarem precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), os desembargadores integrantes da 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN n\u00e3o deram provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, movida por uma empresa de alimentos, que, em um dos produtos vendidos em supermercado, teve a notifica\u00e7\u00e3o de um corpo estranho em recipiente de molho de tomate. 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