{"id":30660,"date":"2023-02-28T16:26:07","date_gmt":"2023-02-28T19:26:07","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=30660"},"modified":"2023-02-28T16:26:07","modified_gmt":"2023-02-28T19:26:07","slug":"stf-forma-maioria-para-confirmar-revisao-de-sumulas-apos-mudancas-legislativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/02\/28\/stf-forma-maioria-para-confirmar-revisao-de-sumulas-apos-mudancas-legislativas\/","title":{"rendered":"STF forma maioria para confirmar revis\u00e3o de s\u00famulas ap\u00f3s mudan\u00e7as legislativas"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal precisa rever ou cancelar, conforme o caso, s\u00famulas vinculantes baseadas em atos normativos que tenham sido posteriormente revogados ou modificados. Mesmo assim, \u00e9 constitucional a previs\u00e3o legislativa de perda dos dias abatidos pelo condenado que comete falta grave durante a execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/luiz-fux17.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption>Ministro Luiz Fux, relator do caso<sup>Carlos Humberto\/SCO\/STF<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta foi a tese de repercuss\u00e3o geral aceita pelo Plen\u00e1rio do STF&nbsp;a partir da forma\u00e7\u00e3o de maioria, nesta ter\u00e7a-feira (28\/2), em um julgamento virtual. A sess\u00e3o ser\u00e1 oficialmente encerrada \u00e0s 23h59.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2006\/lei\/l11417.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 11.417\/2006<\/a>&nbsp;j\u00e1 determina ao Supremo a revis\u00e3o ou o cancelamento de s\u00famulas vinculantes nos casos em que a lei discutida pelo enunciado \u00e9 revogada ou modificada.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0&nbsp;revis\u00e3o ou o cancelamento da s\u00famula vinculante que discute a perda da remi\u00e7\u00e3o de pena em caso de falta grave, os ministros votaram por&nbsp;aguardar o julgamento de outras duas propostas de s\u00famula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contexto<\/strong><br>O artigo 127 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7210.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (LEP)<\/a>, na sua reda\u00e7\u00e3o original, previa que o condenado punido por falta grave perderia o direito \u00e0 remi\u00e7\u00e3o da pena \u2014 ou seja, sua redu\u00e7\u00e3o por trabalho&nbsp;estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A S\u00famula Vinculante 9, aprovada pelo STF em 2008, considerou constitucional o dispositivo em quest\u00e3o. Tamb\u00e9m estabeleceu que, nesses casos, n\u00e3o se aplicaria o limite temporal de 30 dias, previsto pelo artigo 58 da mesma norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o artigo 127 mais tarde foi alterado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2011\/lei\/l12433.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 12.433\/2011<\/a>. Conforme a nova reda\u00e7\u00e3o, em caso de falta grave, o juiz pode revogar at\u00e9 um ter\u00e7o do tempo abatido com a remi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o STF precisou debater a possibilidade de revis\u00e3o ou cancelamento de s\u00famulas vinculantes a partir da altera\u00e7\u00e3o legislativa do conte\u00fado abordado, bem como a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da&nbsp;S\u00famula Vinculante 9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Luiz Fux. O problema, segundo ele, s\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es em que o Legislativo &#8220;ultrapassa seu espa\u00e7o de liberdade e acaba por ferir sensivelmente a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;. Para o magistrado, nessas hip\u00f3teses, o Judici\u00e1rio pode voltar a analisar a quest\u00e3o, caso haja d\u00favida sobre a constitucionalidade da medida legislativa.<\/p><div class=\"nwheo69d59c0287f39\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nwheo69d59c0287f39 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nwheo69d59c0287f39 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nwheo69d59c0287f39 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nwheo69d59c0287f39 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nwheo69d59c0287f39 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nwheo69d59c0287f39 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"misjl69d59c0287f24\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.misjl69d59c0287f24 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.misjl69d59c0287f24 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.misjl69d59c0287f24 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.misjl69d59c0287f24 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.misjl69d59c0287f24 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.misjl69d59c0287f24 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Em outras palavras, embora&nbsp;o Legislativo possa alterar entendimentos discutidos pelo STF em s\u00famulas vinculantes, n\u00e3o pode utilizar tal prerrogativa de forma abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Caso haja d\u00favida relativa de a lei afrontar a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o, cabe ao Judici\u00e1rio, quando provocado, manifestar-se sobre a constitucionalidade dessa e, consequentemente, estabelecer se a s\u00famula vinculante prevalecer\u00e1 no caso concreto&#8221;, assinalou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso concreto<\/strong><br>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul havia limitado a um ter\u00e7o a perda dos dias remidos por um condenado, conforme a reda\u00e7\u00e3o atual da LEP.&nbsp;A Defensoria P\u00fablica ga\u00facha interp\u00f4s recurso extraordin\u00e1rio em nome do condenado para contestar o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fux lembrou que, em 2008, o STF discutiu apenas se a antiga previs\u00e3o legislativa era constitucional. Isso porque, \u00e0 \u00e9poca,&nbsp;teses defensivas alegavam direito adquirido aos dias remidos, por estarem submetidos a regras espec\u00edficas. Ou seja, a corte n\u00e3o debateu o conceito de falta grave, nem sua proporcionalidade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perda da remi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, o ministro constatou que a altera\u00e7\u00e3o promovida em 2011 &#8220;sequer chegou a ferir o disposto no enunciado sumular&#8221;, pois se referiu apenas ao tempo de pena remido que pode ser revogado em caso de falta grave. Por isso, votou por rejeitar&nbsp;o RE.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, o relator reconheceu a necessidade de revisar a S\u00famula Vinculante 9, devido ao risco de multiplica\u00e7\u00e3o dos processos relativos ao tema. A corte debater\u00e1 o enunciado quando analisar duas propostas que est\u00e3o suspensas at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, Fux j\u00e1 foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Edson Fachin, C\u00e1rmen L\u00facia, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/stf-valida-perda-remicao-pena-falta.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>RE 1.116.485<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal precisa rever ou cancelar, conforme o caso, s\u00famulas vinculantes baseadas em atos normativos que tenham sido posteriormente revogados ou modificados. Mesmo assim, \u00e9 constitucional a previs\u00e3o legislativa de perda dos dias abatidos pelo condenado que comete falta grave durante a execu\u00e7\u00e3o penal. 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