{"id":30199,"date":"2023-01-27T09:25:00","date_gmt":"2023-01-27T12:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=30199"},"modified":"2023-01-27T07:28:12","modified_gmt":"2023-01-27T10:28:12","slug":"cidadao-impedido-de-receber-o-auxilio-do-governo-por-erro-de-prefeitura-sera-indenizado-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/01\/27\/cidadao-impedido-de-receber-o-auxilio-do-governo-por-erro-de-prefeitura-sera-indenizado-no-rn\/","title":{"rendered":"Cidad\u00e3o impedido de receber o aux\u00edlio do Governo por erro de Prefeitura ser\u00e1 indenizado no RN"},"content":{"rendered":"\n<p>Cidad\u00e3o do Munic\u00edpio de Para\u00fa, que trabalha como bombeiro hidr\u00e1ulico na iniciativa privada, ganhou a\u00e7\u00e3o judicial e ser\u00e1 indenizado com o valor de R$ 3 mil, a t\u00edtulo de danos morais, em raz\u00e3o de ter seu nome inserido nos quadros da Prefeitura Municipal erroneamente como servidor p\u00fablico. Tal fato o impediu de receber o aux\u00edlio do Governo Federal no percentual de 70% deste benef\u00edcio, durante a Covid-19, tendo recebido apenas 30% do seu sal\u00e1rio diretamente do empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi da 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a (TJRN) que, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso interposto pelo Munic\u00edpio de Para\u00fa contra senten\u00e7a da Vara \u00danica da Comarca de Campo Grande, que, al\u00e9m do pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m determinou que o ente p\u00fablico local cancele a inscri\u00e7\u00e3o do PIS do cidad\u00e3o do seu quadro de servidores, sob pena de majora\u00e7\u00e3o de multa fixada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos autos do processo, o cidad\u00e3o afirmou que, em raz\u00e3o da pandemia da Covid-19, teve seu v\u00ednculo empregat\u00edcio suspenso, ficando estabelecido que o seu empregador arcaria com 30% e o Governo Federal com 70% do seu sal\u00e1rio. Entretanto, ele afirma que teve o recebimento do sal\u00e1rio por parte do Governo Federal negado em virtude de estar cadastrado como funcion\u00e1rio do Munic\u00edpio de Parau, vinculo que n\u00e3o reconhece.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Munic\u00edpio requereu a suspens\u00e3o da senten\u00e7a da primeira inst\u00e2ncia, em raz\u00e3o da crise que se abateu sobre os munic\u00edpios brasileiros. No m\u00e9rito, afirmou que n\u00e3o h\u00e1 provas de que o infort\u00fanio pelo qual o autor da a\u00e7\u00e3o alega ter passado tenha sido provocado por algum agente p\u00fablico do ente municipal, bem como n\u00e3o h\u00e1 provas de que o fato tenha gerado dano moral, estando ausente a responsabilidade de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"678\" height=\"395\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/C3B4BE1F9731D60EC02451B088D9E37FA7A4_auxilio-emergencial.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8474\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/C3B4BE1F9731D60EC02451B088D9E37FA7A4_auxilio-emergencial.jpg 678w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/C3B4BE1F9731D60EC02451B088D9E37FA7A4_auxilio-emergencial-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Argumentou ainda que o poder p\u00fablico n\u00e3o pode ser responsabilizado por eventuais a\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas, sob pena de se consagrar a teoria do risco integral, pois n\u00e3o teria sido comprovado abalo \u00e0 moral do autor nem \u00e0 sua dignidade. Disse que o valor arbitrado a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi exorbitante. Ao final, pediu a reforma da senten\u00e7a com o julgamento improcedente da demanda.<\/p><div class=\"hzrmm69ec022f7aa3f\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hzrmm69ec022f7aa3f {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hzrmm69ec022f7aa3f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hzrmm69ec022f7aa3f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hzrmm69ec022f7aa3f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hzrmm69ec022f7aa3f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hzrmm69ec022f7aa3f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"apujp69ec022f7aa2a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.apujp69ec022f7aa2a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.apujp69ec022f7aa2a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.apujp69ec022f7aa2a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.apujp69ec022f7aa2a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.apujp69ec022f7aa2a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.apujp69ec022f7aa2a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Erro do poder p\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator, o juiz convocado Diego Cabral, considerou ser fato incontroverso que o cidad\u00e3o n\u00e3o possuiu v\u00ednculo empregat\u00edcio com o Munic\u00edpio de Para\u00fa, j\u00e1 que o ente municipal afirmou em sua defesa que procedeu ao cadastro do PIS erroneamente. Todavia, observou que foram juntadas aos autos c\u00f3pias do extrato previdenci\u00e1rio demonstrando a anota\u00e7\u00e3o no registro cadastral do cidad\u00e3o junto ao INSS, onde se registra o v\u00ednculo com o munic\u00edpio datado de 02 de abril de 2018, data esta que o autor encontra-se com v\u00ednculo funcional com outra empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, entendeu que ficou configurado o erro do Munic\u00edpio que causou o preju\u00edzo do n\u00e3o recebimento da parcela referente ao aux\u00edlio prestado pelo Governo Federal, em virtude da suspens\u00e3o do seu contrato de trabalho que correspondia a 70% do seu sal\u00e1rio. Considerou tamb\u00e9m o fato de que, na declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda do autor da a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se descreve recebimento de vantagens do ente p\u00fablico, fato que corrobora com a tese de inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia entre ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiante desses fatos, mostra-se claro o dever de indenizar por parte do ente p\u00fablico. \u00c9 sabido o transtorno que causa uma anota\u00e7\u00e3o irregular no INSS ou em qualquer outro \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico e na hip\u00f3tese dos autos acresce a este fato a impossibilidade de recebimento do aux\u00edlio prestado pelo Governo Federal, o qual tem car\u00e1ter de verba alimentar\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator finalizou anotando que \u201co constrangimento, a humilha\u00e7\u00e3o, a ang\u00fastia e sentimentos negativos experimentados pelo apelado, se constituem nos requisitos necess\u00e1rios ao dever de indenizar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidad\u00e3o do Munic\u00edpio de Para\u00fa, que trabalha como bombeiro hidr\u00e1ulico na iniciativa privada, ganhou a\u00e7\u00e3o judicial e ser\u00e1 indenizado com o valor de R$ 3 mil, a t\u00edtulo de danos morais, em raz\u00e3o de ter seu nome inserido nos quadros da Prefeitura Municipal erroneamente como servidor p\u00fablico. Tal fato o impediu de receber o aux\u00edlio<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/01\/27\/cidadao-impedido-de-receber-o-auxilio-do-governo-por-erro-de-prefeitura-sera-indenizado-no-rn\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30199"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30199"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30199\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30200,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30199\/revisions\/30200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}