{"id":21239,"date":"2021-08-30T10:43:36","date_gmt":"2021-08-30T13:43:36","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=21239"},"modified":"2021-08-30T10:43:36","modified_gmt":"2021-08-30T13:43:36","slug":"juri-condena-italiano-a-18-anos-de-prisao-por-homicidio-de-compatriota-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/08\/30\/juri-condena-italiano-a-18-anos-de-prisao-por-homicidio-de-compatriota-em-natal\/","title":{"rendered":"J\u00fari condena italiano a 18 anos de pris\u00e3o por homic\u00eddio de compatriota em Natal"},"content":{"rendered":"\n<p>Sess\u00e3o do Tribunal do J\u00fari realizado pela 2\u00aa Vara Criminal de Natal condenou o italiano Pietro Ladogana a 18 anos de reclus\u00e3o pelo homic\u00eddio do tamb\u00e9m italiano Enzo Albanese, ocorrido em Natal, em 2 de maio de 2014. O j\u00fari julgou o acusado culpado pela pr\u00e1tica do crime de homic\u00eddio doloso qualificado pela utiliza\u00e7\u00e3o de recurso que impossibilitou a defesa da v\u00edtima. A sess\u00e3o foi presidida pelo juiz Jos\u00e9 Armando Ponte J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"620\" height=\"411\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/juri-popular-advogados-criminais.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1196\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/juri-popular-advogados-criminais.jpg 620w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/juri-popular-advogados-criminais-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, o r\u00e9u Pietro Ladogana comandaria um esquema de fraudes imobili\u00e1rias perpetradas no litoral norte do Rio Grande do Norte, contando, para tanto, com o apoio de um policial militar, tamb\u00e9m r\u00e9u no processo e ainda n\u00e3o julgado, a quem caberia a fun\u00e7\u00e3o de seu guarda-costas, atuando na intimida\u00e7\u00e3o daqueles prejudicados pelos golpes, atrav\u00e9s dos quais os acusados teriam constitu\u00eddo significativo patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a den\u00fancia, a v\u00edtima Enzo Albanese atuava no ramo imobili\u00e1rio como representante dos s\u00f3cios residentes na It\u00e1lia em tr\u00eas empresas administradas por Pietro. Em raz\u00e3o disso, Enzo Albanese teria descoberto o mencionado esquema fraudulento e levado tal fato ao conhecimento n\u00e3o s\u00f3 das v\u00edtimas por ele representadas, como tamb\u00e9m \u00e0s autoridades italianas, o que teria causado insatisfa\u00e7\u00e3o aos acusados e motivado a premedita\u00e7\u00e3o de sua morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na noite do dia 2 de maio de 2014, a mando do r\u00e9u Pietro Ladogana, o policial militar, em companhia de terceiros ainda n\u00e3o identificados, teriam seguido a v\u00edtima at\u00e9 a sua resid\u00eancia, no bairro de Capim Macio, em dois ve\u00edculos, momento em que, ap\u00f3s o aval dos ocupantes do ve\u00edculo Gol, uma pessoa usando um capacete de cor preta teria descido do ve\u00edculo Corolla e efetuado disparos de arma de fogo contra Enzo Albanese, que veio a \u00f3bito no local.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p><div class=\"jghun69ea7ab68ac40\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jghun69ea7ab68ac40 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jghun69ea7ab68ac40 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.jghun69ea7ab68ac40 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.jghun69ea7ab68ac40 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.jghun69ea7ab68ac40 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.jghun69ea7ab68ac40 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"rayzv69ea7ab68ac2d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rayzv69ea7ab68ac2d {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rayzv69ea7ab68ac2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rayzv69ea7ab68ac2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rayzv69ea7ab68ac2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rayzv69ea7ab68ac2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rayzv69ea7ab68ac2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o veredito do Conselho Senten\u00e7a, o juiz Jos\u00e9 Armando Ponte anotou em sua senten\u00e7a, ao realizar a dosimetria da pena, que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 culpabilidade do r\u00e9u, \u201ca partir do que foi decidido pelo Conselho de Senten\u00e7a, me soa intensa e altamente reprov\u00e1vel, na medida que friamente premeditou e planejou o delito em m\u00ednimos detalhes e com razo\u00e1vel anteced\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m destacou que as circunst\u00e2ncias se apresentam inteiramente desfavor\u00e1veis ao acusado, \u201cna medida que, conquanto bem acolhido neste pa\u00eds, aproveitou-se da hospitalidade de seu povo para perturbar a ordem p\u00fablica e a paz social mediante ousado cometimento de crime de extrema gravidade, de maneira afrontosa e em total desconsidera\u00e7\u00e3o para com as leis da nossa Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado negou a prerrogativa do r\u00e9u de recorrer em liberdade, mantendo a sua pris\u00e3o preventiva, \u201csendo imprescind\u00edvel o encarceramento cautelar do r\u00e9u para assegurar a ordem p\u00fablica e garantir a aplica\u00e7\u00e3o da lei penal, raz\u00f5es essas que ganham significativo refor\u00e7o com a presente condena\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador tamb\u00e9m decidiu que, ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado (quando n\u00e3o h\u00e1 mais possibilidade de recurso), a condena\u00e7\u00e3o seja comunicada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, para os fins que entender cab\u00edveis, notadamente no que se refere a eventual expuls\u00e3o do r\u00e9u estrangeiro do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0101035-74.2014.8.20.0003)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sess\u00e3o do Tribunal do J\u00fari realizado pela 2\u00aa Vara Criminal de Natal condenou o italiano Pietro Ladogana a 18 anos de reclus\u00e3o pelo homic\u00eddio do tamb\u00e9m italiano Enzo Albanese, ocorrido em Natal, em 2 de maio de 2014. 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