{"id":28982,"date":"2022-11-04T15:22:11","date_gmt":"2022-11-04T18:22:11","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28982"},"modified":"2022-11-04T15:22:11","modified_gmt":"2022-11-04T18:22:11","slug":"empresa-indenizara-trabalhador-demitido-em-grupo-de-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/11\/04\/empresa-indenizara-trabalhador-demitido-em-grupo-de-whatsapp\/","title":{"rendered":"Empresa indenizar\u00e1 trabalhador demitido em grupo de WhatsApp"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ACFD63E9F7A8FD8838233AA5DE3B4DE626CD_whatsapp.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8008\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ACFD63E9F7A8FD8838233AA5DE3B4DE626CD_whatsapp.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ACFD63E9F7A8FD8838233AA5DE3B4DE626CD_whatsapp-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma sider\u00fargica em Minas Gerais foi condenada ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 2 mil, ao ex-empregado dispensado de forma vexat\u00f3ria. O trabalhador contou que a dispensa aconteceu no grupo do aplicativo do WhatsApp criado pelos empregados, ap\u00f3s ele questionar o atraso no pagamento dos sal\u00e1rios. Assim entendeu a 5\u00aa turma do TRT\/MG, que mantiveram a senten\u00e7a proferida pelo ju\u00edzo da 2\u00aa vara do Trabalho de Divin\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o desembargador Ant\u00f4nio Neves de Freitas,&nbsp;relator,&nbsp;as conversas do grupo do WhatsApp mostram que,&nbsp;ap\u00f3s questionar o atraso no pagamento, o ex-empregado foi comunicado de que n\u00e3o precisaria mais trabalhar. Na sequ\u00eancia, surgiu a indica\u00e7\u00e3o de que ele foi removido do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>A empregadora n\u00e3o negou os fatos. Alegou, por\u00e9m, que &#8220;o simples envio de uma mensagem, num grupo fechado criado pelos pr\u00f3prios colaboradores para melhor se comunicarem, n\u00e3o pode ser interpretado como constrangimento&#8221;. Por isso, pediu a exclus\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o trabalhador requereu, por meio do apelo adesivo, a majora\u00e7\u00e3o da quantia fixada em primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o julgador, ficou evidenciado que o empregador se excedeu quanto ao poder diretivo. Segundo ele, a empresa &#8220;tornou a dispensa, via grupo de aplicativo, um meio indireto de tornar p\u00fablico o ato, como resposta \u00e0 cobran\u00e7a por atraso de sal\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, a dispensa do empregado est\u00e1 na esfera do poder potestativo do empregador, salvo exce\u00e7\u00f5es legais. No caso da sider\u00fargica, o desembargador entendeu n\u00e3o haver justificativa na forma como a situa\u00e7\u00e3o foi conduzida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles valeram-se da dispensa como meio de alerta aos demais empregados, o que desvia a finalidade do ato&#8221;.<\/p><div class=\"cazmm69dedf78ca252\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.cazmm69dedf78ca252 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.cazmm69dedf78ca252 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.cazmm69dedf78ca252 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.cazmm69dedf78ca252 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.cazmm69dedf78ca252 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.cazmm69dedf78ca252 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"dkvdp69dedf78ca232\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dkvdp69dedf78ca232 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dkvdp69dedf78ca232 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dkvdp69dedf78ca232 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dkvdp69dedf78ca232 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dkvdp69dedf78ca232 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dkvdp69dedf78ca232 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O relator ressaltou que o poder diretivo deve ser exercido nos limites da boa-f\u00e9, sem provocar nos empregados constrangimento indevido ou exposi\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria. &#8220;A conduta excessiva se agiganta diante da sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia do trabalhador quanto ao ocorrido&#8221;, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador reconheceu, ent\u00e3o, que houve dano relacionado \u00e0 esfera extrapatrimonial do ex-empregado, com nexo de causalidade do evento com a rela\u00e7\u00e3o de trabalho. &#8220;Sendo manifesta a culpa da empregadora, surge o dever de indenizar&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o relator negou provimento ao recurso do trabalhador e da empregadora, mantendo a condena\u00e7\u00e3o de R$ 2 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o magistrado considerou crit\u00e9rios como a natureza do bem jur\u00eddico tutelado, a intensidade do sofrimento da v\u00edtima e a possibilidade de supera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e o grau da culpa do empregador para a ocorr\u00eancia do evento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 0010904-38.2021.5.03.0098<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma sider\u00fargica em Minas Gerais foi condenada ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 2 mil, ao ex-empregado dispensado de forma vexat\u00f3ria. O trabalhador contou que a dispensa aconteceu no grupo do aplicativo do WhatsApp criado pelos empregados, ap\u00f3s ele questionar o atraso no pagamento dos sal\u00e1rios. Assim entendeu a 5\u00aa<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/11\/04\/empresa-indenizara-trabalhador-demitido-em-grupo-de-whatsapp\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28982"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28982"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28982\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28983,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28982\/revisions\/28983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}