{"id":3043,"date":"2019-10-11T15:29:59","date_gmt":"2019-10-11T18:29:59","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=3043"},"modified":"2019-10-12T08:47:46","modified_gmt":"2019-10-12T11:47:46","slug":"igreja-universal-e-condenada-a-indenizar-ex-pastor-obrigado-a-ficar-esteril-para-provar-a-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/10\/11\/igreja-universal-e-condenada-a-indenizar-ex-pastor-obrigado-a-ficar-esteril-para-provar-a-fe\/","title":{"rendered":"Igreja Universal \u00e9 condenada a indenizar ex-pastor obrigado a ficar est\u00e9ril para &#8220;provar a f\u00e9&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"460\" height=\"324\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Igreja-Universal-do-Reino-de-Deus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3044\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Igreja-Universal-do-Reino-de-Deus.jpg 460w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Igreja-Universal-do-Reino-de-Deus-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A D\u00e9cima Primeira C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas\/SP) condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar R$ 5 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a um ex-pastor demitido e que n\u00e3o recebeu as verbas rescis\u00f3rias. O ex-pastor tamb\u00e9m afirmou nos autos que foi obrigado a se submeter a vasectomia &#8220;para professar a f\u00e9 crist\u00e3&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-pastor atuou na igreja de primeiro de outubro de 2006 a 29 de novembro de 2008, quando foi dispensado sem justa causa. A igreja, que negou o v\u00ednculo empregat\u00edcio, tinha sido condenada pelo ju\u00edzo da Vara do Trabalho de Itanha\u00e9m a pagar ao ex-pastor as verbas rescis\u00f3rias, depois que se confirmou que ele cumpria jornada de trabalho de segunda a sexta-feira, das 7h \u00e0s 23h, e, aos domingos e feriados, quando realizava reuni\u00f5es das 7h \u00e0s 20h, sempre com uma hora de intervalo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Constrangimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais que humilha\u00e7\u00e3o, o trabalhador afirma ter sofrido tamb\u00e9m danos morais pelo rompimento injustificado do v\u00ednculo, o que, segundo ele, comprometeu sua imagem. De volta \u00e0 sua cidade natal, sentiu-se envergonhado e humilhado, e n\u00e3o teve outra op\u00e7\u00e3o &#8220;sen\u00e3o recorrer ao trabalho bra\u00e7al para prover o sustento e subsist\u00eancia da fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse isso, durante sua atua\u00e7\u00e3o na igreja como pastor, foi obrigado a se submeter a vasectomia &#8220;para professar a f\u00e9 crist\u00e3, frustrando o sonho da esposa que desejava constituir fam\u00edlia&#8221;, e que, por isso, chegou a ser acometida de depress\u00e3o por n\u00e3o poderem ter filhos. A esteriliza\u00e7\u00e3o, segundo ele afirmou, teria sido imposta pela igreja sob o fundamento de que &#8220;filhos atrapalhariam seu pastorado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Filhos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Antonio Francisco Montanagna, salientou que o trabalhador &#8220;nada referiu na inicial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dor moral pelo constrangimento em se submeter \u00e0 vasectomia para poder exercer a fun\u00e7\u00e3o de pastor&#8221;, e que s\u00f3 no decorrer do processo \u00e9 que alegou que teria sido pressionado a se submeter \u00e0 cirurgia de vasectomia, &#8220;sob fundamento de que filhos atrapalhariam seu pastorado&#8221;.&nbsp;<\/p><div class=\"tvphn69f28045cf955\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.tvphn69f28045cf955 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.tvphn69f28045cf955 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.tvphn69f28045cf955 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.tvphn69f28045cf955 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.tvphn69f28045cf955 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.tvphn69f28045cf955 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"qpuxh69f28045cf93a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qpuxh69f28045cf93a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qpuxh69f28045cf93a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qpuxh69f28045cf93a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qpuxh69f28045cf93a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qpuxh69f28045cf93a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qpuxh69f28045cf93a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O magistrado ressaltou tamb\u00e9m que, por n\u00e3o terem sido apontados esses fundamentos na inicial, agora \u00e9 &#8220;vedado alterar as causas de seu pedido neste momento&#8221;. Al\u00e9m do mais, &#8220;o reclamante n\u00e3o pode imputar \u00e0 reclamada uma decis\u00e3o \u00edntima, sem prova de que foi for\u00e7ado a tanto&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, n\u00e3o se pode falar em direito do reclamante \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o sob pena de afronta ao princ\u00edpio da legalidade, uma vez que &#8220;a responsabilidade pelas op\u00e7\u00f5es particulares feitas pelo pastor devem ser atribu\u00eddas \u00e0 sua cren\u00e7a e \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o pessoal da vontade divina, n\u00e3o podendo ser imputadas \u00e0 reclamada&#8221;, o que se comprova, nos autos, pelo reconhecimento do pr\u00f3prio ex-pastor de que &#8220;estava l\u00e1 por vontade pr\u00f3pria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obriga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Importante destacar, por\u00e9m, que, no caso &#8220;nenhuma prova foi produzida de molde a demonstrar a atitude ilegal ou de tal gravidade por parte da reclamada&#8221;. Nem a destitui\u00e7\u00e3o do cargo de pastor &#8220;implica ilicitude ou abuso de poder por parte da r\u00e9&#8221;, j\u00e1 que ela &#8220;n\u00e3o est\u00e1 obrigada a manter o reclamante como pastor, tampouco como empregado&#8221;. O relator afirmou tamb\u00e9m que a reclamada n\u00e3o pode ser responsabilizada pelo fato de o reclamante ter sido &#8220;obrigado a buscar trabalho bra\u00e7al para seu sustento&#8221; nem que tenha frustrado &#8220;os sonhos pessoais&#8221; do ex-pastor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, o relator afirmou que &#8220;n\u00e3o \u00e9 esse o entendimento da D\u00e9cima Primeira C\u00e2mara, que tem concedido indeniza\u00e7\u00e3o em caso de inadimplemento das verbas rescis\u00f3rias&#8221;, com exce\u00e7\u00e3o apenas &#8220;quando h\u00e1 prova de que o empregador se encontra em dificuldades financeiras, o que se presume em casos de fal\u00eancia ou recupera\u00e7\u00e3o judicial&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por n\u00e3o ser essa a situa\u00e7\u00e3o, o relator se rendeu ao entendimento do colegiado, e deferiu a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, fixando-a em R$ 5 mil.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A esteriliza\u00e7\u00e3o, segundo ele afirmou, teria sido imposta pela igreja sob o fundamento de que &#8220;filhos atrapalhariam seu pastorado&#8221;<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/10\/11\/igreja-universal-e-condenada-a-indenizar-ex-pastor-obrigado-a-ficar-esteril-para-provar-a-fe\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3044,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3043"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3043"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3045,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3043\/revisions\/3045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}