{"id":25262,"date":"2022-03-29T14:35:07","date_gmt":"2022-03-29T17:35:07","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=25262"},"modified":"2022-03-29T14:35:07","modified_gmt":"2022-03-29T17:35:07","slug":"empresa-e-condenada-em-r-438-mil-por-morte-de-motorista-com-covid-19-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/03\/29\/empresa-e-condenada-em-r-438-mil-por-morte-de-motorista-com-covid-19-no-rn\/","title":{"rendered":"Empresa \u00e9 condenada em R$ 438 mil por morte de motorista com Covid-19 no RN"},"content":{"rendered":"\n<p>A Vara do Trabalho de Ass\u00fa (RN) condenou a Expresso Guanabara Ltda. a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 438 mil, a familiares e ao esp\u00f3lio do motorista que morreu devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Maria Rita Manzarra de Moura Garcia considerou a contamina\u00e7\u00e3o por Covid, no caso, como doen\u00e7a ocupacional, devido \u00e0 grande probabilidade do motorista ter tido contato com o v\u00edrus no servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os familiares, ele trabalhava transportando passageiros entre Natal (RN) e Fortaleza (CE) e foi contaminado no dia 16 de abril de 2021. Sendo hospitalizado, com quadro cl\u00ednico grave, no dia 25 de abril, vindo a falecer tr\u00eas dias depois, no dia 28.<\/p>\n\n\n\n<p>O motorista trabalhou nos dias 5 a 9 e 11 a 14 de abril, em percursos com dura\u00e7\u00e3o de 8 a 9 horas. Isso levou os familiares a concluir que a contamina\u00e7\u00e3o ocorreu no per\u00edodo em que ele encontrava-se em servi\u00e7o, configurando, assim, acidente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a fam\u00edlia, o motorista e um outro empregado, que faleceu de Covid-19 no mesmo per\u00edodo, utilizavam o alojamento da empresa em Fortaleza, tendo os dois compartilhado o dormit\u00f3rio nos dias 8, 13 e 14 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, por sua vez, alegou aus\u00eancia de culpa e inexist\u00eancia de nexo causal entre a doen\u00e7a adquirida e o trabalho desenvolvido pelo motorista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Motorista-consegue-reverter-demiss\u00e3o-por-justa-causa-em-rescis\u00e3o-indireta-no-TRT-RN-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11028\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Motorista-consegue-reverter-demiss\u00e3o-por-justa-causa-em-rescis\u00e3o-indireta-no-TRT-RN-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Motorista-consegue-reverter-demiss\u00e3o-por-justa-causa-em-rescis\u00e3o-indireta-no-TRT-RN-300x200.jpeg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Motorista-consegue-reverter-demiss\u00e3o-por-justa-causa-em-rescis\u00e3o-indireta-no-TRT-RN-768x512.jpeg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Motorista-consegue-reverter-demiss\u00e3o-por-justa-causa-em-rescis\u00e3o-indireta-no-TRT-RN.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Afirmou, ainda, que n\u00e3o haveria como presumir eventual contamina\u00e7\u00e3o decorrente do trabalho dele, pois se trata de doen\u00e7a pand\u00eamica e comunit\u00e1ria. Por isso, o cont\u00e1gio pode ter ocorrido na fam\u00edlia ou em qualquer outro lugar.<\/p><div class=\"nrggx69e49785b5def\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nrggx69e49785b5def {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nrggx69e49785b5def {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nrggx69e49785b5def {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nrggx69e49785b5def {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nrggx69e49785b5def {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nrggx69e49785b5def {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ywtbv69e49785b5dd6\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ywtbv69e49785b5dd6 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ywtbv69e49785b5dd6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ywtbv69e49785b5dd6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ywtbv69e49785b5dd6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ywtbv69e49785b5dd6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ywtbv69e49785b5dd6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>No entanto, a ju\u00edza Maria Rita Manzarra de Moura Garcia afirmou em sua decis\u00e3o, que, em se tratando de contamina\u00e7\u00e3o por Covid-19 de trabalhador que desempenha atividade essencial, como \u00e9 o caso do motorista, que n\u00e3o parou de trabalhar na pandemia, a verifica\u00e7\u00e3o do nexo causal deve pautar-se no plano da probabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, cabe \u201cao magistrado apurar, no caso concreto, se \u00e9 poss\u00edvel concluir, com alguma margem de seguran\u00e7a, que a contamina\u00e7\u00e3o se deu no ambiente de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza destacou, ainda, que a atividade exercida pelo motorista \u201cimplicava em contato direto com o p\u00fablico, com a realiza\u00e7\u00e3o de longas viagens em ve\u00edculo fechado, sem ventila\u00e7\u00e3o natural (apenas ar condicionado), por oito ou nove horas consecutivas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, isso implicava em trabalho exposto a fator de risco acima da m\u00e9dia, capaz de autorizar a incid\u00eancia da responsabilidade objetiva, \u201ddispensando-se a comprova\u00e7\u00e3o de conduta culposa por parte do empregador, para a caracteriza\u00e7\u00e3o do seu dever de indenizar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada acrescentou, ainda, que a empresa n\u00e3o conseguiu demonstrar que, efetivamente, cumpriu todas as medidas de sa\u00fade e seguran\u00e7a eficazes e necess\u00e1rias para prevenir e combater a Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O que, para ela, \u201cculminaria com o reconhecimento do seu dever de indenizar, ainda que adotada a teoria subjetiva (quando o empregador tem culpa direta pelo acidente de trabalho)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es da Justi\u00e7a do Trabalho s\u00e3o pass\u00edveis de recursos, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vara do Trabalho de Ass\u00fa (RN) condenou a Expresso Guanabara Ltda. a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 438 mil, a familiares e ao esp\u00f3lio do motorista que morreu devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da Covid-19. 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