{"id":28715,"date":"2022-10-20T17:57:46","date_gmt":"2022-10-20T20:57:46","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28715"},"modified":"2022-10-20T17:57:46","modified_gmt":"2022-10-20T20:57:46","slug":"autonomo-sera-indenizado-apos-perda-total-de-veiculo-demorar-a-ser-paga-por-seguradora-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/10\/20\/autonomo-sera-indenizado-apos-perda-total-de-veiculo-demorar-a-ser-paga-por-seguradora-em-natal\/","title":{"rendered":"Aut\u00f4nomo ser\u00e1 indenizado ap\u00f3s perda total de ve\u00edculo demorar a ser paga por seguradora em Natal"},"content":{"rendered":"\n<p>Um aut\u00f4nomo que trabalha com representa\u00e7\u00e3o comercial de venda de parafusos ser\u00e1 indenizado, por danos morais, no valor de R$ 10 mil. A indeniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 custeada por uma seguradora que n\u00e3o ofereceu os servi\u00e7os de forma adequada para o consumidor quando ele teve seu ve\u00edculo danificado ap\u00f3s um acidente de tr\u00e2nsito, que posteriormente foi decretada perda total.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguradora tamb\u00e9m foi condenada pela 17\u00aa Vara C\u00edvel de Natal a pagar lucros cessantes no valor R$ 49.381,50, bem como o valor de R$ 1.470,00, a t\u00edtulo de danos emergentes pelo tempo que ficou sem o ve\u00edculo e precisou utilizar os servi\u00e7os de transporte de passageiros por aplicativo. Os valores ser\u00e3o corrigidos monetariamente e acrescidos de juros. O processo foi julgado \u00e0 revelia da r\u00e9, que n\u00e3o apresentou defesa nos autos, apesar de ser citada regularmente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"357\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/47BBF37149ED403BF4F3BFC618271EF8C313_calc.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8040\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/47BBF37149ED403BF4F3BFC618271EF8C313_calc.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/47BBF37149ED403BF4F3BFC618271EF8C313_calc-300x158.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o autor informou que utilizava o ve\u00edculo Nissan Sentra, que \u00e9 registrado em nome da sua m\u00e3e, para trabalhar e para o lazer. Contou que havia contratado a associa\u00e7\u00e3o para fins de \u201cassegurar\u201d eventuais acidentes envolvendo o bem. Ele disse que, em 17 de agosto de 2018, sofreu acidente com o ve\u00edculo e o encaminhou a uma oficina para reparo. Contudo, aguardou 13 meses para recebimento da indeniza\u00e7\u00e3o por perda total do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustentou que essa demora lhe causou danos derivados da priva\u00e7\u00e3o do uso do autom\u00f3vel, como o custeio de aluguel de ve\u00edculo no valor de R$ 5.375,00 e gasto com transporte de aplicativo Uber or\u00e7ado em R$ 884,20. Paralelamente, afirmou ter sido prejudicado no seu trabalho, gerando perda de receita e, por consequ\u00eancia, direito ao recebimento de lucros cessantes quantificados em R$ 57.085,32. Por fim, assinalou que a situa\u00e7\u00e3o constituiu fato gerado de danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comprova\u00e7\u00e3o dos danos<\/strong><\/p><div class=\"wfurn69d2e28f0a206\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.wfurn69d2e28f0a206 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.wfurn69d2e28f0a206 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.wfurn69d2e28f0a206 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.wfurn69d2e28f0a206 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.wfurn69d2e28f0a206 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.wfurn69d2e28f0a206 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"qjwur69d2e28f0a1ec\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qjwur69d2e28f0a1ec {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qjwur69d2e28f0a1ec {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qjwur69d2e28f0a1ec {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qjwur69d2e28f0a1ec {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qjwur69d2e28f0a1ec {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qjwur69d2e28f0a1ec {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Para a ju\u00edza Divone Pinheiro, o acidente narrado pelo autor n\u00e3o foi objeto de contesta\u00e7\u00e3o, existindo, ainda, comprovantes de pagamento do valor do ve\u00edculo, pelo que h\u00e1 de se considerar a ocorr\u00eancia de acidente no dia 17 de agosto de 2018, que ocasionou a perda total do bem. Considerou tamb\u00e9m que o autor comprovou a contrata\u00e7\u00e3o de \u201cclube de benef\u00edcios\u201d para com a r\u00e9, assegurando o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o em caso de perda total do ve\u00edculo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, apesar de n\u00e3o se tratar essencialmente de contrato de seguro, h\u00e1 n\u00edtida semelhan\u00e7a entre os neg\u00f3cios jur\u00eddicos, bastando observar que a associa\u00e7\u00e3o garantia o pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es em face de determinados eventos (sinistros), dentre eles a perda total do bem. A magistrada considerou que houve demora na libera\u00e7\u00e3o dos valores de prote\u00e7\u00e3o contratada. \u201cEm decorr\u00eancia da mora, deve a parte r\u00e9 responder pelos preju\u00edzos a que sua mora deu causa (\u2026)\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza considerou ainda que o autor conseguiu comprovar os danos emergentes (aquilo que efetivamente perdeu) sofridos, j\u00e1 que teve que locar autom\u00f3vel para suprir a falta do ve\u00edculo, bem como usufru\u00eddo de sistema de aplicativo de carro (Uber). Quanto aos danos morais, percebeu que a demora da r\u00e9 ocasionou danos al\u00e9m dos materiais. \u201cIsso porque a parte autora ficou privada de seu ve\u00edculo de trabalho por deveras longo, tendo que se valer de aluguel de autom\u00f3vel para exercer sua profiss\u00e3o, gerando ang\u00fastia excessiva, conforme apurado em audi\u00eancia instrut\u00f3ria\u201d, cita a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m deferiu os pedidos de lucros cessantes uma vez que ficou demonstrado que a priva\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo trouxe verdadeira dificuldade para exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, j\u00e1 que a venda de parafusos demanda presen\u00e7a f\u00edsica, havendo nexo causal entre a diminui\u00e7\u00e3o das vendas com a conduta da r\u00e9 em demorar a realizar o pagamento do valor do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>(Processo n\u00ba 0808107-05.2020.8.20.5001)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um aut\u00f4nomo que trabalha com representa\u00e7\u00e3o comercial de venda de parafusos ser\u00e1 indenizado, por danos morais, no valor de R$ 10 mil. 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