{"id":32753,"date":"2023-07-12T09:22:00","date_gmt":"2023-07-12T12:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=32753"},"modified":"2023-07-11T23:27:07","modified_gmt":"2023-07-12T02:27:07","slug":"uber-nao-deve-ser-responsabilizada-por-assalto-a-motorista-credenciado-decide-stj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/07\/12\/uber-nao-deve-ser-responsabilizada-por-assalto-a-motorista-credenciado-decide-stj\/","title":{"rendered":"Uber n\u00e3o deve ser responsabilizada por assalto a motorista credenciado, decide STJ"},"content":{"rendered":"\n<p>Em decis\u00e3o un\u00e2nime, a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/STJ\">STJ<\/a>) decidiu que a Uber n\u00e3o deve ser responsabilizada por um assalto cometido por um passageiro contra um motorista enquanto ele fazia uma corrida pelo aplicativo. Para o magistrado, nessas circunst\u00e2ncias a culpa \u00e9 de terceiro, configurando-se como um caso fortuito externo \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem pedia indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais \u00e0 Uber, em decorr\u00eancia do assalto, j\u00e1 que ele ele dirigia como motorista credenciado do aplicativo. O pedido foi julgado parcialmente precedente em primeira inst\u00e2ncia, sob o fundamento de que a empresa exige um cadastro interno com dados pessoais dos passageiros, inclusive avalia\u00e7\u00e3o, o que poderia garantir a \u201dseguran\u00e7a em cada corrida na qualidade de intermediadora da rela\u00e7\u00e3o de transporte, pois analisa e avalia os envolvidos, n\u00e3o s\u00f3 os motoristas, mas tamb\u00e9m os passageiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi reformada pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/TJRS\">TJRS<\/a>). Para a desembargadora e relatora do processo, Denise Oliveira Cezar, n\u00e3o deveria haver a responsabiliza\u00e7\u00e3o da Uber pelo fato de ser uma responsabilidade de terceiro, que decorre em \u201despecial falha do Estado, que n\u00e3o assegura aos cidad\u00e3os o direito fundamental \u00e0 seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"652\" height=\"408\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/uber.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1194\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/uber.jpg 652w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/uber-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No recurso apresentado ao STJ, o motorista sustenta que a decis\u00e3o que acolheu a apela\u00e7\u00e3o da plataforma violou os artigos 186 e 927 do C\u00f3digo Civil. Para ele, a Uber, na qualidade de empresa respons\u00e1vel pelo aplicativo em que era motorista credenciado, agiu com neglig\u00eancia em seu dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o de seus usu\u00e1rios. Al\u00e9m disso, alega que a empresa falhou na presta\u00e7\u00e3o de seus servi\u00e7os, uma vez que permitiu um falso cadastro de passageiro para a pr\u00e1tica deliberada de crimes.<\/p><div class=\"vnkry69d139b607b2a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vnkry69d139b607b2a {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vnkry69d139b607b2a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vnkry69d139b607b2a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vnkry69d139b607b2a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vnkry69d139b607b2a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vnkry69d139b607b2a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"nxfrw69d139b607b10\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nxfrw69d139b607b10 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nxfrw69d139b607b10 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nxfrw69d139b607b10 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nxfrw69d139b607b10 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nxfrw69d139b607b10 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nxfrw69d139b607b10 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O relator do caso, o ministro Moura Ribeiro, entendeu que a Uber n\u00e3o deve ser responsabilizada neste caso, visto que a atividade desenvolvida pela plataforma se d\u00e1 atrav\u00e9s de um aplicativo de celular, com a finalidade de fazer a aproxima\u00e7\u00e3o entre os motoristas parceiros e seus clientes, os passageiros. Assim, ele destacou que os motoristas de aplicativo n\u00e3o mant\u00eam nenhuma rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o com a empresa gerenciadora do aplicativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ribeiro tamb\u00e9m observou que as atividades profissionais desenvolvidas pela Uber e pelo motorista integram uma cadeia de fornecimento de servi\u00e7os, para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o civil por danos ocasionados a seus usu\u00e1rios\/consumidores, mas, em rela\u00e7\u00e3o ao pacto negocial existente entre eles, \u201dprevalece a autonomia da vontade a independ\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o de cada um\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o un\u00e2nime, a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a Uber n\u00e3o deve ser responsabilizada por um assalto cometido por um passageiro contra um motorista enquanto ele fazia uma corrida pelo aplicativo. 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