{"id":30263,"date":"2023-02-01T10:07:00","date_gmt":"2023-02-01T13:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=30263"},"modified":"2023-01-31T17:16:12","modified_gmt":"2023-01-31T20:16:12","slug":"trt-18-condena-empresa-que-pagava-parte-do-salario-de-trabalhador-por-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/02\/01\/trt-18-condena-empresa-que-pagava-parte-do-salario-de-trabalhador-por-fora\/","title":{"rendered":"TRT-18 condena empresa que pagava parte do sal\u00e1rio de trabalhador &#8216;por fora&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>A 3\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o (GO) condenou uma construtora a alterar o contrato de trabalho de um empregado&nbsp;que recebia parte do sal\u00e1rio &#8220;por fora&#8221;. Com a decis\u00e3o, a empresa ter\u00e1 de pagar verba salarial n\u00e3o contabilizada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/carteira-trabalho9.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption>Trabalhador recebia parte do sal\u00e1rio em carteira e outra parte &#8216;por fora&#8217;<br><sup>Divulga\u00e7\u00e3o<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O autor da a\u00e7\u00e3o atuava como motorista na construtora e foi demitido sem justa causa em abril de 2020. Na rescis\u00e3o, ele recebeu os valores relativos ao sal\u00e1rio registrado na carteira de trabalho. Por\u00e9m, segundo o motorista, desde o in\u00edcio do contrato ele recebeu remunera\u00e7\u00e3o mensal extracont\u00e1bil e, por isso, recorreu \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho para obter as verbas rescis\u00f3rias relativas tamb\u00e9m aos pagamentos feitos informalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Derrotada em primeira inst\u00e2ncia, a&nbsp;empresa recorreu ao TRT-18 para excluir a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de sal\u00e1rio extrafolha, com a alega\u00e7\u00e3o de que o trabalhador n\u00e3o provou o recebimento do sal\u00e1rio &#8220;por fora&#8221;. No recurso, a empregadora sustentou tamb\u00e9m que o ju\u00edzo de primeiro grau n\u00e3o deveria considerar como prova emprestada uma testemunha com interesse na causa e com troca de favores, pois essa testemunha tamb\u00e9m mant\u00e9m processo na Justi\u00e7a do Trabalho contra a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a&nbsp;relatora do recurso, desembargadora Rosa Nair Reis, entendeu que n\u00e3o ficou configurada a alegada troca de favores. A magistrada destacou que o fato de a pessoa indicada como testemunha ter a\u00e7\u00e3o trabalhista contra o mesmo r\u00e9u&nbsp;n\u00e3o revela, por si s\u00f3, falta de isen\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo para depor, ou mesmo interesse no processo.<\/p><div class=\"fjxqg69e08f5794ae9\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.fjxqg69e08f5794ae9 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.fjxqg69e08f5794ae9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.fjxqg69e08f5794ae9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.fjxqg69e08f5794ae9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.fjxqg69e08f5794ae9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.fjxqg69e08f5794ae9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"pxuvw69e08f5794ad4\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.pxuvw69e08f5794ad4 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.pxuvw69e08f5794ad4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.pxuvw69e08f5794ad4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.pxuvw69e08f5794ad4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.pxuvw69e08f5794ad4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.pxuvw69e08f5794ad4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Em que pese a reclamada negar o pagamento de sal\u00e1rio &#8220;por fora&#8221;, a prova nos autos, segundo a relatora, caminhou em sentido diverso, pois as testemunhas indicadas reconheceram que havia diverg\u00eancia entre o valor anotado na CTPS e o efetivamente recebido pelo trabalhador. &#8220;Na peti\u00e7\u00e3o inicial, o trabalhador afirmou que recebia a import\u00e2ncia de R$ 2.300,00, apesar de em sua carteira de trabalho estar registrada a remunera\u00e7\u00e3o de apenas R$ 1.156,70&#8221;, destacou ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a desembargadora confirmou o entendimento da&nbsp;3\u00aa Vara do Trabalho de Aparecida de Goi\u00e2nia (GO) e reconheceu o pagamento extrafolha mensal. A empresa dever\u00e1 efetuar o pagamento dos reflexos do sal\u00e1rio &#8220;oficial&#8221;&nbsp;em aviso pr\u00e9vio, f\u00e9rias, 13\u00ba sal\u00e1rio e descanso semanal remunerado, al\u00e9m das horas extras e dos pagamentos que envolvem o recolhimento do FGTS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Processo 0011152-66.2020.5.18.0083<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o (GO) condenou uma construtora a alterar o contrato de trabalho de um empregado&nbsp;que recebia parte do sal\u00e1rio &#8220;por fora&#8221;. Com a decis\u00e3o, a empresa ter\u00e1 de pagar verba salarial n\u00e3o contabilizada. 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