{"id":24607,"date":"2022-02-18T13:02:00","date_gmt":"2022-02-18T16:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=24607"},"modified":"2022-02-18T13:01:58","modified_gmt":"2022-02-18T16:01:58","slug":"homem-que-se-identificar-como-mulher-pode-se-aposentar-mais-cedo-decide-tce-sc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2022\/02\/18\/homem-que-se-identificar-como-mulher-pode-se-aposentar-mais-cedo-decide-tce-sc\/","title":{"rendered":"Homem que se identificar como mulher pode se aposentar mais cedo, decide TCE-SC"},"content":{"rendered":"\n<p>Caso um servidor p\u00fablico tenha alterado o g\u00eanero com o qual se identifica, para o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), o c\u00e1lculo da aposentadoria deve ser feito conforme o registro civil de nascimento, modificado ap\u00f3s a decis\u00e3o do interessado. O entendimento foi uma resposta a uma consulta feita pelo Instituto de Previd\u00eancia de Itaja\u00ed, sobre como aplicar as regras de aposentadoria em casos de mudan\u00e7a de sexo\/g\u00eanero. Hoje, a legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria prev\u00ea tempos de contribui\u00e7\u00e3o distintos para homens e mulheres. Ainda n\u00e3o h\u00e1 regras claras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vida-e-cidadania\/consequencias-juridicas-registro-civil-nao-binarios\/?ref=link-interno-materia\">aposentadoria de pessoas trans ou n\u00e3o-bin\u00e1rias<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"679\" height=\"452\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/images-27.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24608\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/images-27.jpeg 679w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/images-27-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o do TCE-SC, inicialmente, o que vale para aposentadoria \u00e9 o g\u00eanero registrado na certid\u00e3o de nascimento no momento do requerimento do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio. Se a altera\u00e7\u00e3o do g\u00eanero ocorrer ap\u00f3s o pedido de aposentadoria, o caso dever\u00e1 ser avaliado conforme o novo g\u00eanero constante nos documentos. Tamb\u00e9m n\u00e3o pode haver, conforme o TCE-SC, tratamento diferenciado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o do requerimento de aposentadoria feita por pessoas trans.<\/p>\n\n\n\n<h2>Conselheiros consideraram posi\u00e7\u00e3o do STF<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante a sess\u00e3o que decidiu o posicionamento do TCE-SC, duas posi\u00e7\u00f5es foram colocadas. A primeira, vencida, foi a do relator do processo, conselheiro Cleber Muniz Gavi. Ele defendeu que os atuais entendimentos jur\u00eddicos sobre a quest\u00e3o de mudan\u00e7a de g\u00eanero em documentos pessoais n\u00e3o se aplicam a quest\u00f5es previdenci\u00e1rias. J\u00e1 para o presidente do TCE-SC, Adirc\u00e9lio de Moraes Ferreira J\u00fanior, as decis\u00f5es do Supremo Tribunal Federal (STF) em repercuss\u00e3o geral sobre o assunto t\u00eam incid\u00eancia em diversas \u00e1reas, inclusive a previdenci\u00e1ria. Para ele, cabe ao TCE orientar os gestores p\u00fablicos sobre como aplicar essa jurisprud\u00eancia a casos concretos, como o do munic\u00edpio de Itaja\u00ed. A posi\u00e7\u00e3o do presidente do TCE-SC acabou vencendo por 5 votos a 2.<\/p><div class=\"ukaii69f077215c9fa\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ukaii69f077215c9fa {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ukaii69f077215c9fa {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ukaii69f077215c9fa {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ukaii69f077215c9fa {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ukaii69f077215c9fa {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ukaii69f077215c9fa {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bngbt69f077215c9e0\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bngbt69f077215c9e0 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bngbt69f077215c9e0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bngbt69f077215c9e0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bngbt69f077215c9e0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bngbt69f077215c9e0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bngbt69f077215c9e0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Desde 2018, seguindo orienta\u00e7\u00e3o do STF, uma pessoa transexual (que n\u00e3o se identifica com o sexo biol\u00f3gico com o qual nasceu) pode solicitar a altera\u00e7\u00e3o de seu registro civil, mudando o nome e o g\u00eanero. De acordo com a decis\u00e3o, isso pode ser feito mesmo se a pessoa n\u00e3o tiver se submetido a cirurgias de redesigna\u00e7\u00e3o sexual. Assim, uma pessoa que biologicamente nasce homem, mas depois se apresenta como uma mulher transexual, pode pedir para mudar seu registro de nascimento, para que nele passe a constar a informa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero ou sexo feminino e n\u00e3o mais o masculino. Para isso, a solicita\u00e7\u00e3o pode ser feita diretamente nos cart\u00f3rios, sem necessidade de uma a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso um servidor p\u00fablico tenha alterado o g\u00eanero com o qual se identifica, para o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), o c\u00e1lculo da aposentadoria deve ser feito conforme o registro civil de nascimento, modificado ap\u00f3s a decis\u00e3o do interessado. 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