{"id":23372,"date":"2021-12-09T16:06:00","date_gmt":"2021-12-09T19:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=23372"},"modified":"2021-12-09T15:15:27","modified_gmt":"2021-12-09T18:15:27","slug":"stf-julga-se-policiais-devem-informar-direito-ao-silencio-em-abordagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/12\/09\/stf-julga-se-policiais-devem-informar-direito-ao-silencio-em-abordagem\/","title":{"rendered":"STF julga se policiais devem informar direito ao sil\u00eancio em abordagem"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"780\" height=\"405\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pm.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3125\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pm.jpg 780w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pm-300x156.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pm-768x399.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O STF ir\u00e1 decidir se o Estado \u00e9 obrigado a informar ao preso o direito ao sil\u00eancio no momento da abordagem policial, e n\u00e3o somente no interrogat\u00f3rio formal, sob pena de ilicitude da prova, considerados os princ\u00edpios da n\u00e3o auto-incrimina\u00e7\u00e3o e do devido processo legal. A mat\u00e9ria, que ser\u00e1 julgada no RE 1.177.984, teve repercuss\u00e3o geral reconhecida (Tema 1.185), em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime realizada no plen\u00e1rio virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>STF discutir\u00e1 obrigatoriedade do Estado na informa\u00e7\u00e3o do direito ao sil\u00eancio em abordagem policial.(Imagem: Pexels )<br>O recurso foi interposto por um casal preso em flagrante por policiais militares que encontraram, em sua resid\u00eancia, uma pistola e uma espingarda e muni\u00e7\u00f5es (cartuchos e diversos proj\u00e9teis) com registros vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o cumprimento de mandado de busca e apreens\u00e3o expedido pela vara Criminal da comarca de Brodowski\/SP, a acusada, ao ser indagada por um dos policiais, teria admitido, de forma volunt\u00e1ria e informal, a posse da pistola encontrada em seu quarto, o que poderia configurar a confiss\u00e3o da pr\u00e1tica do delito de posse ilegal de arma de fogo (art. 12 do Estatuto do Desarmamento &#8211; lei 10.826\/03) ou ser considerado como elemento de prova testemunhal.<\/p>\n\n\n\n<p>Confiss\u00e3o informal<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o casal questiona decis\u00e3o do TJ\/SP que entendeu que, no momento da abordagem, os policiais n\u00e3o s\u00e3o obrigados a advertir os acusados em rela\u00e7\u00e3o ao direito de permanecerem calados. Segundo os advogados, a confiss\u00e3o informal de sua cliente foi realizada no momento da pris\u00e3o em flagrante, durante a abordagem policial, e sem a necess\u00e1ria advert\u00eancia pr\u00e9via do direito constitucional ao sil\u00eancio, contrariando o art. 5\u00b0, inciso LXIII, da CF\/88. Eles sustentam que a advert\u00eancia deve ser realizada n\u00e3o apenas antes do interrogat\u00f3rio formal do indiciado ou acusado, mas tamb\u00e9m em eventual interrogat\u00f3rio informal por policiais militares ainda no momento da abordagem e da voz de pris\u00e3o em flagrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurisprud\u00eancia e Constitui\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Em artigo publicado no Estad\u00e3o, os advogados Alberto Zacharias Toron e Renato Marques Martins ponderaram algumas observa\u00e7\u00f5es sobre o tema.&nbsp;<\/p><div class=\"jaltp69da01b60e287\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jaltp69da01b60e287 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jaltp69da01b60e287 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.jaltp69da01b60e287 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.jaltp69da01b60e287 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.jaltp69da01b60e287 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.jaltp69da01b60e287 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"mraas69da01b60e26a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.mraas69da01b60e26a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.mraas69da01b60e26a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.mraas69da01b60e26a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.mraas69da01b60e26a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.mraas69da01b60e26a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.mraas69da01b60e26a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Os juristas discorreram sobre o caso &#8220;Miranda versus Arizona&#8221; que ocorreu em 1966 quando a Suprema Corte Americana absolveu o acusado que havia sido condenado com base em confiss\u00e3o obtida sem que tivesse sido informado de seu direito a ser assistido por um advogado e permanecer em sil\u00eancio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados recordam que a partir desse fato consolidou-se nos EUA o dever de os agentes policiais, no ato da pris\u00e3o, comunicar ao acusado sobre o seu direito de n\u00e3o responder e de ser assistido por um defensor, bem como o de que tudo que disser poder\u00e1 ser usado contra si.<\/p>\n\n\n\n<p>Toron e Martins sustentaram que no Brasil, apesar de importantes ensinamentos doutrin\u00e1rios, a jurisprud\u00eancia vem, embora com oscila\u00e7\u00f5es, reconhecendo inexistir o dever de o policial, no momento do flagrante, ou da realiza\u00e7\u00e3o a opera\u00e7\u00e3o, ou mesmo na sequ\u00eancia desta, quando se leva algu\u00e9m para a delegacia, de se avisar ao investigado seu direito ao sil\u00eancio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para os juristas, apesar do posicionamento jurisprudencial citado, a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 clara no que se refere ao direito do preso, e n\u00e3o apenas o interrogado formalmente, em ser informado sobre seu direito ao sil\u00eancio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ser\u00e1 um grande passo na afirma\u00e7\u00e3o dos direitos individuais e na conten\u00e7\u00e3o dos agentes estatais incumbidos da repress\u00e3o ao crime se o STF afirmar a obrigatoriedade do &#8216;Aviso de Miranda&#8217; no ato da pris\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 no interrogat\u00f3rio formal. A verdade n\u00e3o pode ser obtida a qualquer custo; ela \u00e9 formalizada e deve obedecer \u00e0s garantias constitucionais.&#8221;, conclu\u00edram os juristas Toron e Martins.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;RE 1.177.984<br>Informa\u00e7\u00f5es: STF.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O STF ir\u00e1 decidir se o Estado \u00e9 obrigado a informar ao preso o direito ao sil\u00eancio no momento da abordagem policial, e n\u00e3o somente no interrogat\u00f3rio formal, sob pena de ilicitude da prova, considerados os princ\u00edpios da n\u00e3o auto-incrimina\u00e7\u00e3o e do devido processo legal. A mat\u00e9ria, que ser\u00e1 julgada no RE 1.177.984, teve repercuss\u00e3o<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/12\/09\/stf-julga-se-policiais-devem-informar-direito-ao-silencio-em-abordagem\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23372"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23374,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23372\/revisions\/23374"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}