{"id":21781,"date":"2021-09-23T13:33:00","date_gmt":"2021-09-23T16:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=21781"},"modified":"2021-09-23T12:05:51","modified_gmt":"2021-09-23T15:05:51","slug":"justica-nega-pedido-de-nulidade-de-acordao-do-tce-que-condenou-ex-prefeito-a-restituir-cofres-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/09\/23\/justica-nega-pedido-de-nulidade-de-acordao-do-tce-que-condenou-ex-prefeito-a-restituir-cofres-publicos\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a nega pedido de nulidade de ac\u00f3rd\u00e3o do TCE que condenou ex-prefeito a restituir cofres p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"\n<p>O Grupo de Apoio \u00e0s Metas do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, em atua\u00e7\u00e3o na Comarca de Touros, julgou improcedentes os Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o promovidos por um ex-prefeito do Munic\u00edpio de Touros contra aquela Prefeitura. O ex-gestor pretendia que a Justi\u00e7a decretasse a nulidade de um t\u00edtulo executivo (um ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Contas do Estado), que o condenou a restituir aos cofres p\u00fablicos municipais despesas p\u00fablicas realizadas sem correspondente comprova\u00e7\u00e3o de sua destina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/TJRN-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6120\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/TJRN-6.jpg 750w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/TJRN-6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O autor dos embargos alegou que foi prefeito do Munic\u00edpio de Touros no per\u00edodo de 1997\/2000 e 2001\/2004, sendo respons\u00e1vel pela ordena\u00e7\u00e3o de despesas municipais, dentre as quais as despesas destinadas ao FUNDEF. Assegurou que tendo prestado contas do exerc\u00edcio de 2004, o Tribunal de Contas concluiu pela restitui\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de R$ 465.201,24, entre outras coisas, pela realiza\u00e7\u00e3o de despesas sem comprova\u00e7\u00e3o de sua destina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-prefeito apontou que em raz\u00e3o de Recurso de Reconsidera\u00e7\u00e3o, o TCE excluiu a condena\u00e7\u00e3o de R$ 1.660,07 pelo pagamento a professor afastado de suas fun\u00e7\u00f5es, restando a ele restituir a quantia de R$ 463.541,17. Ele alegou que, apesar de ter juntado todas notas fiscais, recibos, empenhos e comprovantes da utiliza\u00e7\u00e3o do material adquirido em benef\u00edcio do Munic\u00edpio de Touros, o TCE os ignorou, concluindo pela restitui\u00e7\u00e3o dos valores, rotulando-os de despesas sem destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Argumentou que, ao se analisar todos os documentos apresentados na presta\u00e7\u00e3o de contas, \u00e9 poss\u00edvel identificar a fonte de custeio da despesa, credor, al\u00e9m de seu hist\u00f3rico, dando total correspond\u00eancia entre a despesa e sua finalidade p\u00fablica. Afirmou que submetidas as contas ao Poder Legislativo, este rejeitou o parecer pr\u00e9vio do TCE, aprovando as contas. Apontou, por fim, ser de compet\u00eancia da C\u00e2mara Municipal a aprova\u00e7\u00e3o ou desaprova\u00e7\u00e3o das contas do chefe do executivo municipal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o Grupo observou que os Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o objetiva declarar a nulidade de Acord\u00e3o do TCE, proferido nos autos de Inspe\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria que determinou a restitui\u00e7\u00e3o ao er\u00e1rio de despesas realizadas e n\u00e3o comprovadas no exerc\u00edcio de 2004, bem como condenou o embargante em multa em fun\u00e7\u00e3o de irregularidades materiais e formais.<\/p><div class=\"ezelb69e3e15d419ae\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ezelb69e3e15d419ae {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ezelb69e3e15d419ae {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ezelb69e3e15d419ae {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ezelb69e3e15d419ae {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ezelb69e3e15d419ae {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ezelb69e3e15d419ae {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"hhbjc69e3e15d4198d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hhbjc69e3e15d4198d {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hhbjc69e3e15d4198d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hhbjc69e3e15d4198d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hhbjc69e3e15d4198d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hhbjc69e3e15d4198d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hhbjc69e3e15d4198d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Destacou que o Tribunal de Contas \u00e9 \u00f3rg\u00e3o competente para julgar as presta\u00e7\u00f5es de contas efetuadas pelos administradores e aplicar penalidades quando houver irregularidades, sendo que a certid\u00e3o de decis\u00e3o do Tribunal de Contas constitui t\u00edtulo executivo h\u00e1bil, pass\u00edvel de execu\u00e7\u00e3o pela Fazenda P\u00fablica, consoante disp\u00f5e a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, considerou que as decis\u00f5es dos Tribunais de Contas (incluindo os dos Estados da Federa\u00e7\u00e3o) possuem efic\u00e1cia executiva, prescindindo de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa. Ou seja, o Munic\u00edpio de Touros tem poder discricion\u00e1rio para efetuar a execu\u00e7\u00e3o direta do t\u00edtulo emitido pelo TCE ou a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, a fim de utilizar o rito das execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do Grupo observou que os documentos comprobat\u00f3rios juntados pelo pr\u00f3prio embargante n\u00e3o elidem as irregularidades apontadas pelo TCE, uma vez que n\u00e3o consta nas notas de empenhos e demais documentos a finalidade p\u00fablica das despesas apontadas. \u201cCom efeito, depreende-se das ordens de pagamentos apenas informa\u00e7\u00f5es como \u2018despesa com material de consumo\u2019, sem maiores informa\u00e7\u00f5es sobre a destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dos bens\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ressaltou que, diante das irregularidades apontados, o TCE entendeu pela ilicitude das despesas, condenado o ex-prefeito a ressarcir ao er\u00e1rio. \u201cNesse sentido, inexistindo ilegalidade no procedimento administrativo de contas, n\u00e3o compete ao Poder Judici\u00e1rio substituir-se ao TCE, com o fito de realizar o controle t\u00e9cnico sobre as contas prestadas por gestor p\u00fablico, sob pena de viola\u00e7\u00e3o da autonomia e das atribui\u00e7\u00f5es preconizadas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u00e0 estas Cortes de Contas\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>(Processo n\u00ba 0100327-73.2016.8.20.0158)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo de Apoio \u00e0s Metas do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, em atua\u00e7\u00e3o na Comarca de Touros, julgou improcedentes os Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o promovidos por um ex-prefeito do Munic\u00edpio de Touros contra aquela Prefeitura. 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