{"id":29454,"date":"2022-12-04T10:56:00","date_gmt":"2022-12-04T13:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=29454"},"modified":"2022-12-04T10:56:06","modified_gmt":"2022-12-04T13:56:06","slug":"stj-valida-prints-de-whatsapp-como-provas-para-manter-condenacao-por-extorsao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/12\/04\/stj-valida-prints-de-whatsapp-como-provas-para-manter-condenacao-por-extorsao\/","title":{"rendered":"STJ valida prints de WhatsApp como provas para manter condena\u00e7\u00e3o por extors\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Prints<\/em>&nbsp;de conversas de WhatsApp juntados ao processo por uma das partes n\u00e3o violam a cadeia de cust\u00f3dia e s\u00e3o v\u00e1lidos, desde que n\u00e3o haja prova em contr\u00e1rio. Adotado por unanimidade pela 5\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, esse entendimento fundamentou o ac\u00f3rd\u00e3o que negou provimento ao agravo regimental em Habeas Corpus impetrado por um condenado a quatro anos de reclus\u00e3o, em regime aberto. Ele extorquiu um homem com&nbsp;amea\u00e7as feitas por meio do&nbsp;aplicativo de mensagens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/whatsapp11.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption>A 5\u00aa Turma do STJ considerou que os<br><em>prints<\/em>&nbsp;de WhatsApp servem como prova<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;O acusado, embora tenha alegado possuir contraprova, quando instado a apresent\u00e1-la, furtou-se de entregar o seu aparelho celular ou de exibir os&nbsp;<em>prints<\/em>&nbsp;que alegava terem sido adulterados, o que s\u00f3 refor\u00e7a a legitimidade da prova&#8221;, justificou o ministro Ribeiro Dantas, relator do agravo. O seu voto foi seguido pelos ministros Joel Ilan Paciornik, Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Jesu\u00edno Rissato (desembargador convocado do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios).<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado mencionou jurisprud\u00eancia do pr\u00f3prio STJ&nbsp;conforme a qual &#8220;n\u00e3o se verifica a alegada &#8216;quebra da cadeia de cust\u00f3dia&#8217;, pois nenhum elemento veio aos autos a demonstrar que houve adultera\u00e7\u00e3o da prova, altera\u00e7\u00e3o na ordem cronol\u00f3gica dos di\u00e1logos ou mesmo interfer\u00eancia de quem quer que seja, a ponto de invalidar a prova&#8221;. Essa decis\u00e3o se refere ao Habeas Corpus 574.131\/RS, da relatoria do ministro Nefi Cordeiro, da 6\u00aa Turma, julgado em 25 de agosto de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica de Santa Catarina representa o sentenciado e alegou no agravo regimental que a nulidade da prova \u00e9 quest\u00e3o de ordem p\u00fablica e deve ser reconhecida de of\u00edcio e em qualquer grau de jurisdi\u00e7\u00e3o. Segundo o \u00f3rg\u00e3o de defesa, a prova foi obtida em desacordo com o disposto no artigo 158-A do C\u00f3digo de Processo Penal, porque foi embasada em&nbsp;<em>prints<\/em>&nbsp;de &#8220;trecho da conversa&#8221;&nbsp;do WhatsApp juntados pela v\u00edtima, em desacordo com as normas da cadeia de cust\u00f3dia.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator rejeitou esse argumento por n\u00e3o verificar ind\u00edcio de adultera\u00e7\u00e3o da prova e a quebra da cadeia de cust\u00f3dia. &#8220;O magistrado singular afastou a ocorr\u00eancia de quaisquer elementos que comprovassem a altera\u00e7\u00e3o dos&nbsp;<em>prints<\/em>, entendendo que mantiveram &#8216;uma sequ\u00eancia l\u00f3gica temporal&#8217;, com continuidade da conversa, uma vez que &#8216;uma mensagem que aparece na parte de baixo de uma tela&nbsp;aparece tamb\u00e9m na parte superior da tela seguinte, indicando que, portanto, n\u00e3o s\u00e3o trechos desconexos&#8217;.&#8221;<\/p><div class=\"ebdpo69da97cd68ff3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ebdpo69da97cd68ff3 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ebdpo69da97cd68ff3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ebdpo69da97cd68ff3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ebdpo69da97cd68ff3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ebdpo69da97cd68ff3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ebdpo69da97cd68ff3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"rvmzt69da97cd68fde\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rvmzt69da97cd68fde {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rvmzt69da97cd68fde {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rvmzt69da97cd68fde {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rvmzt69da97cd68fde {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rvmzt69da97cd68fde {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rvmzt69da97cd68fde {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O instituto da quebra da cadeia de cust\u00f3dia diz respeito \u00e0 idoneidade do caminho que deve ser percorrido pela prova at\u00e9 a sua an\u00e1lise pelo julgador, sendo certo que qualquer interfer\u00eancia durante o tr\u00e2mite processual pode torn\u00e1-la inv\u00e1lida. A 5\u00aa Turma do STJ anotou que as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias n\u00e3o constataram ofensa \u00e0s determina\u00e7\u00f5es contidas no artigo 158-A do CPP, n\u00e3o sendo poss\u00edvel agora promover &#8220;amplo revolvimento&#8221;&nbsp;do conjunto f\u00e1tico-probat\u00f3ria pela via do Habeas Corpus.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o tamb\u00e9m destacou que os di\u00e1logos mantidos no aplicativo foram disponibilizados durante a instru\u00e7\u00e3o, permitindo que o r\u00e9u se manifestasse acerca de seu conte\u00fado, sem quaisquer viola\u00e7\u00f5es aos princ\u00edpios constitucionais do devido processo legal, do contradit\u00f3rio e da ampla defesa. Al\u00e9m disso, a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u foi embasada por outros elementos probat\u00f3rios, como o depoimento da v\u00edtima, comprovantes de dep\u00f3sitos feitos por ela na conta do r\u00e9u e at\u00e9 o pr\u00f3prio interrogat\u00f3rio do acusado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confid\u00eancias<\/strong><br>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a v\u00edtima e o r\u00e9u faziam parte de um grupo de WhatsApp denominado &#8220;Papo de homem&#8221;. Em mensagens privadas entre as partes, o ofendido revelou intimidades sexuais ao acusado, que exigiu vantagens indevidas, sob pena de divulgar as confid\u00eancias \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da cidade onde moram, no interior de Santa Catarina, com cerca de 37 mil habitantes. Receosa, a v\u00edtima fez dep\u00f3sitos banc\u00e1rios que totalizaram R$ 12 mil e comprou um celular de R$ 2,5 mil para o autor da extors\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ofendido alegou que &#8220;inventou&#8221;&nbsp;os relatos contados ao r\u00e9u, mas ele acreditou serem verdadeiros. A extors\u00e3o aconteceu entre julho e agosto de 2019, resultando na condena\u00e7\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia. O sentenciado apelou e a 5\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina negou provimento ao recurso. Na tentativa de anular a prova referente aos&nbsp;<em>prints<\/em>&nbsp;das conversas no WhatsApp, a DP-SC impetrou o Habeas Corpus e depois o agravo regimental no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AgRg no HC 752.444<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prints&nbsp;de conversas de WhatsApp juntados ao processo por uma das partes n\u00e3o violam a cadeia de cust\u00f3dia e s\u00e3o v\u00e1lidos, desde que n\u00e3o haja prova em contr\u00e1rio. 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