{"id":3074,"date":"2019-10-14T09:53:49","date_gmt":"2019-10-14T12:53:49","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=3074"},"modified":"2019-10-14T09:53:49","modified_gmt":"2019-10-14T12:53:49","slug":"pode-isso-justica-obriga-sogra-a-assumir-divida-milionaria-de-ex-genro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/10\/14\/pode-isso-justica-obriga-sogra-a-assumir-divida-milionaria-de-ex-genro\/","title":{"rendered":"PODE ISSO? Justi\u00e7a obriga sogra a assumir d\u00edvida milion\u00e1ria de ex-genro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"924\" height=\"616\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/purse-3548021-1920.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3077\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/purse-3548021-1920.jpg 924w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/purse-3548021-1920-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/purse-3548021-1920-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 924px) 100vw, 924px\" \/><figcaption>Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Celilda devia dinheiro para Carlos, seu ex-genro, que devia dinheiro para um banco. Carlos nunca pagou o banco, e a sogra diz que pagou o genro, mas n\u00e3o tem como provar. Para resolver, a Justi\u00e7a decidiu que Celilda dever\u00e1 assumir a d\u00edvida de Carlos e pagar diretamente para o banco. A decis\u00e3o foi do TJ-SP (Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo), que condenou a sogra a assumir uma d\u00edvida quase milion\u00e1ria do ex-genro.<\/p>\n\n\n\n<p> A Justi\u00e7a levou em considera\u00e7\u00e3o um empr\u00e9stimo de R$ 900 mil que ela havia tomado do genro, e sobre o qual n\u00e3o comprovou quita\u00e7\u00e3o, apesar de alegar ter pago tudo.<\/p>\n\n\n\n<p> Agora, em vez de devolver a quantia para o ex-genro, Celilda dever\u00e1 pagar diretamente o fundo financeiro que comprou a d\u00edvida do banco. O valor hoje passa de R$ 1 milh\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Genro declarou empr\u00e9stimo para sogra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso come\u00e7ou quando Carlos Janikian, o ex-genro, pegou um empr\u00e9stimo de R$ 370 mil para sua empresa, a Kian T\u00eaxtil, em um banco. O contrato foi assinado em nome da companhia, com ele como avalista.<\/p>\n\n\n\n<p> Como o empr\u00e9stimo n\u00e3o foi quitado, o banco entrou na Justi\u00e7a, mas n\u00e3o foi encontrado nenhum bem ou im\u00f3vel nos nomes da Kian ou dele nas execu\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a. A Justi\u00e7a determinou, ent\u00e3o, que fossem analisadas suas \u00faltimas declara\u00e7\u00f5es de Imposto de Renda. \u00c9 a\u00ed que a ex-sogra, Celilda Kotrozini, entra no processo. Nas declara\u00e7\u00f5es de IR, foram identificados quatro empr\u00e9stimos de Janikian para ela no valor total de R$ 900 mil. Os acordos foram feitos de forma verbal entre 2012 e 2015, quando o processo contra a Kian j\u00e1 rolava e ele ainda era casado com a filha de Celilda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Sogra confirma suposto empr\u00e9stimo<\/strong><\/p><div class=\"euwug69e7bea45a07f\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.euwug69e7bea45a07f {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.euwug69e7bea45a07f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.euwug69e7bea45a07f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.euwug69e7bea45a07f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.euwug69e7bea45a07f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.euwug69e7bea45a07f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"rnnzi69e7bea45a068\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rnnzi69e7bea45a068 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rnnzi69e7bea45a068 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rnnzi69e7bea45a068 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rnnzi69e7bea45a068 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rnnzi69e7bea45a068 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rnnzi69e7bea45a068 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p> Celilda foi chamada \u00e0 Justi\u00e7a e confirmou que havia feito o suposto empr\u00e9stimo por meio de acordos verbais, mas disse que j\u00e1 havia pago o ex-genro. O problema, disse ela, \u00e9 que n\u00e3o tinha nenhum comprovante desse pagamento. O fundo que comprou a d\u00edvida do banco pediu que os R$ 900 mil que a sogra devia fossem pagos diretamente ao fundo e n\u00e3o mais ao ex-genro. <\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, a 7\u00aa Vara C\u00edvel de S\u00e3o Paulo entendeu que o acordo verbal, sem contrato assinado, n\u00e3o serviria como prova e, dessa forma, o empr\u00e9stimo n\u00e3o poderia ser comprovado.<\/p>\n\n\n\n<p> O fundo recorreu em segunda inst\u00e2ncia, e a 11\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do TJ-SP decidiu que o acordo verbal e a confiss\u00e3o da sogra serviriam como prova do empr\u00e9stimo. Agora, em vez de dever para o ex-genro, Celilda dever\u00e1 pagar sua d\u00edvida ao financeiro. Ainda cabe recurso contra a decis\u00e3o. \u00c9 normal haver fraudes em casos de d\u00edvidas Em casos como este, quando se descobre que o devedor fez transa\u00e7\u00f5es financeiras enquanto evita pagar uma d\u00edvida, o mais comum \u00e9 acusar que a transa\u00e7\u00e3o foi uma fraude para evitar o pagamento (a pessoa passa os bens para um conhecido, de modo a n\u00e3o ser penhorado).<\/p>\n\n\n\n<p> No caso da transfer\u00eancia de um im\u00f3vel, por exemplo, a transa\u00e7\u00e3o seria desfeita e a casa seria penhorada para quitar a d\u00edvida, como se nunca tivesse sido vendida. &#8220;S\u00f3 que existe um problema neste caso: com dinheiro n\u00e3o d\u00e1 [para reaver], ele j\u00e1 foi&#8221;, disse a advogada Maria Tereza Tedde, que assessorou o fundo. Por isso, em vez de acusar fraude, ela decidiu pedir a penhora da quantia que a sogra devia a Janikian. &#8220;Se de fato existia este empr\u00e9stimo, como existe, e ela ainda n\u00e3o havia devolvido o dinheiro, a lei permite que cr\u00e9dito seja penhorado&#8221;, disse Maria Tereza. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 provas do empr\u00e9stimo para a sogra <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que n\u00e3o havia nenhum documento que comprovasse que Janikian havia emprestado o dinheiro para a ent\u00e3o sogra. Por isso Maria Tereza elogia a decis\u00e3o. &#8220;O legal \u00e9 que entenderam que, se o contrato f\u00edsico n\u00e3o existe, a prova se d\u00e1 por ind\u00edcios, como o IR e a confirma\u00e7\u00e3o dada pela pr\u00f3pria sogra&#8221;, afirmou a advogada. &#8220;No passado, contratos de um valor t\u00e3o alto assim n\u00e3o podiam ser verbais, tinham de ser escritos. Mas a lei hoje n\u00e3o exige mais.&#8221; Este \u00e9 um caso raro. A advogada diz que n\u00e3o achou casos semelhantes a este quando fez a pesquisa para preparar a defesa. &#8220;O caso, como um todo, \u00e9 bastante peculiar, complexo mesmo para advogados, embora a penhora de cr\u00e9ditos esteja prevista no C\u00f3digo de Processo Civil&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>UOL<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o foi do TJ-SP (Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo), que condenou a sogra a assumir uma d\u00edvida quase milion\u00e1ria do ex-genro<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/10\/14\/pode-isso-justica-obriga-sogra-a-assumir-divida-milionaria-de-ex-genro\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3077,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3074"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3074"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3078,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3074\/revisions\/3078"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}