{"id":31742,"date":"2023-05-10T17:55:40","date_gmt":"2023-05-10T20:55:40","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=31742"},"modified":"2023-05-10T17:55:40","modified_gmt":"2023-05-10T20:55:40","slug":"camara-do-tjrn-mantem-condenacao-de-ex-prefeito-por-enriquecimento-ilicito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/05\/10\/camara-do-tjrn-mantem-condenacao-de-ex-prefeito-por-enriquecimento-ilicito\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara do TJRN mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o de ex-prefeito por enriquecimento il\u00edcito"},"content":{"rendered":"\n<p>A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso contra a senten\u00e7a da Vara \u00danica de Extremoz que condenou um ex-prefeito do Munic\u00edpio de Maxaranguape por Ato de Improbidade Administrativa sob a acusa\u00e7\u00e3o, nos autos de uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado, de ter enriquecido ilicitamente em virtude da eleva\u00e7\u00e3o incompat\u00edvel do seu patrim\u00f4nio durante os anos de 2005 e 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, o ent\u00e3o prefeito foi condenado a devolver a quantia acrescida indevidamente ao patrim\u00f4nio, no valor R$ 1.672.423,94, bem como teve suspensos os direitos pol\u00edticos pelo prazo de oito anos, a contar do tr\u00e2nsito em julgado. O agente p\u00fablico tamb\u00e9m deve pagar multa civil no valor equivalente a R$ 1.672.423,94, devidamente atualizado e corrigido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Defesa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o ex-prefeito alegou que o seu direito de defesa foi cerceado, tendo em vista que o juiz sentenciante violou os princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa. Narrou que o ju\u00edzo optou por julgar antecipadamente o m\u00e9rito, mesmo reconhecendo que a mat\u00e9ria dos autos versava sobre direitos indispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescentou que, inexistindo motivo para decreta\u00e7\u00e3o dos efeitos da revelia, o juiz deveria reabrir o prazo de produ\u00e7\u00e3o de provas pelas partes. Ressaltou que, em momento algum, teve a oportunidade de produzir prova oral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TJRN-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-386\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TJRN-4.jpg 750w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TJRN-4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Defendeu que a senten\u00e7a ignorou toda a defesa produzida junto \u00e0 Receita Federal e tolheu o direito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de provas nos autos, interpretando a lei de maneira extensiva para aplicar san\u00e7\u00f5es graves. Justificou ainda que n\u00e3o h\u00e1 prova de que os recursos movimentados foram obtidos ilicitamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, requereu a anula\u00e7\u00e3o a senten\u00e7a. Subsidiariamente, pleiteou a reforma da senten\u00e7a, a fim de que os pedidos do MP sejam julgados improcedentes. Em caso do n\u00e3o acolhimento do pleito, buscou a redu\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es impostas.<\/p><div class=\"fjxrq69fb4cfadafb3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.fjxrq69fb4cfadafb3 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.fjxrq69fb4cfadafb3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.fjxrq69fb4cfadafb3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.fjxrq69fb4cfadafb3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.fjxrq69fb4cfadafb3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.fjxrq69fb4cfadafb3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"vkben69fb4cfadaf95\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vkben69fb4cfadaf95 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vkben69fb4cfadaf95 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vkben69fb4cfadaf95 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vkben69fb4cfadaf95 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vkben69fb4cfadaf95 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vkben69fb4cfadaf95 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Julgamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador Vivaldo Pinheiro, considerou que ficaram provados que o ent\u00e3o prefeito auferia renda anual no montante de R$ 72 mil \u2013 R$ 6 mil por m\u00eas \u2013, de acordo com as declara\u00e7\u00f5es de ajuste anual dos anos de 2006 e 2007, emitidas pela Secretaria da Receita Federal. Apesar de tal rendimento, a documenta\u00e7\u00e3o fornecida pela Receita Federal detalha que ele movimentou R$ 679.788,92 no ano de 2005, bem como R$ 719.635,02 no ano de 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, entendeu que ficou comprovado que ele tentou ocultar parte do seu patrim\u00f4nio, sobretudo no que se refere a ve\u00edculos avaliados entre R$ 15 mil a R$ 175 mil, adquiridos atrav\u00e9s de nome de terceira pessoa. Para a Justi\u00e7a, o montante financeiro de aquisi\u00e7\u00e3o se mostrou incompat\u00edvel com os seus rendimentos mensais de R$ 6 mil, o que totalizou um incremento patrimonial sem explica\u00e7\u00e3o f\u00e1tica ou jur\u00eddica em ve\u00edculos de R$ 345 mil, enquanto sua renda anual era de apenas R$ 72 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m levou em considera\u00e7\u00e3o documentos fornecidos pela Receita Federal do Brasil onde se identifica movimenta\u00e7\u00f5es financeiras do acusado sem justificativa, de R$ 679.788,92, no ano de 2005, e de R$ 791.635,02, no ano de 2006. \u201cOu seja, at\u00e9 a presente data o r\u00e9u n\u00e3o conseguiu justificar ou comprovar a diferen\u00e7a financeira de R$ 607.788,92 e R$ 719.635,02, relacionadas as suas movimenta\u00e7\u00f5es financeiras nos anos de 2005 e 2006, totalizando uma movimenta\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o comprovada de R$ 1.327.423,94\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesta forma, houve enorme ardil na conduta j\u00e1 que o r\u00e9u percebeu quantias sem origem l\u00edcita durante os anos de 2005 e 2006, ferindo os deveres de honestidade e lealdade que devem nortear o comportamento do funcion\u00e1rio p\u00fablico, al\u00e9m de ocasionar enriquecimento il\u00edcito\u201d, destacou o relator parte da senten\u00e7a condenat\u00f3ria mantida pelo TJRN.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso contra a senten\u00e7a da Vara \u00danica de Extremoz que condenou um ex-prefeito do Munic\u00edpio de Maxaranguape por Ato de Improbidade Administrativa sob a acusa\u00e7\u00e3o, nos autos de uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado, de ter enriquecido ilicitamente em virtude da eleva\u00e7\u00e3o<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/05\/10\/camara-do-tjrn-mantem-condenacao-de-ex-prefeito-por-enriquecimento-ilicito\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31742"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31742"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31743,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31742\/revisions\/31743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}