{"id":32089,"date":"2023-05-30T15:48:47","date_gmt":"2023-05-30T18:48:47","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=32089"},"modified":"2023-05-30T15:48:47","modified_gmt":"2023-05-30T18:48:47","slug":"video-vergonhoso-diz-magistrado-de-falencia-da-olvepar-que-dura-23-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/05\/30\/video-vergonhoso-diz-magistrado-de-falencia-da-olvepar-que-dura-23-anos\/","title":{"rendered":"&#8220;V\u00cdDEO: Vergonhoso&#8221;, diz magistrado de fal\u00eancia da Olvepar que dura 23 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Um dos processos mais emblem\u00e1ticos.&#8221; Foi assim que definiu o desembargador Olando Perri, do TJ\/MT, acerca de processo envolvendo a fal\u00eancia da Olvepar.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso j\u00e1 se arrasta por 23 anos, sem que os credores vissem a cor dos pretendidos cr\u00e9ditos. Ao julgar a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel avaliado em R$ 30 milh\u00f5es e vendido por R$ 163 mil, desembargador chamou o caso de &#8220;vergonhoso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;Vergonhoso&quot;, diz desembargador de caso relacionado com a fal\u00eancia da Olvepar\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N7KwZ0rIxM0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Come\u00e7o de tudo<\/p>\n\n\n\n<p>A Olvepar S.A. \u00e9 uma empresa paranaense com atua\u00e7\u00e3o em Santa Catarina, que migrou sua sede para o Mato Grosso nos anos 80 e se consolidou, na \u00e9poca, como a maior trading company nacional de soja.&nbsp;Segundo informa\u00e7\u00f5es, a empresa movimentava milh\u00f5es de d\u00f3lares de soja e seus derivados para o exterior, atendendo mais de cinco mil produtores.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 90, no entanto, com a crise do agroneg\u00f3cio e devido a planos econ\u00f4micos, a Olvepar, em julho de 2000, fez pedido de concordata preventiva (os mais jovens conhecem o instituto hoje como o da recupera\u00e7\u00e3o judicial), dando valor \u00e0 causa de mais de R$ 225 milh\u00f5es. No mesmo ano, o pedido foi&nbsp;processado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos cinco mil produtores &#8220;clientes&#8221;, dois mil ficaram credores da fal\u00eancia, e 500 ficaram devedores, os quais seguem sendo executados.&nbsp;Sem sucesso aparente de se reerguer, em agosto de 2002 a Justi\u00e7a de MT decretava a fal\u00eancia da Olvepar.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciava a\u00ed um dos mais emblem\u00e1ticos casos falimentares do TJ\/MT.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00fameros<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o processo principal envolvendo a Olvepar tem aproximadamente 50 mil p\u00e1ginas, al\u00e9m de in\u00fameros processos secund\u00e1rios. Tal imbr\u00f3glio, como se pode imaginar, criou uma barafunda que acaba se alimentando da confus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da quebra, segundo um dos sete administradores judiciais, a d\u00edvida total da falida era de aproximadamente R$ 200 milh\u00f5es.&nbsp;A d\u00edvida foi apresentada e homologada pela Justi\u00e7a em julho de 2019, n\u00e3o existindo qualquer questionamento judicial. Atualmente, segundo relatos, a cifra ultrapassa R$ 1 bi, diante de juros e corre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das mais recentes per\u00edcias calcula que j\u00e1 foi gasto aproximadamente R$ 180 milh\u00f5es com a muten\u00e7\u00e3o da causa. S\u00f3 com s\u00edndicos foi-se uma boa cifra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o dos gastos, caminham os bens que, como se imagina, v\u00e3o se deteriorando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vergonhoso&#8221;<\/p><div class=\"ratpw69ef4e384deed\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ratpw69ef4e384deed {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ratpw69ef4e384deed {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ratpw69ef4e384deed {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ratpw69ef4e384deed {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ratpw69ef4e384deed {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ratpw69ef4e384deed {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"oikjt69ef4e384deca\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.oikjt69ef4e384deca {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.oikjt69ef4e384deca {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.oikjt69ef4e384deca {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.oikjt69ef4e384deca {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.oikjt69ef4e384deca {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.oikjt69ef4e384deca {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>E por falar em bens, no dia 13 de abril, o \u00d3rg\u00e3o Especial do TJ\/MT julgou recurso da Olvepar com rela\u00e7\u00e3o a uma reintegra\u00e7\u00e3o de posse em favor da massa falida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2022, uma desembargadora suspendeu a reintegra\u00e7\u00e3o de posse de uma \u00e1rea que pertence \u00e0 Olvepar, localizada em Clevel\u00e2ndia\/PR.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma per\u00edcia realizada pela Justi\u00e7a de Mato Grosso apontou que o im\u00f3vel tem valor de mercado de R$ 30 milh\u00f5es, mas a prefeitura da cidade o adquiriu por R$ 163 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento da reintegra\u00e7\u00e3o, a presidente do TJ\/MT, Clarice Claudino da Silva, negou o pedido alegando que a prefeitura ocupa o im\u00f3vel em disputa h\u00e1 quase seis anos, e que a instala\u00e7\u00e3o de empresas no parque industrial est\u00e1 em fase de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A municipalidade j\u00e1 se encontra em sua posse por quase seis anos de forma que o pronto cumprimento da ordem de reintegra\u00e7\u00e3o de posse da massa falida ocasionar\u00e1 a imediata interrup\u00e7\u00e3o do projeto de amplia\u00e7\u00e3o do parque industrial em processo de licita\u00e7\u00e3o desde 2016, podendo causar significativo impacto \u00e0 economia local.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Orlando Perri se indignou e chamou o caso de &#8220;vergonhoso&#8221;. Ele ressaltou que os atos decis\u00f3rios proferidos da a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram ratificados pelo ju\u00edzo universal da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ou seja, foram declarados nulos. A pr\u00f3pria desapropria\u00e7\u00e3o deixou de ter um ato v\u00e1lido&#8221;, disse. Perri considerou que o im\u00f3vel seria essencial para permitir que o processo chegue ao final.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A avalia\u00e7\u00e3o feita pelo ju\u00edzo da 1\u00aa vara de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, estimou esse im\u00f3vel em R$ 30 milh\u00f5es, valor bastante suficiente para talvez liquidar este processo. Esse im\u00f3vel se afigura essencial para n\u00f3s colocarmos fim a este vergonhoso processo da Olvepar&#8221;, disse o desembargador.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Marco Vidal seguiu a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso, no entanto, foi suspenso por pedidos de vista compartilhada dos desembargadores Rubens de Oliveira Santos Filho e Jo\u00e3o Ferreira Filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: 1016963-20.2022.8.11.0000 e 1017610-15.2022.8.11.0000<\/p>\n\n\n\n<p>Migalhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Um dos processos mais emblem\u00e1ticos.&#8221; Foi assim que definiu o desembargador Olando Perri, do TJ\/MT, acerca de processo envolvendo a fal\u00eancia da Olvepar. O caso j\u00e1 se arrasta por 23 anos, sem que os credores vissem a cor dos pretendidos cr\u00e9ditos. 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