{"id":21609,"date":"2021-09-15T14:39:00","date_gmt":"2021-09-15T17:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=21609"},"modified":"2021-09-15T13:29:06","modified_gmt":"2021-09-15T16:29:06","slug":"taxas-cobradas-pela-construtora-mrv-sao-alvo-de-nova-decisao-no-tjrn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/09\/15\/taxas-cobradas-pela-construtora-mrv-sao-alvo-de-nova-decisao-no-tjrn\/","title":{"rendered":"Taxas cobradas pela construtora MRV s\u00e3o alvo de nova decis\u00e3o no TJRN"},"content":{"rendered":"\n<p>A 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN anulou uma senten\u00e7a que havia extinguido uma A\u00e7\u00e3o Revisional de Contrato cumulada com Indeniza\u00e7\u00e3o por Danos Materiais e Morais movida contra a MRV Engenharia e Participa\u00e7\u00f5es e julgou parcialmente procedentes os pedidos feitos pelos autores. A empresa foi condenada a devolu\u00e7\u00e3o do valor de R$ 4.239 pago pelos compradores a t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem, montante que dever\u00e1 ser atualizado com juros e corre\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m foi admitida a incid\u00eancia de cl\u00e1usula contratual que prev\u00ea multa em caso de inadimplemento\/mora no contrato, em favor dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TJRN-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-615\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TJRN-6.jpg 750w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/TJRN-6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a empresa, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e os compradores por um suposto atraso na entrega de um im\u00f3vel, levou o julgamento em primeira inst\u00e2ncia a entender pela inexist\u00eancia de interesse processual dos autores, por car\u00eancia superveniente da a\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o TAC gerou o repasse de pouco mais de R$ 10 mil para as partes. Contudo, a Apela\u00e7\u00e3o pleiteou o reconhecimento dos demais pedidos, que n\u00e3o teriam sido apreciados em primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso de Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel, os autores alegaram que n\u00e3o haveria \u201caus\u00eancia de interesse processual\u201d, pois o objeto do Termo de Ajustamento de Conduta celebrado entre as partes n\u00e3o abrangeu todos os pedidos da a\u00e7\u00e3o original, tendo se restringido ao pagamento de aluguel e juros de obra, diante do aguardo pela entrega do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voto<\/strong><\/p><div class=\"mnlgy69e38d2586e40\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.mnlgy69e38d2586e40 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.mnlgy69e38d2586e40 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.mnlgy69e38d2586e40 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.mnlgy69e38d2586e40 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.mnlgy69e38d2586e40 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.mnlgy69e38d2586e40 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"qcacq69e38d2586e2d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qcacq69e38d2586e2d {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qcacq69e38d2586e2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qcacq69e38d2586e2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qcacq69e38d2586e2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qcacq69e38d2586e2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qcacq69e38d2586e2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>\u201cDa simples leitura dos trechos do Acordo e do Pedido, percebe-se que assiste raz\u00e3o aos apelantes quando afirmam que o Termo de Ajustamento de Conduta fixou obriga\u00e7\u00f5es aqu\u00e9m do objeto da A\u00e7\u00e3o Revisional de Contrato, e do pedido formulado na exordial\u201d, destaca o voto do relator, desembargador Claudio Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o da 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, os autores pleitearam a nulidade da cl\u00e1usula contratual 4.2, que exonera a empresa de responsabilidade pela mora, a restitui\u00e7\u00e3o da taxa de corretagem e indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, quest\u00f5es que n\u00e3o foram objeto do Termo de Ajustamento de Conduta e que, por conseguinte, deveriam ter sido analisadas na senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores tamb\u00e9m destacaram, ao citarem a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, seguida pela pr\u00f3pria Corte potiguar, que o valor cobrado dos autores\/apelantes a t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem \u00e9 abusivo, pois contraria o dever de informa\u00e7\u00e3o adequada e clara ao consumidor quanto aos servi\u00e7os contratados e pre\u00e7os cobrados, sendo devida a sua devolu\u00e7\u00e3o pela construtora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 0803567-73.2012.8.20.0124)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN anulou uma senten\u00e7a que havia extinguido uma A\u00e7\u00e3o Revisional de Contrato cumulada com Indeniza\u00e7\u00e3o por Danos Materiais e Morais movida contra a MRV Engenharia e Participa\u00e7\u00f5es e julgou parcialmente procedentes os pedidos feitos pelos autores. 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