{"id":30151,"date":"2023-01-24T11:17:00","date_gmt":"2023-01-24T14:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=30151"},"modified":"2023-01-24T07:18:36","modified_gmt":"2023-01-24T10:18:36","slug":"advogado-que-teve-atendimento-negado-em-hospital-de-natal-sera-indenizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2023\/01\/24\/advogado-que-teve-atendimento-negado-em-hospital-de-natal-sera-indenizado\/","title":{"rendered":"Advogado que teve atendimento negado em hospital de Natal ser\u00e1 indenizado"},"content":{"rendered":"\n<p>Um advogado obteve decis\u00e3o judicial, agora na segunda inst\u00e2ncia de jurisdi\u00e7\u00e3o, que lhe garante indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais depois de ter buscado atendimento em um hospital particular de Natal (pois estava acometido por um aneurisma cerebral) e n\u00e3o ter tido a assist\u00eancia devida por parte do seu plano de sa\u00fade. Com isso, teve de arcar com todos os \u00f4nus que o hospital passou a cobr\u00e1-lo (como exames de tomografia de cr\u00e2nio e angiografia cerebral) para prestar o servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, o paciente contou que em 11 de fevereiro de 2015, por volta das 18 horas, foi acometido por forte dor de cabe\u00e7a. Ent\u00e3o, se dirigiu ao hospital r\u00e9u na a\u00e7\u00e3o para atendimento, por\u00e9m, foi informado que a operadora de sa\u00fade negou o custeio desse atendimento. Assim, precisou de interna\u00e7\u00e3o em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/hospital1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4595\"\/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por fim, disse que s\u00f3 conseguiu interna\u00e7\u00e3o ap\u00f3s caucionar por R$ 10 mil o procedimento junto ao hospital, o que seria tanto il\u00edcito quanto danoso. No julgamento perante a 14\u00aa Vara C\u00edvel de Natal, ele e o seu plano de sa\u00fade fizeram um acordo, homologado em ju\u00edzo, em que a operadora se comprometeu a pagar-lhe a quantia de R$ 7.500,00 como indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais causados.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo prosseguiu em rela\u00e7\u00e3o ao hospital, resultando na condena\u00e7\u00e3o da unidade hospitalar a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 10 mil. Ao recorrer ao Tribunal de Justi\u00e7a, a casa de sa\u00fade alegou que foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o ao paciente em raz\u00e3o da cobran\u00e7a da contrapresta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria referente ao procedimento m\u00e9dico. Argumentou que a situa\u00e7\u00e3o deste n\u00e3o era de emerg\u00eancia, mas de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O hospital justificou que o plano de sa\u00fade contratado pelo paciente n\u00e3o autorizou o atendimento dele, raz\u00e3o pela qual o atendeu como paciente particular, cobrando-lhe valores para a interna\u00e7\u00e3o, como honor\u00e1rios profissionais, materiais e medicamentos. Defendeu que agiu no exerc\u00edcio legal do seu direito, pois, em se tratando de situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, a cobran\u00e7a pelo atendimento m\u00e9dico \u00e9 permitida. Ressaltou, ainda, que o laudo m\u00e9dico juntado pelo paciente descreveu que ele precisava ser submetido a uma emboliza\u00e7\u00e3o de aneurisma em car\u00e1ter de urg\u00eancia.<\/p><div class=\"kttka69da1fc6209a0\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.kttka69da1fc6209a0 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.kttka69da1fc6209a0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.kttka69da1fc6209a0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.kttka69da1fc6209a0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.kttka69da1fc6209a0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.kttka69da1fc6209a0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"piqhf69da1fc620989\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.piqhf69da1fc620989 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.piqhf69da1fc620989 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.piqhf69da1fc620989 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.piqhf69da1fc620989 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.piqhf69da1fc620989 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.piqhf69da1fc620989 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Risco de vida ou de les\u00f5es irrepar\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o juiz convocado pelo TJRN Diego Cabral \u00e9 ineg\u00e1vel que o consumidor, em situa\u00e7\u00e3o delicada de sa\u00fade, precisou de atendimento de emerg\u00eancia, tendo o seu pleito negado de forma ileg\u00edtima. Segundo ele, embora o laudo m\u00e9dico tenha se referido ao caso como de urg\u00eancia, inexiste qualquer d\u00favida de que a situa\u00e7\u00e3o era de emerg\u00eancia, tendo em vista que o paciente corria risco de vida ou de les\u00f5es irrepar\u00e1veis, afinal, estava sofrendo um aneurisma cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA meu ver, diante do quadro cl\u00ednico do paciente, n\u00e3o h\u00e1 como admitir que este poderia esperar por atendimento, como fundamenta o hospital em sua tese recursal\u201d, afirmou. Ele salientou que o pr\u00f3prio hospital se contradisse ao afirmar que a \u201curg\u00eancia s\u00f3 existir\u00e1 se for em decorr\u00eancia de acidente pessoal\u201d. Para o magistrado, ficou clara que a situa\u00e7\u00e3o vivenciada pelo autor n\u00e3o se tratava de acidente pessoal, mas sim de emerg\u00eancia que colocou sua vida em risco.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do julgador, concordando com a senten\u00e7a de primeiro grau, o hospital n\u00e3o poderia exigir qualquer garantia financeira para atender o paciente, sob pena de incorrer no crime de condicionamento de atendimento m\u00e9dico-hospitalar emergencial, de acordo com o art.135-A do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Diego Cabral finalizou afirmando que, \u201ccomprovado o car\u00e1ter de emerg\u00eancia da interna\u00e7\u00e3o, o hospital n\u00e3o poderia privilegiar seus interesses financeiros e, ao mesmo tempo, colocar o direito constitucional \u00e0 vida, previsto no art. 5\u00ba, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em segundo plano\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um advogado obteve decis\u00e3o judicial, agora na segunda inst\u00e2ncia de jurisdi\u00e7\u00e3o, que lhe garante indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais depois de ter buscado atendimento em um hospital particular de Natal (pois estava acometido por um aneurisma cerebral) e n\u00e3o ter tido a assist\u00eancia devida por parte do seu plano de sa\u00fade. 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