{"id":21751,"date":"2021-09-22T11:05:23","date_gmt":"2021-09-22T14:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=21751"},"modified":"2021-09-22T11:05:23","modified_gmt":"2021-09-22T14:05:23","slug":"tjrn-suspende-analise-de-adin-contra-resolucao-do-tce-que-tentou-burlar-jurisdicao-da-corte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/09\/22\/tjrn-suspende-analise-de-adin-contra-resolucao-do-tce-que-tentou-burlar-jurisdicao-da-corte\/","title":{"rendered":"TJRN suspende an\u00e1lise de ADIN contra resolu\u00e7\u00e3o do TCE que tentou burlar jurisdi\u00e7\u00e3o da Corte"},"content":{"rendered":"\n<p>O Pleno do Tribunal de Justi\u00e7a do RN deu continuidade na sess\u00e3o desta quarta-feira (22\/9) \u00e0 an\u00e1lise de uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade ajuizada por 49 prefeitos de munic\u00edpios potiguares contra dispositivos da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 11\/2016, do Tribunal de Contas do Estado. O julgamento havia sido iniciado na sess\u00e3o do dia 8 de setembro e suspenso ap\u00f3s pedido de vistas do desembargador Claudio Santos, que trouxe hoje um despacho de sua autoria devolvendo o processo para a relatora, desembargadora Judite Nunes, ap\u00f3s ter recebido peti\u00e7\u00e3o dos autores informando que o normativo foi inteiramente revogado pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00b0 28\/2020, a qual foi editada pelo TCE ap\u00f3s o ajuizamento da ADIN.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TCERN-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-500\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TCERN-1.jpg 600w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TCERN-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O magistrado defendeu que tal situa\u00e7\u00e3o sugere uma \u201cpreocupante e reprov\u00e1vel inten\u00e7\u00e3o de burlar a jurisdi\u00e7\u00e3o constitucional dessa Corte, configurando verdadeira fraude processual que consiste na revoga\u00e7\u00e3o proposital do ato normativo impugnado apenas para prejudicar o curso procedimental e o julgamento final da a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o despacho, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 28\/2020 foi editada pelos conselheiros do TCE ap\u00f3s a Corte de Contas j\u00e1 ter ci\u00eancia do ajuizamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, e que o normativo apesar de revogar a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 11\/2016, replica o mesmo conte\u00fado questionado na ADIN, \u201crevelando verdadeira manobra com o fito de ocasionar a extin\u00e7\u00e3o do feito por perda do objeto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Claudio Santos observa que, como a mat\u00e9ria disciplinada na Resolu\u00e7\u00e3o revogada foi mantida, a jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal \u00e9 firme em admitir o aditamento da peti\u00e7\u00e3o inicial, uma vez que a inclus\u00e3o da nova impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o ampliar\u00e1 o escopo da a\u00e7\u00e3o, prejudicando o objeto da a\u00e7\u00e3o direta, j\u00e1 que o ato normativo editado posteriormente ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera substancialmente as normas revogadas, padecendo, pois, dos mesmos v\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a leitura do despacho pelo magistrado e recebimento da nova peti\u00e7\u00e3o dos autores, a relatora Judite Nunes decidiu retirar o processo de pauta, para rean\u00e1lise dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O caso<\/strong><\/p><div class=\"jllkl69deb7b9003fe\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jllkl69deb7b9003fe {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jllkl69deb7b9003fe {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.jllkl69deb7b9003fe {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.jllkl69deb7b9003fe {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.jllkl69deb7b9003fe {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.jllkl69deb7b9003fe {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"qfwsz69deb7b9003e1\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qfwsz69deb7b9003e1 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qfwsz69deb7b9003e1 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qfwsz69deb7b9003e1 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qfwsz69deb7b9003e1 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qfwsz69deb7b9003e1 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qfwsz69deb7b9003e1 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, os prefeitos sustentam que os prazos e condi\u00e7\u00f5es previstos na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 11\/2016 para envio do Relat\u00f3rio de Gest\u00e3o Fiscal (RGF) n\u00e3o podem ser fixados por mera Resolu\u00e7\u00e3o do TCE, e que o tribunal n\u00e3o poderia, diretamente, instaurar procedimento de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial no \u00e2mbito de sua compet\u00eancia, sob pena de violar o artigo 53, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Estadual. Defendem que tais prazos devem ser previsto em lei, a qual inexiste no ordenamento estadual e n\u00e3o poderia ser suprida por mera Resolu\u00e7\u00e3o da Corte de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o presidente do TCE\/RN defendeu que os dispositivos questionados representam norma secund\u00e1ria, que n\u00e3o inovam na legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente, mas apenas regulamentam a Lei Complementar n\u00ba 101\/2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao m\u00e9rito, defende a constitucionalidade plena de todas as normas questionadas, sob a premissa da autonomia constitucional da Corte de Contas em rela\u00e7\u00e3o ao controle externo, prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal sob o prisma da chamada \u201cTeoria dos Poderes Impl\u00edcitos\u201d, ou seja, a \u201catribui\u00e7\u00e3o constitucional de um poder a um determinado \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 acompanhada, automaticamente, da possibilidade do uso dos meios e instrumentos conducentes ao seu exerc\u00edcio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacou ainda que o \u201cTCE\/RN n\u00e3o executa judicialmente os cr\u00e9ditos decorrentes de multa ou ressarcimento. Quando exaurida a possibilidade de cobran\u00e7a administrativa, todos os feitos s\u00e3o encaminhamentos para a Procuradoria Geral do Estado (no caso de multas e ressarcimento ao er\u00e1rio estadual) ou \u00e0s Procuradorias Municipais (em se tratando de ressarcimento ao er\u00e1rio municipal)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0808846-43.2020.8.20.0000)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pleno do Tribunal de Justi\u00e7a do RN deu continuidade na sess\u00e3o desta quarta-feira (22\/9) \u00e0 an\u00e1lise de uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade ajuizada por 49 prefeitos de munic\u00edpios potiguares contra dispositivos da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 11\/2016, do Tribunal de Contas do Estado. 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