{"id":32324,"date":"2023-06-16T11:52:13","date_gmt":"2023-06-16T14:52:13","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=32324"},"modified":"2023-06-16T11:52:13","modified_gmt":"2023-06-16T14:52:13","slug":"carcinicultura-ministro-do-stf-mantem-entendimento-do-tjrn-sobre-constitucionalidade-de-lei-estadual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/06\/16\/carcinicultura-ministro-do-stf-mantem-entendimento-do-tjrn-sobre-constitucionalidade-de-lei-estadual\/","title":{"rendered":"Carcinicultura: ministro do STF mant\u00e9m entendimento do TJRN sobre constitucionalidade de lei estadual"},"content":{"rendered":"\n<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques reconheceu como constitucional, em uma decis\u00e3o monocr\u00e1tica, a Lei Estadual n\u00ba 9.978\/2015 (Lei Cortez Pereira), mantendo assim o entendimento do Pleno do TJRN que julgou improcedente A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual. Em novembro de 2020, o relator do processo, desembargador Amaury Moura Sobrinho votou pela constitucionalidade dos artigos 2\u00ba, inciso I (em parte), 10, par\u00e1grafo \u00fanico, 13, 18, 21 e 22, da lei, editada pelo Estado do Rio Grande do Norte. Recorrendo da decis\u00e3o do Pleno do TJRN, a Procuradoria-Geral de Justi\u00e7a promoveu Recurso Extraordin\u00e1rio para o STF, sustentando, em s\u00edntese, que o ac\u00f3rd\u00e3o do TJRN \u201ccontrariou frontalmente os artigos 24,\u00a72\u00ba,e 225, caput e \u00a71\u00ba, incisos I, III e VII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ao declarar a constitucionalidade dos artigos 2\u00ba,inciso I (em parte),10, par\u00e1grafo \u00fanico, e 18, todos da Lei n\u00ba 9.978, de 9 de setembro de 2015, editada pelo Estado do Rio Grande do Norte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, para sustentar a inconstitucionalidade do inciso I, do art 2\u00ba da lei questionada, alegou que esse dispositivo enquadrou \u201ca aquicultura (da qual a carcinicultura \u00e9 esp\u00e9cie) como atividade agrossilvipastoril, para o fim de permitir, por vias transversas, a carcinicultura nas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente\u201d, o que iria de encontro \u00e0 Lei Federal n\u00ba 12.651\/2012 (C\u00f3digo Florestal), a qual, n\u00e3o permitiria \u201co exerc\u00edcio da carcinicultura em \u00e1rea de mangue, apenas nas \u00e1reas de apicuns e salgados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o ministro Nunes Marques disse que \u00e9 inadmiss\u00edvel o recurso excepcional da Procuradoria-Geral de Justi\u00e7a do RN, \u201cpois o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Norte, ao anuir com a inclus\u00e3o da carcinicultura no conceito de atividade agrossilvipastoril e ao declarar constitucionais os dispositivos da citada norma estadual que, em conformidade com o art. 61-A da Lei federal n. 12.651\/2012 (C\u00f3digo Florestal), autorizam a continuidade da explora\u00e7\u00e3o dessa atividade econ\u00f4mica em \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP) consolidadas at\u00e9 22 de julho de 2008, amparou-se no arcabou\u00e7o factual constante dos autos e, ainda, na interpreta\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional (leis federais; resolu\u00e7\u00f5es e instru\u00e7\u00f5es normativas dos \u00f3rg\u00e3os ambientais competentes)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o TJRN<\/strong><\/p><div class=\"udpmy69d0798cc9681\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.udpmy69d0798cc9681 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.udpmy69d0798cc9681 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.udpmy69d0798cc9681 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.udpmy69d0798cc9681 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.udpmy69d0798cc9681 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.udpmy69d0798cc9681 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"axdhl69d0798cc9664\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.axdhl69d0798cc9664 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.axdhl69d0798cc9664 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.axdhl69d0798cc9664 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.axdhl69d0798cc9664 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.axdhl69d0798cc9664 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.axdhl69d0798cc9664 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"880\" height=\"495\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/nunes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14480\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/nunes.jpg 880w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/nunes-300x169.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/nunes-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 880px) 100vw, 880px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2020, o TJRN negou, por unanimidade, o pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado para suspender os dispositivos da Lei Estadual n\u00ba 9.978\/2015 (Lei Cortez Pereira), que regulamentou o cultivo de camar\u00e3o em cativeiro. A decis\u00e3o foi dada pela Corte, na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade n\u00ba 0807926-40.2018.8.20.0000, ap\u00f3s Pleno seguir o voto do relator do caso, desembargador Amaury Moura Sobrinho, que considerou a lei constitucional e de acordo com o C\u00f3digo Florestal de 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do relator, a perman\u00eancia dos produtores que estavam nas \u00e1reas antes de 2008 \u00e9 assegurada pelo novo C\u00f3digo Florestal, sancionado em 2012 pelo Governo Federal. Isso porque a lei estadual de 2015 incluiu os carcinicultores no rol de \u201catividades agrossilvipastoril\u201d \u2014 fato que o Minist\u00e9rio P\u00fablico discordou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Neste contexto, o legislador estadual, ao editar o dispositivo ora em quest\u00e3o, n\u00e3o inovou, tampouco ampliou o conceito de atividade agrossilvipastoril, limitando-se a imprimir o mesmo conceito j\u00e1 utilizado no \u00e2mbito dos \u00f3rg\u00e3os ambientais federais e posteriormente adotado pela Lei Federal n.\u00ba 13.288\/2016&#8221;, destacou o desembargador Amaury Sobrinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto do relator foi acompanhado, \u00e0 unanimidade, pelos demais desembargadores do Pleno, que rejeitaram a preliminar de in\u00e9pcia da inicial quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade do art. 21 da Lei Estadual n\u00ba 9.978\/2015, suscitada pelo Estado do Rio Grande do Norte. No m\u00e9rito, pela mesma vota\u00e7\u00e3o, julgaram improcedente o pedido, com a reafirma\u00e7\u00e3o da constitucionalidade dos artigos 2\u00ba, inciso I (em parte), 10, par\u00e1grafo \u00fanico, 13, 18, 21 e 22, todos da Lei Estadual n\u00ba 9.978, de 09 de setembro de 2015, editada pelo Estado do Rio Grande do Norte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques reconheceu como constitucional, em uma decis\u00e3o monocr\u00e1tica, a Lei Estadual n\u00ba 9.978\/2015 (Lei Cortez Pereira), mantendo assim o entendimento do Pleno do TJRN que julgou improcedente A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual. Em novembro de 2020, o relator do processo, desembargador Amaury<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/06\/16\/carcinicultura-ministro-do-stf-mantem-entendimento-do-tjrn-sobre-constitucionalidade-de-lei-estadual\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32324"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32324"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32325,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32324\/revisions\/32325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}