{"id":268,"date":"2019-08-04T18:58:34","date_gmt":"2019-08-04T21:58:34","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=268"},"modified":"2019-08-04T18:58:34","modified_gmt":"2019-08-04T21:58:34","slug":"teses-veja-como-o-stj-tem-julgado-questoes-sobre-o-transporte-de-cargas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/08\/04\/teses-veja-como-o-stj-tem-julgado-questoes-sobre-o-transporte-de-cargas\/","title":{"rendered":"Teses: Veja como o STJ tem julgado quest\u00f5es sobre o transporte de cargas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Transporte-de-cargas-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-270\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Transporte-de-cargas-1.jpg 1000w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Transporte-de-cargas-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Transporte-de-cargas-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Independentemente da modalidade, o transporte de cargas tem gerado disputas judiciais, muitas delas chegando ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Um dos temas recorrentes enfrentados na corte superior \u00e9 o transporte  por rodovias \u2014 65% da mercadoria produzida no pa\u00eds \u00e9 transportada por rodovias.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas quest\u00f5es, ainda que n\u00e3o tratem do tema diretamente, geram impacto. Como o recente julgamento de recurso repetitivo (Tema 994) em que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o fixou a tese de que &#8220;os valores de ICMS n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB)&#8221;, prevista na Lei 12.546\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos problemas mais comuns enfrentados pelo motorista nas estradas s\u00e3o os buracos. Em grande parte, a deteriora\u00e7\u00e3o do asfalto \u00e9 causada pelo excesso de peso dos pr\u00f3prios caminh\u00f5es. Em 2017, ao analisar o REsp 1.574.350, a 2\u00aa Turma do STJ decidiu que a previs\u00e3o de multa no artigo 231 do CTB n\u00e3o impede as transportadoras de serem condenadas, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais coletivos decorrentes de abuso nos limites de carga.<\/p>\n\n\n\n<p>Novas tecnologias tamb\u00e9m t\u00eam sido introduzidas no setor, como o sistema que permite ao caminh\u00e3o trafegar com um ou mais eixos suspensos quando est\u00e1 vazio. A tecnologia surgiu antes da lei: o STJ teve que se pronunciar a respeito da possibilidade de isen\u00e7\u00e3o do ped\u00e1gio para o eixo suspenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2009, a 1\u00aa Turma analisou no REsp 1.077.298 e permitiu a cobran\u00e7a do ped\u00e1gio pelo n\u00famero de eixos, independentemente do contato com o solo. Segundo o STJ, o eixo poderia ser erguido com um simples toque de bot\u00e3o na cabine do motorista, o que daria margem a fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o analisada pelo tribunal foi o vale-ped\u00e1gio. A Lei 10.209\/2001 instituiu a regra de que o ped\u00e1gio deve ser pago antecipadamente ao transportador pelo contratante do servi\u00e7o, sob pena de multa no valor correspondente ao dobro do frete. Em julgamento recente, a 3\u00aa Turma analisou o REsp 1.694.324 e concluiu que a multa prevista no artigo 8\u00ba da lei \u00e9 leg\u00edtima e n\u00e3o caracteriza viola\u00e7\u00e3o aos artigos 412, 421 e 422 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a carga nem chega ao destino, surge a discuss\u00e3o judicial sobre quem fica respons\u00e1vel pelos preju\u00edzos. Desde 1994, o STJ tem o entendimento de que o roubo de carga constitui motivo de for\u00e7a maior capaz de afastar a responsabilidade da transportadora, a menos que seja demonstrado que ela n\u00e3o adotou as cautelas que razoavelmente se poderiam esperar. A tese foi fixada pela 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o no REsp 435.865.<\/p><div class=\"espoz69d2a4cd8f4cd\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.espoz69d2a4cd8f4cd {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.espoz69d2a4cd8f4cd {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.espoz69d2a4cd8f4cd {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.espoz69d2a4cd8f4cd {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.espoz69d2a4cd8f4cd {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.espoz69d2a4cd8f4cd {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bvftr69d2a4cd8f4ac\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bvftr69d2a4cd8f4ac {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bvftr69d2a4cd8f4ac {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bvftr69d2a4cd8f4ac {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bvftr69d2a4cd8f4ac {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bvftr69d2a4cd8f4ac {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bvftr69d2a4cd8f4ac {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Transporte a\u00e9reo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No transporte a\u00e9reo internacional, uma das principais regras a serem observadas \u00e9 a Conven\u00e7\u00e3o de Montreal, celebrada no Canad\u00e1 em 1999 e aprovada pelo Congresso brasileiro em 2006. O tratado estabelece normas de responsabilidade para o transporte de cargas, bagagens e passageiros, com defini\u00e7\u00e3o de limites de responsabiliza\u00e7\u00e3o e regras para o processamento das poss\u00edveis indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, ao julgar o REsp 1.615.981, a 3\u00aa Turma decidiu que a Conven\u00e7\u00e3o de Montreal deve ser aplicada ao transporte a\u00e9reo internacional de cargas enquanto os produtos permanecerem sob cust\u00f3dia da transportadora, ainda que ap\u00f3s o descarregamento em aeroporto brasileiro. Nesses casos, n\u00e3o se aplicam os dispositivos do C\u00f3digo Civil ou do CDC para resolver eventuais pedidos indenizat\u00f3rios decorrentes de il\u00edcito contratual praticado pela transportadora, mesmo que o produto j\u00e1 esteja na zona aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transporte aquavi\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, a 4\u00aa Turma examinou pedido de ressarcimento de uma seguradora em virtude da deteriora\u00e7\u00e3o de mercadorias congeladas estocadas em cont\u00eaineres no Porto de Paranagu\u00e1 (PR). O relator, ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, disse que o artigo 8\u00ba do Decreto-Lei 116\/1967 (que disp\u00f5e sobre as opera\u00e7\u00f5es nos portos brasileiros) prev\u00ea que prescrevem em um ano as a\u00e7\u00f5es por perdas ou danos \u00e0 carga.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Salom\u00e3o tamb\u00e9m ressaltou que, nas a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o por avarias \u00e0 carga, o prazo de prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 contado sempre a partir do momento da les\u00e3o ao direito. No caso dos autos, esse momento \u00e9 a data em que a empresa de alimentos teve ci\u00eancia da infra\u00e7\u00e3o dos deveres de armazenamento da carga, em fevereiro de 2005. Como a a\u00e7\u00e3o foi proposta pela seguradora apenas em novembro de 2006, a 4\u00aa Turma considerou prescrita a pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria e julgou extinta a a\u00e7\u00e3o (REsp 1.278.722). Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Revista Consultor Jur\u00eddico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a carga nem chega ao destino, surge a discuss\u00e3o judicial sobre quem fica respons\u00e1vel pelos preju\u00edzos<br \/>\n<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/08\/04\/teses-veja-como-o-stj-tem-julgado-questoes-sobre-o-transporte-de-cargas\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":269,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[197,198,11,195],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":271,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions\/271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}