{"id":27118,"date":"2022-07-12T16:48:00","date_gmt":"2022-07-12T19:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=27118"},"modified":"2022-07-12T15:48:43","modified_gmt":"2022-07-12T18:48:43","slug":"hospital-tera-que-ressarcir-r-30-mil-referentes-a-equipamento-cedido-e-nao-devolvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/07\/12\/hospital-tera-que-ressarcir-r-30-mil-referentes-a-equipamento-cedido-e-nao-devolvido\/","title":{"rendered":"Hospital ter\u00e1 que ressarcir R$ 30 mil referentes a equipamento cedido e n\u00e3o devolvido"},"content":{"rendered":"\n<p>Um hospital privado de Natal ter\u00e1 de ressarcir um instituto hematol\u00f3gico tamb\u00e9m da capital a quantia de R$ 30.561,23. O valor corresponde a perdas e danos e se refere a equipamentos que foram cedidos \u00e0quela unidade hospitalar por um ex-s\u00f3cio em comum dos dois estabelecimentos no ano de 2010.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/hospital1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4595\"\/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><br>A Justi\u00e7a considerou que n\u00e3o ficou provado que os bens foram integrados ao acervo patrimonial do da unidade hospitalar sem o consentimento do instituto. A senten\u00e7a \u00e9 da 11\u00aa Vara C\u00edvel de Natal, que fixou acr\u00e9scimo de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria ao valor a ser ressarcido.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>A A\u00e7\u00e3o de Reintegra\u00e7\u00e3o de Posse com Pedido de Liminar foi ajuizada pela empresa de exames contra o hospital, alegando que transferiu alguns equipamentos para as depend\u00eancias deste com o objetivo dar suporte aos atendimentos prestados, naquele estabelecimento, por um dos seus s\u00f3cios.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>A firma da \u00e1rea de hematologia afirmou que a entrega dos bens ocorreu em 22 de outubro de 2010 e que, no m\u00eas de mar\u00e7o de 2017, houve o desligamento desse s\u00f3cio do hospital. Assim, ele contou que solicitou diversas vezes, formal e informalmente, a devolu\u00e7\u00e3o dos equipamentos, mas n\u00e3o obteve \u00eaxito, ficando, assim, caracterizado o esbulho possess\u00f3rio.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Por isso, requereu a concess\u00e3o de medida liminar visando fosse reintegrada na posse dos bens listados no processo. No m\u00e9rito, pediu pela reintegra\u00e7\u00e3o definitiva na posse dos bens ou, subsidiariamente, pela convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em perdas e danos.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>A casa de sa\u00fade alegou que os s\u00f3cios da empresa foram acionistas e diretores do hospital por v\u00e1rios anos, tendo o s\u00f3cio que fez o neg\u00f3cio se desligado no ano de 2016. Contou que, em raz\u00e3o da grave crise financeira enfrentada pelo estabelecimento hospitalar \u00e0 \u00e9poca da aquisi\u00e7\u00e3o, o cr\u00e9dito do instituto foi utilizado para aquisi\u00e7\u00e3o de diversos produtos e equipamentos necess\u00e1rios ao aparelhamento do hospital.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Esclareceu que os bens foram adquiridos para a composi\u00e7\u00e3o do acervo do hospital e incorporados ao seu patrim\u00f4nio, sem qualquer condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se tratando de empr\u00e9stimo, comodato ou loca\u00e7\u00e3o e que a empresa de exames de sangue n\u00e3o demonstrou que os bens foram entregues ao hospital para utiliza\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, n\u00e3o se desincumbindo do \u00f4nus de comprovar a sua posse e o alegado esbulho. Ao final, pediu o acolhimento da preliminar ou, subsidiariamente, a improced\u00eancia da pretens\u00e3o autoral.<br>&nbsp;<\/p><div class=\"dnbut69dab0dd37225\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dnbut69dab0dd37225 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dnbut69dab0dd37225 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dnbut69dab0dd37225 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dnbut69dab0dd37225 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dnbut69dab0dd37225 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dnbut69dab0dd37225 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bybaf69dab0dd37207\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bybaf69dab0dd37207 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bybaf69dab0dd37207 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bybaf69dab0dd37207 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bybaf69dab0dd37207 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bybaf69dab0dd37207 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bybaf69dab0dd37207 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Por\u00e9m, para o juiz Marco Ant\u00f4nio Mendes Ribeiro, o instituto conseguiu comprovar ter feito a cess\u00e3o ao hospital dos bens descritos nos autos, enquanto seu ent\u00e3o s\u00f3cio em comum atendia naquela unidade hospitalar. O magistrado considerou que n\u00e3o h\u00e1 provas nos autos processuais de que os itens foram integrados ao acervo patrimonial da casa de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p><br><br>O magistrado recha\u00e7ou a tese alegada pela defesa no sentido de, \u00e0 \u00e9poca da cess\u00e3o, o hospital n\u00e3o dispor de cr\u00e9dito no mercado, o s\u00f3cio em comum teria se utilizado da empresa autora para adquirir equipamentos para suprir a necessidade do estabelecimento.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Considerou que os bens entregues \u00e0 unidade m\u00e9dica em 22 de outubro de 2010 n\u00e3o foram adquiridos contemporaneamente a essa cess\u00e3o, mas h\u00e1 muito tempo antes, conforme ficou comprovado nas datas das notas fiscais dos respectivos equipamentos, o que refor\u00e7a, na sua vis\u00e3o, a tese de que o centro hematol\u00f3gico apenas cedeu os bens para utiliza\u00e7\u00e3o do hospital enquanto seus profissionais\/s\u00f3cios l\u00e1 atendiam, cuja posse j\u00e1 possu\u00eda h\u00e1 certo tempo.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201cRessalte-se, caso a situa\u00e7\u00e3o tivesse se dado da forma noticiada pelo requerido, tais documentos fiscais constariam datas pr\u00f3ximas a sua entrega ao demandado, o que n\u00e3o se verificou nos autos. Ademais, para se evitar a ocorr\u00eancia da confus\u00e3o patrimonial, mesmo que possuam s\u00f3cios em comum, n\u00e3o \u00e9 de bom grado e de boa pr\u00e1tica empresarial que a aquisi\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio seja feita de modo bastante informal e por empresas interpostas\u201d, comentou.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>E finalizou, afirmando que \u201cresta patente o esbulho provocado pela parte demandada em desfavor dos bens do requerente\u201d. O juiz considerou, para definir o valor a ser ressarcido, uma deprecia\u00e7\u00e3o de 30%, j\u00e1 que os equipamentos n\u00e3o eram novos, com cerca de dois ou tr\u00eas anos de uso.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>(Processo n\u00ba 0809956-80.2018.8.20.5001)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um hospital privado de Natal ter\u00e1 de ressarcir um instituto hematol\u00f3gico tamb\u00e9m da capital a quantia de R$ 30.561,23. O valor corresponde a perdas e danos e se refere a equipamentos que foram cedidos \u00e0quela unidade hospitalar por um ex-s\u00f3cio em comum dos dois estabelecimentos no ano de 2010. A Justi\u00e7a considerou que n\u00e3o ficou<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/07\/12\/hospital-tera-que-ressarcir-r-30-mil-referentes-a-equipamento-cedido-e-nao-devolvido\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27118"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27119,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27118\/revisions\/27119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}