{"id":34133,"date":"2023-10-09T09:33:00","date_gmt":"2023-10-09T12:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=34133"},"modified":"2023-10-09T08:34:52","modified_gmt":"2023-10-09T11:34:52","slug":"justica-concede-180-dias-de-licenca-adotante-para-servidor-em-uniao-estavel-homoafetiva-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/10\/09\/justica-concede-180-dias-de-licenca-adotante-para-servidor-em-uniao-estavel-homoafetiva-no-rn\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a concede 180 dias de licen\u00e7a-adotante para servidor em uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva no RN"},"content":{"rendered":"\n<p>A 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso interposto pelo Estado do Rio Grande do Norte e manteve a senten\u00e7a proferida pela 6\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal que concedeu a um servidor p\u00fablico estadual a licen\u00e7a-adotante pelo prazo de 180 dias, por ter adotado tr\u00eas crian\u00e7as junto com seu companheiro. O fundamento para a concess\u00e3o do direito \u00e9 o tema 782, da Repercuss\u00e3o Geral do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai adotante, servidor da \u00e1rea da sa\u00fade do Estado do RN, vive em uni\u00e3o est\u00e1vel com o companheiro, que \u00e9 servidor de institui\u00e7\u00e3o federal no Estado da Para\u00edba. O autor da a\u00e7\u00e3o conseguiu o direito de 180 dias de licen\u00e7a ao buscar a Justi\u00e7a na primeira inst\u00e2ncia, o que fez com que o Estado recorresse ao Tribunal de Justi\u00e7a. O voto no segundo grau \u00e9 do desembargador Jo\u00e3o Rebou\u00e7as, relator da Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel no TJRN.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"285\" height=\"200\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/adocao-16-11-2011.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7024\"\/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos autos consta a informa\u00e7\u00e3o de que o autor mant\u00e9m rela\u00e7\u00e3o homoafetiva com seu companheiro e adotou tr\u00eas crian\u00e7as, com idade entre um ano e sete anos, e, como servidor do Estado do Rio Grande do Norte com fun\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de sa\u00fade, requereu a concess\u00e3o de 180 dias de licen\u00e7a por ado\u00e7\u00e3o, seguindo as regras da Lei Complementar Estadual 122 (Regime Jur\u00eddico \u00danico) de 30\/06\/1994, Lei complementar n\u00ba 358\/2008, que ampliou o prazo de licen\u00e7a-maternidade para 180 dias e Tema 782 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao TJ, o Estado relatou que a senten\u00e7a deveria ser reformada j\u00e1 que a situa\u00e7\u00e3o trata de uma licen\u00e7a-adotande \u00e0 pessoa de rela\u00e7\u00e3o socioafetiva, cujo companheiro exerce fun\u00e7\u00e3o remunerada. Argumentou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico requereu documentos no sentido de averiguar sobre a aus\u00eancia de solicita\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a semelhante pelo c\u00f4njuge do autor, sendo indeferido tal pedido diante a natureza do Mandado de Seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado levantou tamb\u00e9m quest\u00f5es processuais e destacou que a licen\u00e7a-adotante resguarda o direito da crian\u00e7a e do adolescente de ser beneficiado pela presen\u00e7a dos pais adotantes com o prazo de conviv\u00eancia igualmente garantido aos filhos havidos por gesta\u00e7\u00e3o. Ressaltou que tanto o homem quanto a mulher podem ser beneficiados por licen\u00e7a maternidade\/adotante, e no caso dos autos, como os genitores s\u00e3o do mesmo sexo, apenas um deles teria direito a licen\u00e7a de prazo alongado (licen\u00e7a maternidade) e o outro a de menor prazo (licen\u00e7a paternidade).<\/p><div class=\"ssgxm69ead5fc515a0\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ssgxm69ead5fc515a0 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ssgxm69ead5fc515a0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ssgxm69ead5fc515a0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ssgxm69ead5fc515a0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ssgxm69ead5fc515a0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ssgxm69ead5fc515a0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ibnig69ead5fc51585\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ibnig69ead5fc51585 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ibnig69ead5fc51585 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ibnig69ead5fc51585 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ibnig69ead5fc51585 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ibnig69ead5fc51585 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ibnig69ead5fc51585 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Exp\u00f4s que, mesmo o autor n\u00e3o tendo mencionado a profiss\u00e3o de seu esposo, fez consulta aos meios eletr\u00f4nicos dispon\u00edveis e percebeu que o ele \u00e9 servidor de institui\u00e7\u00e3o federal na Para\u00edba desde 2010, caso em que caberia ao autor comprovar que seu c\u00f4njuge n\u00e3o teria sido benefici\u00e1rio pela licen\u00e7a adotante com prazo de licen\u00e7a maternidade. Sustentou que, n\u00e3o existindo prova de que o c\u00f4njuge do autor n\u00e3o foi beneficiado pela mesma licen\u00e7a pretendida por ele, inexiste direito l\u00edquido e certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a mat\u00e9ria, o relator, desembargador Jo\u00e3o Rebou\u00e7as, entendeu como correto o entendimento do ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia no sentido de aplicar as normas pertinentes a natureza do Mandado de Seguran\u00e7a, ou seja, a impossibilidade de dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria para que o autor comprove nos autos que seu companheiro tenha pleiteado ou adquirido mesmo benef\u00edcio de licen\u00e7a adotante no \u00f3rg\u00e3o que exerce suas fun\u00e7\u00f5es laborais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o Mandado de Seguran\u00e7a tem como premissa a indispensabilidade da prova pr\u00e9-constitu\u00edda do direito l\u00edquido e certo do demandante, que no caso dos autos ficou comprovada atrav\u00e9s da permissibilidade legal da Lei Complementar Estadual 122 (Regime Jur\u00eddico \u00danico) de 30\/06\/1994, que garante a seus servidores licen\u00e7a adotante de 180 dias, confirmado inclusive por um parecer jur\u00eddico da SESAP, sendo invi\u00e1vel a dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria arguida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo, o rito do mandado de seguran\u00e7a foi seguido conforme disposto na Lei 12.016\/2009, considerando que a impetrante anexou aos autos prova de seu direito l\u00edquido e certo, sem comportar aferi\u00e7\u00e3o de dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria requerida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o havendo portando necessidade de reforma da senten\u00e7a para denega\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a\u201d, decidiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso interposto pelo Estado do Rio Grande do Norte e manteve a senten\u00e7a proferida pela 6\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal que concedeu a um servidor p\u00fablico estadual a licen\u00e7a-adotante pelo prazo de 180 dias, por ter adotado tr\u00eas crian\u00e7as junto com<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/10\/09\/justica-concede-180-dias-de-licenca-adotante-para-servidor-em-uniao-estavel-homoafetiva-no-rn\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34133"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34133"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34133\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34134,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34133\/revisions\/34134"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}