{"id":28217,"date":"2022-09-19T09:46:00","date_gmt":"2022-09-19T12:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28217"},"modified":"2022-09-19T07:50:00","modified_gmt":"2022-09-19T10:50:00","slug":"estado-deve-indenizar-em-r-15-mil-familia-de-detento-morto-em-presidio-de-ceara-mirim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/09\/19\/estado-deve-indenizar-em-r-15-mil-familia-de-detento-morto-em-presidio-de-ceara-mirim\/","title":{"rendered":"Estado deve indenizar em R$ 15 mil fam\u00edlia de detento morto em pres\u00eddio de Cear\u00e1-Mirim"},"content":{"rendered":"\n<p>O Estado do Rio Grande do Norte foi condenado a pagar R$ 15 mil, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, \u00e0 fam\u00edlia de um homem que foi morto quando se encontrava sob a cust\u00f3dia do Poder P\u00fablico no Centro de Deten\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria da cidade de Cear\u00e1-Mirim. Na decis\u00e3o, o juiz da 4\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal, Airton Pinheiro, indeferiu o pedido de pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de danos materiais feito pelas autoras da a\u00e7\u00e3o, esposa e filha do detento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os autos do processo, as requerentes alegaram que a neglig\u00eancia do Estado no cuidado com a vida do falecido \u00e9 merecedora de san\u00e7\u00e3o, tendo em vista que, o \u00f3bito decorreu da falta de cuidado do poder p\u00fablico. Alegaram ainda que o fato causou sofrimento vital\u00edcio e que deve ser reparado pelo Estado do Rio Grande do Norte. Informaram que eram dependentes do falecido, visto que a v\u00edtima sustentava a fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Citado, o Estado apresentou resposta indicando que n\u00e3o restou demonstrado conduta comissiva do requerido. Defendeu ainda a inexist\u00eancia de danos materiais e lucros cessantes. Recha\u00e7ou a possibilidade de indeniza\u00e7\u00e3o. E, por fim, defendeu da exist\u00eancia de suic\u00eddio do apenado, o que afastaria a culpa do Estado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/fuga-prisao3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1624\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o, na hip\u00f3tese, o Poder P\u00fablico, ao receber o detento em estabelecimento prisional de sua responsabilidade, assume o compromisso de velar pela preserva\u00e7\u00e3o de sua integridade f\u00edsica, devendo empregar todos os meios necess\u00e1rios e adequados ao desempenho desse encargo, possuindo, portanto, o dever de impedir eventuais les\u00f5es aos custodiados que se acham sob sua guarda imediata. Tal dever espec\u00edfico est\u00e1, inclusive, inserido no rol de direitos previstos no artigo 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em especial no seu inciso XLIX.<\/p><div class=\"hiplv69e1a366e35cd\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hiplv69e1a366e35cd {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hiplv69e1a366e35cd {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hiplv69e1a366e35cd {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hiplv69e1a366e35cd {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hiplv69e1a366e35cd {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hiplv69e1a366e35cd {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bvljz69e1a366e35b3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bvljz69e1a366e35b3 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bvljz69e1a366e35b3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bvljz69e1a366e35b3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bvljz69e1a366e35b3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bvljz69e1a366e35b3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bvljz69e1a366e35b3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><br>&#8220;Nesse ponto, importa ressaltar que o dever do Estado, nesses casos, \u00e9 de resultado, isto \u00e9, h\u00e1 um dever objetivo de preservar a seguran\u00e7a e a incolumidade f\u00edsica dos custodiados que se encontram sob sua guarda imediata, assim, violada a incolumidade f\u00edsica daqueles que est\u00e3o sob seus cuidados dentro do ambiente prisional dever\u00e1 o Estado responder civilmente pelo dano\u201d, definiu o magistrado na senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, em rela\u00e7\u00e3o ao pleito de pagamento de danos materiais a t\u00edtulo de lucros cessantes e emergentes, o julgador apontou que n\u00e3o foram levados ao processo qualquer prova de registro de trabalho ou do desempenho atividade remunerada na \u00e9poca dos fatos, e que tais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o indispens\u00e1veis para se averiguar eventuais lucros cessantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor tais fundamentos, o pedido inicial merece parcial acolhimento, visto que merece acolhida o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e indeferimento o pleito de danos materiais&#8221;, destaca a decis\u00e3o do magistrado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado do Rio Grande do Norte foi condenado a pagar R$ 15 mil, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, \u00e0 fam\u00edlia de um homem que foi morto quando se encontrava sob a cust\u00f3dia do Poder P\u00fablico no Centro de Deten\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria da cidade de Cear\u00e1-Mirim. 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