{"id":28181,"date":"2022-09-15T15:22:00","date_gmt":"2022-09-15T18:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=28181"},"modified":"2022-09-15T14:24:24","modified_gmt":"2022-09-15T17:24:24","slug":"e-incabivel-o-reconhecimento-de-uniao-estavel-paralela-ainda-que-iniciada-antes-do-casamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/09\/15\/e-incabivel-o-reconhecimento-de-uniao-estavel-paralela-ainda-que-iniciada-antes-do-casamento\/","title":{"rendered":"\u00c9 incab\u00edvel o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel paralela, ainda que iniciada antes do casamento"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"453\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/traicao-casal-relacionamento-original.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3566\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/traicao-casal-relacionamento-original.jpeg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/traicao-casal-relacionamento-original-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativs<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que \u00e9 incab\u00edvel o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel simult\u00e2nea ao casamento, assim como a partilha de bens em tr\u00eas partes iguais (tria\u00e7\u00e3o), mesmo que o in\u00edcio da uni\u00e3o seja anterior ao matrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi firmado no julgamento do&nbsp;recurso especial&nbsp;interposto por uma mulher que conviveu tr\u00eas anos com um homem antes que ele se casasse com outra e manteve o relacionamento por mais 25 anos. Ao STJ, a recorrente reiterou o pedido de reconhecimento e dissolu\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel, com partilha de bens em tria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao dar parcial&nbsp;provimento&nbsp;ao recurso, o colegiado considerou que n\u00e3o h\u00e1 impedimento ao reconhecimento da uni\u00e3o est\u00e1vel no per\u00edodo de conviv\u00eancia anterior ao casamento, mas, a partir desse momento, tal uni\u00e3o se transforma em concubinato (simultaneidade de rela\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<h5>Ordenamento jur\u00eddico consagra a monogamia<\/h5>\n\n\n\n<p>O juiz acolheu o pedido da mulher e reconheceu todo o per\u00edodo de conviv\u00eancia como uni\u00e3o est\u00e1vel, com a consequente partilha em tria\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, acolhendo recurso do casal, o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) reformou a senten\u00e7a, entendendo que o casamento deve prevalecer sobre o concubinato.<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora do caso no STJ, a ministra Nancy Andrighi afirmou que, segundo a jurisprud\u00eancia, &#8220;\u00e9 inadmiss\u00edvel o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel concomitante ao casamento, na medida em que aquela pressup\u00f5e a aus\u00eancia de impedimentos para o casamento, ou, ao menos, a exist\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o de fato&#8221;.<\/p><div class=\"zbjcb69eb6972ae6ce\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zbjcb69eb6972ae6ce {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zbjcb69eb6972ae6ce {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zbjcb69eb6972ae6ce {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zbjcb69eb6972ae6ce {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zbjcb69eb6972ae6ce {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zbjcb69eb6972ae6ce {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"iehlo69eb6972ae6b2\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.iehlo69eb6972ae6b2 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.iehlo69eb6972ae6b2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.iehlo69eb6972ae6b2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.iehlo69eb6972ae6b2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.iehlo69eb6972ae6b2 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.iehlo69eb6972ae6b2 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>A magistrada tamb\u00e9m lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga, fixou a tese de que a preexist\u00eancia de casamento ou de uni\u00e3o est\u00e1vel de um dos conviventes impede o reconhecimento de novo v\u00ednculo, em virtude da consagra\u00e7\u00e3o da monogamia pelo ordenamento jur\u00eddico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, Nancy Andrighi reconheceu como uni\u00e3o est\u00e1vel apenas o per\u00edodo de conviv\u00eancia anterior ao casamento. Segundo ela, a partilha referente a esse intervalo, por se tratar de uni\u00e3o anterior \u00e0&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9278.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Lei 9.278\/1996<\/strong><\/a>, requer a prova do esfor\u00e7o comum na aquisi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, nos termos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/jurisprudencia\/menuSumarioSumulas.asp?sumula=2482\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>S\u00famula 380 do STF<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h5>Concubinato equiparado a sociedade de fato e mea\u00e7\u00e3o da esposa<\/h5>\n\n\n\n<p>Acerca do per\u00edodo posterior \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio, a relatora destacou que a recorrente e o recorrido tiveram dois filhos durante o concubinato que durou 25 anos e era conhecido por todos os envolvidos. Segundo ela, essa rela\u00e7\u00e3o se equipara \u00e0 sociedade de fato, e a partilha nesse per\u00edodo tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel, desde que haja prova do esfor\u00e7o comum na constru\u00e7\u00e3o patrimonial (S\u00famula 380 do STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reformar o&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;recorrido, Nancy Andrighi apontou que, resguardado o direito da esposa \u00e0 metade dos bens (mea\u00e7\u00e3o), a partilha deve ser feita em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, uma vez que as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias n\u00e3o mencionaram se h\u00e1 provas da participa\u00e7\u00e3o da recorrente na constru\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio ou quais bens fazem parte da mea\u00e7\u00e3o da esposa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por unanimidade, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que \u00e9 incab\u00edvel o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel simult\u00e2nea ao casamento, assim como a partilha de bens em tr\u00eas partes iguais (tria\u00e7\u00e3o), mesmo que o in\u00edcio da uni\u00e3o seja anterior ao matrim\u00f4nio. 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