{"id":27363,"date":"2022-07-28T15:35:00","date_gmt":"2022-07-28T18:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=27363"},"modified":"2022-07-28T14:08:14","modified_gmt":"2022-07-28T17:08:14","slug":"pedreiro-fica-preso-por-4-anos-e-e-inocentado-apos-enviar-carta-ao-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/07\/28\/pedreiro-fica-preso-por-4-anos-e-e-inocentado-apos-enviar-carta-ao-stf\/","title":{"rendered":"Pedreiro fica preso por 4 anos e \u00e9 inocentado ap\u00f3s enviar carta ao STF"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aos excelent\u00edssimos senhores ministros, declaro para os devidos fins que sou pessoa humilde, n\u00e3o podendo pagar um advogado particular. Pedindo ent\u00e3o o aux\u00edlio de um defensor p\u00fablico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"880\" height=\"558\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/https__img.migalhas.com_.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2022__SL__07__SL__28__SL__27fcbd2f-8bdc-4470-acc6-c6d12dbe2858.jpg._PROC_CP65.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27364\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/https__img.migalhas.com_.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2022__SL__07__SL__28__SL__27fcbd2f-8bdc-4470-acc6-c6d12dbe2858.jpg._PROC_CP65.jpg 880w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/https__img.migalhas.com_.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2022__SL__07__SL__28__SL__27fcbd2f-8bdc-4470-acc6-c6d12dbe2858.jpg._PROC_CP65-300x190.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/https__img.migalhas.com_.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2022__SL__07__SL__28__SL__27fcbd2f-8bdc-4470-acc6-c6d12dbe2858.jpg._PROC_CP65-768x487.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 880px) 100vw, 880px\" \/><figcaption>Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um jovem negro de 23 anos, que atuava como pedreiro, foi detido e acusado de participar de um assalto na periferia de S\u00e3o Paulo em 2018. Reconhecido por uma foto do WhatsApp, acabou condenado a oito anos de reclus\u00e3o, e passou quatro anos na cadeia, em regime fechado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele, ent\u00e3o, decidiu enviar uma carta ao STF contanto seu caso. O t\u00edtulo era &#8220;Pedido de Revis\u00e3o Criminal&#8221;. No texto, disse que n\u00e3o teve rela\u00e7\u00e3o com o assalto, e que sua pris\u00e3o foi ilegal. A atitude resultou em sua absolvi\u00e7\u00e3o por falta de provas. A carta, escrita em cela de pres\u00eddio do interior de SP, foi encaminhada \u00e0 Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, que assumiu o caso e entrou com recurso na Suprema Corte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Embora a PGR tenha pedido a confirma\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, os ministros da 2\u00aa turma Gilmar Mendes, Edson Fachin e Nunes Marques votaram pela absolvi\u00e7\u00e3o do pedreiro, alegando que n\u00e3o havia provas e que o reconhecimento por WhatsApp \u00e9 ilegal. Em fevereiro, o homem foi absolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, as provas de um crime n\u00e3o devem se basear apenas na mem\u00f3ria das testemunhas, porque &#8220;mem\u00f3rias podem falhar ou ser influenciadas por agentes externos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, ele sustentou que a prova deve ser anulada caso o reconhecimento do suspeito n\u00e3o siga as regras do C\u00f3digo de Processo Penal. Tamb\u00e9m ressalvou que o reconhecimento fotogr\u00e1fico poderia ser aprimorado e regulado, mas ainda assim seriam necess\u00e1rias mais provas para justificar uma condena\u00e7\u00e3o.<\/p><div class=\"mblny69e3ccf794d6e\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.mblny69e3ccf794d6e {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.mblny69e3ccf794d6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.mblny69e3ccf794d6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.mblny69e3ccf794d6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.mblny69e3ccf794d6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.mblny69e3ccf794d6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"gtoww69e3ccf794d4c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.gtoww69e3ccf794d4c {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.gtoww69e3ccf794d4c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.gtoww69e3ccf794d4c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.gtoww69e3ccf794d4c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.gtoww69e3ccf794d4c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.gtoww69e3ccf794d4c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O caso<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatos aconteceram em uma noite chuvosa de 2018. Tr\u00eas pessoas foram assaltadas em frente a uma casa na periferia paulistana. Eram tr\u00eas ladr\u00f5es, um deles armado, que levaram rel\u00f3gio e celular. A PM foi chamada e passou a circular em busca de suspeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse momento, o homem voltava correndo para casa em raz\u00e3o da forte chuva. Quando foi abordado, os agentes tiraram uma foto e enviaram por WhatsApp a colegas que estavam com as v\u00edtimas. Elas, ent\u00e3o, teriam reconhecido o jovem no celular. Ele foi preso em flagrante e reconhecido tamb\u00e9m pessoalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedreiro teria procurado o C\u00f3digo na biblioteca da cadeia para fundamentar as cartas que enviou \u00e0 Justi\u00e7a. Segundo argumenta, ele foi julgado pelo passado, j\u00e1 que cumpria semiaberto por condena\u00e7\u00e3o por roubo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, o colegiado levou em considera\u00e7\u00e3o que as regras de reconhecimento do CPP n\u00e3o foram seguidas. Segundo o C\u00f3digo, pessoas parecidas devem ser colocadas lado a lado para o reconhecimento. Por falta de provas, o homem foi inocentado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os detalhes do caso foram publicados pela BBC.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Migalhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Aos excelent\u00edssimos senhores ministros, declaro para os devidos fins que sou pessoa humilde, n\u00e3o podendo pagar um advogado particular. Pedindo ent\u00e3o o aux\u00edlio de um defensor p\u00fablico.&#8221; Um jovem negro de 23 anos, que atuava como pedreiro, foi detido e acusado de participar de um assalto na periferia de S\u00e3o Paulo em 2018. 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