{"id":3338,"date":"2019-10-23T12:40:29","date_gmt":"2019-10-23T15:40:29","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=3338"},"modified":"2019-10-23T12:47:50","modified_gmt":"2019-10-23T15:47:50","slug":"stf-relator-marco-aurelio-vota-contra-prisao-em-2a-instancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/10\/23\/stf-relator-marco-aurelio-vota-contra-prisao-em-2a-instancia\/","title":{"rendered":"STF: Relator Marco Aur\u00e9lio vota contra pris\u00e3o em 2\u00aa inst\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"615\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Marco-Aur\u00e9lio-Mello-AFP-1024x615.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-123\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Marco-Aur\u00e9lio-Mello-AFP-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Marco-Aur\u00e9lio-Mello-AFP-300x180.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Marco-Aur\u00e9lio-Mello-AFP-768x461.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Marco-Aur\u00e9lio-Mello-AFP.jpg 1086w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 imposs\u00edvel devolver a liberdade perdida ao cidad\u00e3o&#8221;, afirmou o ministro Marco Aur\u00e9lio, do Supremo Tribunal Federal, ao votar pela autoriza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da pena apenas ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o se pode assentar a culpa para al\u00e9m dos limites expressos na Lei Maior, quando o pr\u00f3prio processo criminal \u00e9 afastado do controle deste Tribunal. Em resumo, suprime-se, simultaneamente, a garantia de recorrer, solto, \u00e0s inst\u00e2ncias superiores e o direito de v\u00ea-la tutelada, a qualquer tempo, pelo Supremo&#8221;, argumentou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Marco Aur\u00e9lio \u00e9 o&nbsp;relator das tr\u00eas a\u00e7\u00f5es declarat\u00f3rias de constitucionalidade sobre a execu\u00e7\u00e3o antecipada da pena, que voltaram a ser debatidas pelo Plen\u00e1rio nesta quarta-feira (23\/10). O julgamento foi suspenso e volta na tarde de hoje.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro&nbsp;mant\u00e9m seu posicionamento hist\u00f3rico no sentido de que a execu\u00e7\u00e3o da pena s\u00f3 pode ser autorizada ap\u00f3s tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A harmonia, com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, do artigo 283 do C\u00f3digo de<br>Processo Penal \u00e9 completa, considerado o alcance do princ\u00edpio da n\u00e3o<br>culpabilidade, inexistente campo para tergiversa\u00e7\u00f5es, que podem levar ao retrocesso constitucional, cultural em seu sentido maior&#8221;, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o Procurador-Geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, o ministro Marco Aur\u00e9lio tamb\u00e9m recorreu, em seu voto, ao argumento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-out-23\/judiciario-nao-sido-suficiente-garantir-justica-pgr\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">superencarceramento<\/a>&nbsp;dos pres\u00eddios brasileiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO problema adquire envergadura maior quando considerada a superlota\u00e7\u00e3o dos pres\u00eddios. Constatou-se o exorbitante n\u00famero de cidad\u00e3os recolhidos provisoriamente, a salientar a malversa\u00e7\u00e3o do instituto da cust\u00f3dia cautelar e, consequentemente, a inobserv\u00e2ncia do princ\u00edpio da n\u00e3o culpabilidade. Inverte-se a ordem natural para prender e, depois, investigar&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, atualmente conduz-se o processo criminal com automatismo &#8220;incompat\u00edvel com a seriedade do direito de ir e vir das pessoas&#8221;.&nbsp;<\/p><div class=\"kjxvs69e10df49a4c0\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.kjxvs69e10df49a4c0 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.kjxvs69e10df49a4c0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.kjxvs69e10df49a4c0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.kjxvs69e10df49a4c0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.kjxvs69e10df49a4c0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.kjxvs69e10df49a4c0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"qnsix69e10df49a49d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qnsix69e10df49a49d {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qnsix69e10df49a49d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qnsix69e10df49a49d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qnsix69e10df49a49d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qnsix69e10df49a49d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qnsix69e10df49a49d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O relator julgou procedentes as a\u00e7\u00f5es, pela constitucionalidade do artigo&nbsp;283 do C\u00f3digo de Processo Penal. Como consequ\u00eancia, determinou&nbsp;a liberdade dos que foram presos neste grau recursal, com as ressalvas para pris\u00f5es preventivas e tempor\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os 11 ministros da Corte v\u00e3o decidir se mant\u00eam ou n\u00e3o o atual entendimento jur\u00eddico de que o r\u00e9u pode ser preso ap\u00f3s condena\u00e7\u00f5es em segunda inst\u00e2ncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esgotamento dos recursos<\/strong><br>Marco Aur\u00e9lio liberou as a\u00e7\u00f5es para julgamento no final de 2017. A presidente do Supremo na ocasi\u00e3o, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, evitou coloc\u00e1-las na pauta do plen\u00e1rio, o que gerou cr\u00edticas de parte de seus colegas e, em especial, de Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele \u00e9 um dos mais ferrenhos defensores da tese de que a Constitui\u00e7\u00e3o exige que se esgotem todos os recursos antes da execu\u00e7\u00e3o da pena de um condenado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que assumiu a relatoria das a\u00e7\u00f5es, que come\u00e7aram a chegar ao STF em 2016, o ministro tem indicado que votaria por declarar constitucional o artigo 283 do C\u00f3digo de Processo Penal, segundo o qual ningu\u00e9m pode ser preso exceto em flagrante ou se houver &#8220;senten\u00e7a condenat\u00f3ria transitada em julgado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso<\/strong><br>A OAB e dois partidos pol\u00edticos pedem que o STF condicione o in\u00edcio do cumprimento da pena ao esgotamento de todas as possibilidades de recurso \u2014 o tr\u00e2nsito em julgado. A discuss\u00e3o \u00e9 em torno da constitucionalidade do artigo 283 do CPP, que estabelece:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m poder\u00e1 ser preso sen\u00e3o em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judici\u00e1ria competente, em decorr\u00eancia de senten\u00e7a condenat\u00f3ria transitada em julgado ou, no curso da investiga\u00e7\u00e3o ou do processo, em virtude de pris\u00e3o tempor\u00e1ria ou pris\u00e3o preventiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conjur<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marco Aur\u00e9lio \u00e9 o relator das tr\u00eas a\u00e7\u00f5es declarat\u00f3rias de constitucionalidade sobre a execu\u00e7\u00e3o antecipada da pena<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/10\/23\/stf-relator-marco-aurelio-vota-contra-prisao-em-2a-instancia\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":123,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3338"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3339,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3338\/revisions\/3339"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}