{"id":31801,"date":"2023-05-15T17:15:55","date_gmt":"2023-05-15T20:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=31801"},"modified":"2023-05-15T17:15:55","modified_gmt":"2023-05-15T20:15:55","slug":"mae-de-bebe-prematuro-recebe-indenizacao-por-falta-de-prorrogacao-da-licenca-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/05\/15\/mae-de-bebe-prematuro-recebe-indenizacao-por-falta-de-prorrogacao-da-licenca-em-natal\/","title":{"rendered":"M\u00e3e de beb\u00ea prematuro recebe indeniza\u00e7\u00e3o por falta de prorroga\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a em Natal"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 21\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RN) condenou a Prontocl\u00ednica da Crian\u00e7a Ltda. a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral \u00e0 empregada que deu \u00e0 luz a uma crian\u00e7a prematura extrema.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ela foi obrigada a voltar ao trabalho 30 dias ap\u00f3s o rec\u00e9m nascido &nbsp;receber alta hospitalar, isso porque, para contar o prazo de 120 dias da licen\u00e7a maternidade, &nbsp;a empresa excluiu o per\u00edodo de &nbsp;interna\u00e7\u00e3o do beb\u00ea, como determina a legisla\u00e7\u00e3o em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a nasceu com 27 semanas &nbsp;e permaneceu na UTI Neonatal por tr\u00eas meses. Mesmo a empregada tendo comunicado as condi\u00e7\u00f5es do beb\u00ea \u00e0 empresa e requerido a prorroga\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a, ela foi informada que tinha que retornar ao trabalho 120 dias a partir do nascimento do beb\u00ea e n\u00e3o da alta hospitalar dele.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido de indeniza\u00e7\u00e3o, a trabalhadora afirmou &nbsp;que se sentiu assediada moralmente por ver seu direito cerceado sem qualquer justificativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfatizou que foi &nbsp;&#8220;compelida a ter que escolher entre voltar ao trabalho e deixar sua filha prematura em casa ou ignorar o comunicado de que deveria voltar a trabalhar e colocar em risco seu emprego.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"318\" height=\"159\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bebe.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1032\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bebe.jpeg 318w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bebe-300x150.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A Prontocl\u00ednica da Crian\u00e7a alegou que n\u00e3o restou comprovado nenhum ass\u00e9dio moral praticado por ela contra a empregada. Afirmou, ainda, que o requerimento de prorroga\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a deveria ser feito pela empregada diretamente ao INSS.<\/p><div class=\"vufxd69ef989f556a5\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vufxd69ef989f556a5 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vufxd69ef989f556a5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vufxd69ef989f556a5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vufxd69ef989f556a5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vufxd69ef989f556a5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vufxd69ef989f556a5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"sukmd69ef989f55687\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.sukmd69ef989f55687 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.sukmd69ef989f55687 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.sukmd69ef989f55687 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.sukmd69ef989f55687 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.sukmd69ef989f55687 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.sukmd69ef989f55687 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>No entanto, o desembargador Carlos Newton de Souza Pinto, relator do processo &nbsp;no TRT-RN, destacou que o artigo 1\u00ba, \u00a72\u00ba, da Portaria Conjunta n\u00ba 28\/2021 do INSS prev\u00ea que a licen\u00e7a maternidade seja contada a partir da data da alta da interna\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m nascido.<\/p>\n\n\n\n<p>Como tamb\u00e9m, o artigo 6\u00ba, da mesma portaria, &nbsp;disp\u00f5e que o requerimento da prorroga\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a seja efetuado diretamente ao empregador, e n\u00e3o ao INSS, como argumentou a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o desembargador, o \u201cequ\u00edvoco perpetrado\u201d pela empresa causou dano \u00e0 trabalhadora (artigo 371 do CPC), pois \u201cela se viu compelida a retornar ao trabalho 30 dias ap\u00f3s receber alta hospitalar, com uma beb\u00ea prematura que ansiava por seus cuidados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Restou configurada ofensa \u00e0 dignidade da pessoa humana, constatando-se dano moral in re ipsa, n\u00e3o sendo necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o do dano, nos termos do decidido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a\u201d, concluiu o desembargador Carlos Newton de Souza Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da 2\u00aa Turma do TRT-RN foi por unanimidade e manteve o julgamento original da 3\u00aa Vara do Trabalho de Natal (RN).<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o 0000757-09.2022.5.21.0003<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 21\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RN) condenou a Prontocl\u00ednica da Crian\u00e7a Ltda. a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral \u00e0 empregada que deu \u00e0 luz a uma crian\u00e7a prematura extrema. 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