{"id":31699,"date":"2023-05-09T08:13:00","date_gmt":"2023-05-09T11:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=31699"},"modified":"2023-05-08T23:18:12","modified_gmt":"2023-05-09T02:18:12","slug":"stf-uniao-pede-que-revisao-da-vida-toda-nao-tenha-efeito-retroativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/05\/09\/stf-uniao-pede-que-revisao-da-vida-toda-nao-tenha-efeito-retroativo\/","title":{"rendered":"STF: Uni\u00e3o pede que revis\u00e3o da vida toda n\u00e3o tenha efeito retroativo"},"content":{"rendered":"\n<p>A AGU recorreu ao STF sobre a revis\u00e3o da vida toda de aposentadorias do INSS. Em dezembro, o plen\u00e1rio da Corte autorizou o rec\u00e1lculo do benef\u00edcio para incluir contribui\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do Plano Real, em 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o beneficiou, sobretudo, os aposentados que fizeram contribui\u00e7\u00f5es altas antes de 1994 e que buscaram na Justi\u00e7a o rec\u00e1lculo de seus benef\u00edcios. Agora, a AGU pede que todos os processos judiciais ligados ao assunto sejam suspensos at\u00e9 que o Supremo esclare\u00e7a diversos pontos questionados pela Uni\u00e3o, que disse haver pontos obscuros no julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais pedidos da AGU \u00e9 para que a decis\u00e3o do Supremo tenha efeitos somente daqui para frente, n\u00e3o permitindo a revis\u00e3o de aposentadorias j\u00e1 pagas, vedando, na pr\u00e1tica, que benefici\u00e1rios pe\u00e7am o pagamento de valores atrasados a que teriam direito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"457\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/FA65EBD29964946D6535605479BEB50E71F3_stf-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7753\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/FA65EBD29964946D6535605479BEB50E71F3_stf-1.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/FA65EBD29964946D6535605479BEB50E71F3_stf-1-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption> Foto: Se\u0301rgio Lima\/Poder 360<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Outro pedido da Uni\u00e3o \u00e9 para que o Supremo estabele\u00e7a quando ocorre a prescri\u00e7\u00e3o do direito, ou seja, a partir de quanto tempo os benefici\u00e1rios perdem o direito de pleitear o rec\u00e1lculo da aposentadoria. A ideia \u00e9 evitar que seja exigido o pagamento de res\u00edduos referentes a parcelas pagas h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a Uni\u00e3o deseja que o Supremo exclua do julgamento benef\u00edcios j\u00e1 extintos e, tamb\u00e9m, os quitados sob as regras antigas, de modo que n\u00e3o haja efeito retroativo da decis\u00e3o. Outra solicita\u00e7\u00e3o \u00e9 para que n\u00e3o seja poss\u00edvel pedir o rec\u00e1lculo caso o benefici\u00e1rio j\u00e1 tenha tido o procedimento negado em definitivo pela Justi\u00e7a, antes do novo entendimento do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais provid\u00eancias seriam necess\u00e1rias &#8220;para preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica e em raz\u00e3o do impacto da nova tese de repercuss\u00e3o geral sobre as contas p\u00fablicas, bem como levando em conta os limites da capacidade administrativa do INSS&#8221;, diz o texto dos embargos de declara\u00e7\u00e3o apresentados pela AGU.<\/p>\n\n\n\n<p>A peti\u00e7\u00e3o cita tamb\u00e9m as dificuldades administrativas no INSS para processar o rec\u00e1lculo de quem tem direito. Isso porque, de acordo com manifesta\u00e7\u00e3o do instituto no processo, os sistemas atuais n\u00e3o permitem a inser\u00e7\u00e3o de valores anteriores ao Plano Real. Para modificar os programas, ser\u00e1 necess\u00e1rio fazer investimentos tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p><div class=\"ifgyi69d2eddec679d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ifgyi69d2eddec679d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ifgyi69d2eddec679d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ifgyi69d2eddec679d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ifgyi69d2eddec679d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ifgyi69d2eddec679d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ifgyi69d2eddec679d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"glzet69d2eddec6787\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.glzet69d2eddec6787 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.glzet69d2eddec6787 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.glzet69d2eddec6787 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.glzet69d2eddec6787 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.glzet69d2eddec6787 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.glzet69d2eddec6787 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O processo julgado pelo STF trata de um recurso do INSS contra decis\u00e3o do STJ que garantiu a um segurado do RGPS &#8211; Regime Geral de Previd\u00eancia Social a possibilidade de revis\u00e3o do benef\u00edcio com base nas contribui\u00e7\u00f5es sobre o per\u00edodo anterior ao ano de 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a tramita\u00e7\u00e3o do processo, associa\u00e7\u00f5es que defendem os aposentados pediram que as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias realizadas antes de julho de 1994 fossem consideradas no c\u00e1lculo dos benef\u00edcios. Essas contribui\u00e7\u00f5es pararam de ser consideradas em decorr\u00eancia da reforma da Previd\u00eancia de 1999, cujas regras de transi\u00e7\u00e3o exclu\u00edam da conta os pagamentos antes do Plano Real.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as entidades, segurados do INSS tiveram redu\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio em fun\u00e7\u00e3o da desconsidera\u00e7\u00e3o dessas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Respons\u00e1vel pela gest\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, o governo federal sustentou no STF que a mudan\u00e7a agrava a situa\u00e7\u00e3o fiscal do pa\u00eds, com impactos previstos de at\u00e9 R$ 46 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos pelos pr\u00f3ximos dez a 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro deste ano, o plen\u00e1rio virtual do STF j\u00e1 tinha formado maioria de 6 votos a 5 a favor da revis\u00e3o da vida toda. Em seguida, um pedido de destaque do ministro Nunes Marques suspendeu o julgamento virtual, e a quest\u00e3o foi remetida ao plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;RE 1.276.977<\/p>\n\n\n\n<p>Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A AGU recorreu ao STF sobre a revis\u00e3o da vida toda de aposentadorias do INSS. Em dezembro, o plen\u00e1rio da Corte autorizou o rec\u00e1lculo do benef\u00edcio para incluir contribui\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do Plano Real, em 1994. 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