{"id":28968,"date":"2022-11-03T18:30:01","date_gmt":"2022-11-03T21:30:01","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28968"},"modified":"2022-11-03T18:30:01","modified_gmt":"2022-11-03T21:30:01","slug":"paciente-que-teve-tratamento-de-cancer-negado-por-plano-de-saude-sera-indenizado-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/11\/03\/paciente-que-teve-tratamento-de-cancer-negado-por-plano-de-saude-sera-indenizado-no-rn\/","title":{"rendered":"Paciente que teve tratamento de c\u00e2ncer negado por plano de sa\u00fade ser\u00e1 indenizado no RN"},"content":{"rendered":"\n<h1><\/h1>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, determinou que uma operadora de plano de sa\u00fade do RN pague indeniza\u00e7\u00e3o de danos morais, no valor de R$ 5 mil, a um usu\u00e1rio que est\u00e1 acometido por um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata e que teve negado o fornecimento da medica\u00e7\u00e3o que necessita para continuar com o seu tratamento de quimioterapia em sua resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/juizes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2488\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/juizes.jpg 640w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/juizes-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o principal, ele contou que foi diagnosticado com o retorno do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata denominado \u201cadenocarcinoma\u201d, com met\u00e1stase \u00f3ssea em progress\u00e3o, fazendo-se necess\u00e1rio o tratamento quimioter\u00e1pico domiciliar com a medica\u00e7\u00e3o ZYTIGA (Acetato de Abiraterona), necessitando dose di\u00e1ria de quatro c\u00e1psulas de 1.000mg, conforme prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, e aprovado na ANVISA, mas com alto custo mensal, por volta de R$ 12 mil reais.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do TJ favor\u00e1vel ao paciente responde a duas apela\u00e7\u00f5es c\u00edveis interpostas pelo Munic\u00edpio de Natal e pelo autor da a\u00e7\u00e3o contra a senten\u00e7a da 5\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal que, na a\u00e7\u00e3o judicial ajuizada contra o Munic\u00edpio de Natal, a operadora do plano de sa\u00fade e o Estado do Rio Grande do Norte, condenou a operadora a fornecer os medicamentos em favor do autor, em car\u00e1ter de devedor principal, sob pena de execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a tamb\u00e9m condenou o Estado do RN e o Munic\u00edpio de Natal, caso ocorra frustra\u00e7\u00e3o no fornecimento dos medicamentos pela CAURN e, depois de tentado o bloqueio do valor, fornecerem os medicamentos ao autor, em car\u00e1ter subsidi\u00e1rio e com direito ao regresso contra a CAURN. Os r\u00e9us na a\u00e7\u00e3o recorreram da senten\u00e7a ao Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Munic\u00edpio de Natal defendeu sua ilegitimidade para responder a a\u00e7\u00e3o judicial, considerando que a obriga\u00e7\u00e3o de fazer tem natureza jur\u00eddica contratual, visto que o autor \u00e9 acobertado por plano de sa\u00fade privado, o qual det\u00e9m a obriga\u00e7\u00e3o contratual de realizar o tratamento de sa\u00fade. Al\u00e9m do mais, assegurou que os medicamentos s\u00e3o de alto custo, sendo assim, neste caso, a responsabilidade do fornecimento do Estado do RN e\/ou da Uni\u00e3o.<\/p><div class=\"vbrfi69df136cdefbc\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vbrfi69df136cdefbc {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vbrfi69df136cdefbc {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vbrfi69df136cdefbc {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vbrfi69df136cdefbc {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vbrfi69df136cdefbc {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vbrfi69df136cdefbc {\r\ndisplay: 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r\u00e9 a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, sob o fundamento de negativa abusiva por parte do plano de sa\u00fade e omiss\u00e3o il\u00edcita, frente ao dever de prover assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador Virg\u00edlio Macedo Jr., considerou o Munic\u00edpio de Natal como parte leg\u00edtima para figurar como r\u00e9u no processo, podendo, no seu entendimento, ser provocado em a\u00e7\u00e3o judicial para fornecer o rem\u00e9dio requerido, j\u00e1 que ele \u00e9 registrado na ANVISA \u2013 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele concedeu o pedido para reformar a senten\u00e7a para condenar a CAURN a pagar indeniza\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de danos morais, diante da negativa abusiva por parte do plano de sa\u00fade e omiss\u00e3o il\u00edcita, frente ao dever de prover assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, do poder p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, ficou comprovada a les\u00e3o ao direito \u00e0 sa\u00fade do autor pela negativa abusiva e pela omiss\u00e3o dos entes p\u00fablicos, j\u00e1 que o direito fundamental \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida sobrep\u00f5e-se a qualquer interesse de ordem administrativa ou or\u00e7ament\u00e1ria, sendo evidente o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNeste contexto, \u00e9 ineg\u00e1vel o sofrimento, a dor e o desespero experimentados pelo autor\/apelante, em virtude de ter sido compelido a buscar o Poder Judici\u00e1rio para o fornecimento da medica\u00e7\u00e3o ora em quest\u00e3o pelo plano de sa\u00fade, considerando que corria risco de ter grave les\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria vida se n\u00e3o fizer uso do medicamento prescrito\u201d, comentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, determinou que uma operadora de plano de sa\u00fade do RN pague indeniza\u00e7\u00e3o de danos morais, no valor de R$ 5 mil, a um usu\u00e1rio que 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