{"id":34050,"date":"2023-10-02T10:07:18","date_gmt":"2023-10-02T13:07:18","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=34050"},"modified":"2023-10-02T10:07:18","modified_gmt":"2023-10-02T13:07:18","slug":"negado-restabelecimento-de-concessao-de-passagens-de-onibus-para-servidores-do-detran-rn-instituida-antes-de-1988","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/10\/02\/negado-restabelecimento-de-concessao-de-passagens-de-onibus-para-servidores-do-detran-rn-instituida-antes-de-1988\/","title":{"rendered":"Negado restabelecimento de concess\u00e3o de passagens de \u00f4nibus para servidores do Detran-RN, institu\u00edda antes de 1988"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/onibus-RN-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8005\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/onibus-RN-1.jpg 750w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/onibus-RN-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os desembargadores que integram a 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negaram recurso interposto pelo Sindicato dos Servidores da Administra\u00e7\u00e3o Indireta do Rio Grande do Norte \u2013 SINAI e mantiveram a senten\u00e7a da 4\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal, que julgou improcedente o pedido de restabelecimento do benef\u00edcio de concess\u00e3o de passagens de \u00f4nibus, deferido atrav\u00e9s de ato administrativo do presidente do Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito do Estado do Rio Grande do Norte \u2013 Detran\/RN em 1985, aos servidores da Autarquia Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>A A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria foi ajuizada pelo Sindicato contra o Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito do Estado do Rio Grande do Norte \u2013 Detran\/RN na primeira inst\u00e2ncia. Ao recorrer da negativa do pedido ao Tribunal de Justi\u00e7a, o SINAI defendeu a reforma da senten\u00e7a afirmando que o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do Detran\/RN, em 4 de mar\u00e7o de 1985, decidiu aprovar, por unanimidade, a proposta do Diretor-Geral daquela Autarquia, contida no Of\u00edcio n\u00ba 75\/85-GDG, para que fossem fornecidos t\u00edquetes de passagens de \u00f4nibus para os servidores da Autarquia.<\/p>\n\n\n\n<p>O fundamento do SINAI seria o artigo 458 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho, ressaltando que todos os servidores eram, naquela \u00e9poca, regidos pelo regime celetista, tendo havido o cumprimento do disposto no artigo 22, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, uma vez que compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre Direito do Trabalho. Assegurou que, estando o benef\u00edcio devidamente reconhecido, operou-se um ato jur\u00eddico perfeito, cujas condi\u00e7\u00f5es passaram a fazer parte dos contratos de trabalho dos servidores do Detran, sendo vedada a sua suspens\u00e3o, \u201csalvo ao arrepio dos arts. 1\u00ba, 5\u00ba, XXXVI, LIV, LV, 37, XV, 60, \u00a74\u00ba, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Contou tamb\u00e9m que, a partir de 1991, a Autarquia garantiu aos servidores a concess\u00e3o de plano de sa\u00fade. Por\u00e9m, relatou que, em 2013, o Detran realizou o corte unilateral de tais vantagens, raz\u00e3o pela qual ajuizaram a demanda na primeira inst\u00e2ncia, a qual foi julgada improcedente, requerendo, na apela\u00e7\u00e3o, a reforma da senten\u00e7a, a fim de que sejam ambos os benef\u00edcios (passe de \u00f4nibus e plano de sa\u00fade) restabelecidos, al\u00e9m da condena\u00e7\u00e3o do Detran ao pagamento dos valores retroativos.<\/p><div class=\"glayq69e294d0c1c75\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.glayq69e294d0c1c75 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.glayq69e294d0c1c75 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.glayq69e294d0c1c75 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.glayq69e294d0c1c75 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.glayq69e294d0c1c75 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.glayq69e294d0c1c75 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"odvrb69e294d0c1c4a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.odvrb69e294d0c1c4a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.odvrb69e294d0c1c4a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.odvrb69e294d0c1c4a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.odvrb69e294d0c1c4a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.odvrb69e294d0c1c4a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.odvrb69e294d0c1c4a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise em 2\u00aa inst\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos argumentos expostos no recurso, a relatora, desembargadora Lourdes Azev\u00eado, entendeu que a senten\u00e7a n\u00e3o merece reforma. Seu entendimento teve por base a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal. Ela observou que os benef\u00edcios pretendidos pelo sindicato foram estabelecidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e, com o advento dela, houve a ades\u00e3o a valores (princ\u00edpios) mais rigorosos para a concess\u00e3o de benef\u00edcios aos servidores p\u00fablicos e, com o advento da Ementa Constitucional n\u00ba 19, aprovada em 1998, no caso dos autos, a disciplina da remunera\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos passou a depender da edi\u00e7\u00e3o de lei espec\u00edfica, sem qualquer exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao plano de sa\u00fade, concedido aos servidores daquela Autarquia a partir de Acordo Coletivo de Trabalho, firmado em 1991\/1992, considerou que a perpetua\u00e7\u00e3o da medida esbarra no entendimento corrente tamb\u00e9m da Suprema Corte de que a \u201cfixa\u00e7\u00e3o dos vencimentos dos servidores p\u00fablicos n\u00e3o pode ser objeto de conven\u00e7\u00e3o coletiva\u201d, conforme texto da S\u00famula 679 daquele Tribunal Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal posicionamento leva ao entendimento de que, \u201ccom o advento da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o Acordo Coletivo anterior perdeu a sua validade, posto que, como bem exposto na senten\u00e7a, o pagamento dos benef\u00edcios referidos advir\u00e3o dos cofres p\u00fablicos, n\u00e3o havendo que se falar em perpetua\u00e7\u00e3o daqueles ou de aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista na esp\u00e9cie, o que atrairia, outrossim, a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para o processamento e julgamento do feito\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desembargadores que integram a 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negaram recurso interposto pelo Sindicato dos Servidores da Administra\u00e7\u00e3o Indireta do Rio Grande do Norte \u2013 SINAI e mantiveram a senten\u00e7a da 4\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal, que julgou improcedente o pedido de restabelecimento do benef\u00edcio de concess\u00e3o de passagens de<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/10\/02\/negado-restabelecimento-de-concessao-de-passagens-de-onibus-para-servidores-do-detran-rn-instituida-antes-de-1988\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34050"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34050"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34050\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34051,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34050\/revisions\/34051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}