{"id":25338,"date":"2022-04-01T09:18:00","date_gmt":"2022-04-01T12:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=25338"},"modified":"2022-04-01T08:58:30","modified_gmt":"2022-04-01T11:58:30","slug":"consumidora-sera-indenizada-por-parafuso-encontrado-em-pacote-de-cafe-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/04\/01\/consumidora-sera-indenizada-por-parafuso-encontrado-em-pacote-de-cafe-no-rn\/","title":{"rendered":"Consumidora ser\u00e1 indenizada por parafuso encontrado em pacote de caf\u00e9 no RN"},"content":{"rendered":"\n<p>Consumidora do Munic\u00edpio de Cara\u00fabas ganhou a\u00e7\u00e3o judicial ajuizada contra uma empresa do ramo aliment\u00edcio e ser\u00e1 indenizada em R$ 1 mil, por danos morais, em virtude de ter encontrado corpo estranho em alimento fabricado pela fabricante, que o tornou impr\u00f3prio para o consumo. A Justi\u00e7a estadual entendeu pela n\u00e3o necessidade de ingest\u00e3o do produto para que fique caracterizado o dano ao consumidor exposto a perigo.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"702\" height=\"702\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cafe.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-25339\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cafe.jpg 702w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cafe-300x300.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cafe-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A cliente ingressou com A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Dano Moral contra Ind\u00fastrias Aliment\u00edcias Marat\u00e1 Ltda., afirmando que adquiriu um pacote de caf\u00e9 da marca desta empresa e, enquanto preparava o alimento, observou um objeto estranho que causou-lhe grande susto, pois tratava-se de um parafuso.<br>\u00a0<br>A autora da a\u00e7\u00e3o declarou nos autos que ficou extremamente preocupada devido ao perigo da situa\u00e7\u00e3o para si e para seus familiares e, por esta raz\u00e3o, recorreu ao Poder Judici\u00e1rio para responsabilizar a empresa pela falha e tamb\u00e9m para ser reparada pelo constrangimento e preocupa\u00e7\u00e3o vivenciados.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A empresa defendeu que o fato alegado pela consumidora \u00e9 inver\u00eddico, pois o produto jamais teria sido contaminado por qualquer tipo de corpo estranho, uma vez que seu processo industrial \u00e9 automatizado, al\u00e9m disso, que a autora sequer chegou a consumir o produto, n\u00e3o ocorrendo, portanto, o dano moral. Requereu a total improced\u00eancia dos pedidos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p><br>J\u00e1 a autora rebateu afirmando que a empresa n\u00e3o pode eximir-se da sua responsabilidade apenas alegando que possui controle de qualidade, e reafirmou ter havido defeito no produto. A Justi\u00e7a promoveu uma audi\u00eancia buscando um houve acordo entre as partes, mas n\u00e3o obteve sucesso.<br>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise judicial<\/strong><\/p><div class=\"sydzq69f1a8fd64df8\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.sydzq69f1a8fd64df8 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.sydzq69f1a8fd64df8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.sydzq69f1a8fd64df8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.sydzq69f1a8fd64df8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.sydzq69f1a8fd64df8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.sydzq69f1a8fd64df8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"vqwtq69f1a8fd64de3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vqwtq69f1a8fd64de3 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vqwtq69f1a8fd64de3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vqwtq69f1a8fd64de3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vqwtq69f1a8fd64de3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vqwtq69f1a8fd64de3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vqwtq69f1a8fd64de3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><br>Ao julgar o caso, a magistrada Daniela Rosado considerou que a rela\u00e7\u00e3o travada entre as partes \u00e9, nitidamente, de consumo, justificada pelo reconhecimento da vulnerabilidade do cliente no mercado. Por isso, ela aplicou ao caso o C\u00f3digo de Direito do Consumidor, tendo em vista que considerou que o dano decorre de defeito de consumo, sendo a autora sendo protegida pela legisla\u00e7\u00e3o.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para ela, o caso se caracteriza como defeito do produto, pois exp\u00f5e o consumidor a risco concreto de dano \u00e0 sua sa\u00fade e seguran\u00e7a, em clara infring\u00eancia ao dever legal dirigido ao fornecedor. Portanto, entende que a simples aquisi\u00e7\u00e3o de produto de g\u00eanero aliment\u00edcio contendo em seu interior corpo estranho, expondo o consumidor a risco concreto de les\u00e3o \u00e0 sua sa\u00fade e seguran\u00e7a, ainda que n\u00e3o ocorra a ingest\u00e3o de seu conte\u00fado, d\u00e1 direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o por dano moral, dada a ofensa ao direito fundamental \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o adequada.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>A ju\u00edza esclareceu que a regra \u00e9 objetiva, clara e incisiva no sentido de que \u201cos produtos colocados \u00e0 venda n\u00e3o acarretar\u00e3o riscos \u00e0 sa\u00fade ou \u00e0 seguran\u00e7a dos consumidores, parecendo l\u00f3gica a conclus\u00e3o de que os produtos n\u00e3o podem produzir danos e, mais do que isso, n\u00e3o podem causar riscos, ou seja, n\u00e3o podem sequer causar danos potenciais. Em outras palavras: o risco pode ser definido como probabilidade do dano, sendo, portanto, antecedente a ele, e tudo isso \u00e9 proibido pelo CDC\u201d, comentou.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Por fim, Daniela Rosado salientou que, se o fornecedor coloca um produto (alimento ou bebida) \u00e0 venda no mercado, este deve estar plenamente apto para ingest\u00e3o, n\u00e3o podendo o consumidor, de maneira alguma, ser surpreendido com qualquer tipo de corpo ou subst\u00e2ncia que n\u00e3o seja inerente ao pr\u00f3prio alimento.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>(Processo n\u00ba 0100565-56.2018.8.20.0115)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consumidora do Munic\u00edpio de Cara\u00fabas ganhou a\u00e7\u00e3o judicial ajuizada contra uma empresa do ramo aliment\u00edcio e ser\u00e1 indenizada em R$ 1 mil, por danos morais, em virtude de ter encontrado corpo estranho em alimento fabricado pela fabricante, que o tornou impr\u00f3prio para o consumo. 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