{"id":28486,"date":"2022-10-05T10:17:07","date_gmt":"2022-10-05T13:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28486"},"modified":"2022-10-05T10:17:07","modified_gmt":"2022-10-05T13:17:07","slug":"justica-condena-companhia-aerea-e-empresa-negociadora-de-milhas-por-danos-morais-e-materiais-em-alteracao-de-data-de-viagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/10\/05\/justica-condena-companhia-aerea-e-empresa-negociadora-de-milhas-por-danos-morais-e-materiais-em-alteracao-de-data-de-viagem\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena companhia a\u00e9rea e empresa negociadora de milhas por danos morais e materiais em altera\u00e7\u00e3o de data de viagem"},"content":{"rendered":"\n<p>A ju\u00edza Thereza Cristina Costa Rocha Gomes, da 14\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Natal, condenou uma companhia a\u00e9rea e uma empresa negociadora de milhas por danos morais e materiais. A determina\u00e7\u00e3o deve ser cumprida em um prazo m\u00e1ximo de 30 dias e atende uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"395\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/voo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-649\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/voo.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/voo-300x174.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Na situa\u00e7\u00e3o, foi determinado o pagamento total de R$ 12 mil por danos morais e um reembolso, no valor total da compra das passagens, para os consumidores como forma de recomposi\u00e7\u00e3o dos danos materiais. Al\u00e9m disso, a magistrada tamb\u00e9m condenou as empresas a arcarem com as custas dos valores que os consumidores gastaram para pagar o advogado.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>O caso<\/strong><br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a companhia a\u00e9rea alterou a data de uma viagem para a cidade de Canela\/RS, fazendo com que dois membros da fam\u00edlia fossem impossibilitados de viajar, fato que abalou a fam\u00edlia, pois al\u00e9m da falta da presen\u00e7a dessas pessoas, o pagamento das estadias, por exemplo, j\u00e1 havia sido feito. O total do valor pago pelas passagens foi de R$ 4.325,47.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Nesse sentido, os consumidores pediram o reconhecimento da falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, pela r\u00e9, e suplicaram pelos danos morais e o reembolso pelo valor das passagens compradas, de todos, ou, subsidiariamente, dos que n\u00e3o viajaram.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para a empresa negociadora, por ser uma ag\u00eancia de turismo, ela n\u00e3o estaria legitimada a responder pela intermedia\u00e7\u00e3o na venda das passagens a\u00e9reas e que o cancelamento do voo decorreu por culpa \u00fanica e exclusiva da segunda r\u00e9. Al\u00e9m disso, argumentou que n\u00e3o possui inger\u00eancia sobre cancelamentos de voos, que tomou todas as medidas necess\u00e1rias \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do problema e pontuou uma poss\u00edvel dificuldade gerada pela pandemia e que o eventual reembolso pela passagem a\u00e9rea cabe exclusivamente ao transportador.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda r\u00e9, esta afirmou que, em todas as compras realizadas por meio de ag\u00eancias de viagens, a companhia a\u00e9rea n\u00e3o possui contato algum com o passageiro, sendo que qualquer comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada a partir do website da ag\u00eancia de turismo.<br>&nbsp;<\/p><div class=\"rkpuo69ef04313cc7e\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rkpuo69ef04313cc7e {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rkpuo69ef04313cc7e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rkpuo69ef04313cc7e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rkpuo69ef04313cc7e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rkpuo69ef04313cc7e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rkpuo69ef04313cc7e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"dhylq69ef04313cc69\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dhylq69ef04313cc69 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dhylq69ef04313cc69 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dhylq69ef04313cc69 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dhylq69ef04313cc69 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dhylq69ef04313cc69 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dhylq69ef04313cc69 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><br><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Ao analisar o caso, a magistrada ressaltou o artigo 422 do C\u00f3digo Civil, o qual, \u201crendendo estima aos deveres anexos ou laterais de honestidade, lealdade, transpar\u00eancia, probidade, declara que: \u2018os contratantes s\u00e3o obrigados a guardar, assim na conclus\u00e3o do contrato, como em sua execu\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9\u2019 \u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Al\u00e9m disso, a ju\u00edza Thereza Cristina tamb\u00e9m justificou, com o art. 14 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC), que \u201co fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A magistrada ainda trouxe \u00e0 tona o art. 12, o qual afirma que \u201cas altera\u00e7\u00f5es realizadas de forma programada pelo transportador, em especial quanto ao hor\u00e1rio e itiner\u00e1rio originalmente contratados, dever\u00e3o ser informadas aos passageiros com anteced\u00eancia m\u00ednima de 72 (setenta e duas) horas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Segundo a ju\u00edza, \u201cembora a r\u00e9 seja apenas a intermediadora na venda da passagem, fato \u00e9 que lucrou na negocia\u00e7\u00e3o, integrando a cadeia de fornecedores\u201d, de modo que o art. 7\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico do CDC, preconiza: \u2018tendo mais de um autor a ofensa, todos responder\u00e3o solidariamente pela repara\u00e7\u00e3o dos danos previstos nas normas de consumo\u2019, o que satisfaz o art. 265 do C\u00f3digo Civil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Dessa forma, ficou evidente a pr\u00e1tica de danos morais e materiais por parte das duas empresas, sendo, portanto, condenadas judicialmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ju\u00edza Thereza Cristina Costa Rocha Gomes, da 14\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Natal, condenou uma companhia a\u00e9rea e uma empresa negociadora de milhas por danos morais e materiais. A determina\u00e7\u00e3o deve ser cumprida em um prazo m\u00e1ximo de 30 dias e atende uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual.&nbsp; Na situa\u00e7\u00e3o,<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/10\/05\/justica-condena-companhia-aerea-e-empresa-negociadora-de-milhas-por-danos-morais-e-materiais-em-alteracao-de-data-de-viagem\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28486"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28487,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28486\/revisions\/28487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}