{"id":28399,"date":"2022-09-28T12:36:00","date_gmt":"2022-09-28T15:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28399"},"modified":"2022-09-28T10:55:47","modified_gmt":"2022-09-28T13:55:47","slug":"homem-flagrado-fazendo-sexo-no-local-de-trabalho-nao-sera-indenizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/09\/28\/homem-flagrado-fazendo-sexo-no-local-de-trabalho-nao-sera-indenizado\/","title":{"rendered":"Homem flagrado fazendo sexo no local de trabalho n\u00e3o ser\u00e1 indenizado"},"content":{"rendered":"\n<p>A 6\u00aa turma do TRT da 3\u00aa regi\u00e3o negou indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a ex-empregado que foi flagrado mantendo rela\u00e7\u00f5es sexuais no local de trabalho. O profissional, que foi dispensado por justa causa, alegou que sofreu grave abalo na esfera extrapatrimonial, por culpa da empregadora, que, segundo ele, permitiu a divulga\u00e7\u00e3o ampla do v\u00eddeo \u00edntimo com as cenas do ato sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, ao decidir em primeiro grau, o ju\u00edzo da 2\u00aa vara do Trabalho de Contagem\/MG n\u00e3o viu irregularidade na condu\u00e7\u00e3o do caso pela empregadora. O ex-empregado recorreu da decis\u00e3o, mas o colegiado negou provimento ao recurso, mantendo a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O trabalhador foi admitido na empresa em 2\/1\/2007 e dispensado por justa causa em 13\/7\/2020, em raz\u00e3o de incontin\u00eancia de conduta ou mau procedimento, nos termos do artigo 482, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da CLT.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/ass\u00e9dio-sexual.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1962\" width=\"401\" height=\"305\"\/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo o desembargador Jorge Berg de Mendon\u00e7a, relator no processo, \u00e9 fato incontroverso que o trabalhador foi flagrado mantendo rela\u00e7\u00f5es sexuais com uma colega nas depend\u00eancias da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em sua pe\u00e7a de ingresso, ele alegou que algu\u00e9m, dentro da f\u00e1brica, filmou aquele momento, com o intuito de expor e constrang\u00ea-los, e que teria encaminhado o v\u00eddeo para um superior da empresa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o magistrado, o ex-empregado n\u00e3o questionou a dispensa por justa causa.&nbsp;&#8220;Ele reclamou apenas do procedimento de dispensa adotado pela empresa, que teria exibido o v\u00eddeo \u00edntimo, sem necessidade, para outras pessoas, que assinaram o comunicado de dispensa, como testemunhas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ato de dispensa foi registrado em v\u00eddeo<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do desembargador, o trabalhador n\u00e3o est\u00e1 com a raz\u00e3o. Pela contesta\u00e7\u00e3o, a empresa gravou o ato de dispensa, que transcorreu em uma sala, com testemunhas, para se resguardar.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator concordou com os fundamentos da senten\u00e7a, que reconheceu que a empregadora, na pessoa do s\u00f3cio, adotou uma postura correta, educada e polida, e que, realmente, tomou toda a precau\u00e7\u00e3o para n\u00e3o expor o trabalhador e a colega.<\/p><div class=\"edccw69e14efac9754\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.edccw69e14efac9754 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.edccw69e14efac9754 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.edccw69e14efac9754 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.edccw69e14efac9754 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.edccw69e14efac9754 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.edccw69e14efac9754 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"fhbox69e14efac9732\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.fhbox69e14efac9732 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.fhbox69e14efac9732 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.fhbox69e14efac9732 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.fhbox69e14efac9732 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.fhbox69e14efac9732 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.fhbox69e14efac9732 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>No momento da dispensa, al\u00e9m dos s\u00f3cios, estavam presentes duas testemunhas e a profissional do RH.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O s\u00f3cio falou expressamente com eles que o v\u00eddeo era constrangedor e que, quando quisessem, podiam pedir para parar. A exibi\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio com 1min45s da filmagem, que foi interrompida quase que imediatamente a pedido da parte envolvida. A seguir, o s\u00f3cio perguntou se entenderam o motivo da dispensa, ao que responderam que sim. Logo ap\u00f3s, falou do apre\u00e7o que tinha por eles, mas que a conduta n\u00e3o poderia ser desconsiderada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, o s\u00f3cio disse ainda que teve, infelizmente, que chamar duas testemunhas, mas que pediu sigilo. O julgador frisou tamb\u00e9m que o notebook estava realmente virado para o ex-empregado e para a colega de trabalho e que mais ningu\u00e9m assistiu ao v\u00eddeo na sala.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, n\u00e3o h\u00e1 prova de que a empregadora tenha repassado o v\u00eddeo para outra pessoa.&nbsp;&#8220;Na pr\u00f3pria peti\u00e7\u00e3o inicial, consta a informa\u00e7\u00e3o de que foi algu\u00e9m que filmou o ato sexual&#8221;, destacou o julgador, ressaltando que, se o v\u00eddeo realmente chegou a amigos e familiares &#8211; o que tampouco foi provado &#8211; \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel que a pessoa que os filmou tenha feito esse repasse.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O fato \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 prova de que a empregadora tenha adotado qualquer procedimento irregular, de modo a ferir a honra ou a imagem do profissional&#8221;, concluiu o magistrado, julgando improcedente o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo j\u00e1 foi arquivado definitivamente. O tribunal n\u00e3o informou o n\u00famero do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es: TRT-3.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 6\u00aa turma do TRT da 3\u00aa regi\u00e3o negou indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a ex-empregado que foi flagrado mantendo rela\u00e7\u00f5es sexuais no local de trabalho. O profissional, que foi dispensado por justa causa, alegou que sofreu grave abalo na esfera extrapatrimonial, por culpa da empregadora, que, segundo ele, permitiu a divulga\u00e7\u00e3o ampla do v\u00eddeo \u00edntimo<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/09\/28\/homem-flagrado-fazendo-sexo-no-local-de-trabalho-nao-sera-indenizado\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28399"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28399"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28399\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28400,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28399\/revisions\/28400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}