{"id":20345,"date":"2021-07-26T09:24:51","date_gmt":"2021-07-26T12:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=20345"},"modified":"2021-07-26T07:28:11","modified_gmt":"2021-07-26T10:28:11","slug":"tangara-cessao-de-bem-publico-a-particulares-gera-condenacao-por-improbidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/07\/26\/tangara-cessao-de-bem-publico-a-particulares-gera-condenacao-por-improbidade\/","title":{"rendered":"Tangar\u00e1: cess\u00e3o de bem p\u00fablico a particulares gera condena\u00e7\u00e3o por improbidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-4-1024x678.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7407\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-4.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-4-300x199.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-4-768x509.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um ex-prefeito e um ex-vereador do Munic\u00edpio de Tangar\u00e1 foram condenados pela pr\u00e1tica de Ato de Improbidade Administrativa por terem autorizado verbalmente que particulares usassem privativamente o bem p\u00fablico onde deveria funcionar a Casa de Cultura da cidade, fato configurado como improbidade administrativa. A senten\u00e7a \u00e9 do Grupo de Apoio \u00e0s Metas do CNJ, iniciativa do Tribunal de Justi\u00e7a do RN, ao julgar A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a aplicou, aos r\u00e9us, multa civil no valor correspondente a uma vez a remunera\u00e7\u00e3o percebida na \u00e9poca dos fatos, devidamente corrigida monetariamente e com juros, a qual dever\u00e1 ser revertida em favor dos cofres do munic\u00edpio de Tangar\u00e1.<br><br>O Minist\u00e9rio P\u00fablico narrou na a\u00e7\u00e3o que os acusados exerceram a fun\u00e7\u00e3o de Prefeito e vereador do Munic\u00edpio de Tangar\u00e1 no per\u00edodo entre 2005 e 2012 e contribu\u00edram para que tr\u00eas particulares utilizassem privativamente de bem p\u00fablico pertencente ao Estado do Rio Grande do Norte sem a observ\u00e2ncia dos ditames legais.<br><br>Alegou que a Prefeitura de Tangar\u00e1 doou, no ano de 2006, ao Estado do Rio Grande do Norte um terreno, medindo 660,94 metros quadrados, localizado na rua Sebasti\u00e3o Ferreira Lima, s\/n, Centro, objetivando a constru\u00e7\u00e3o da Casa da Cultura de Tangar\u00e1, ato formalmente realizado pela Lei Municipal n\u00ba 428\/2006.<br><br>Segundo o MP, a doa\u00e7\u00e3o condicionava o Estado do RN a construir no terreno a Casa da Cultura, cujas obras foram iniciadas por meio da Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Augusto, suspendendo-as posteriormente. Ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o e antes da revoga\u00e7\u00e3o da cess\u00e3o, tr\u00eas senhores solicitaram verbalmente o uso privativo do bem p\u00fablico onde deveria funcionar a Casa da Cultura para fins particulares.<br><br>Ventilou que dois dos homens solicitaram diretamente ao ex-vereador, r\u00e9u da a\u00e7\u00e3o judicial, que<br>permitisse que eles edificassem no espa\u00e7o do terreno onde funcionaria a Casa da Cultura, sendo-lhes afirmado pelo ex-parlamentar que o primeiro r\u00e9u, na condi\u00e7\u00e3o de Prefeito, autorizara as edifica\u00e7\u00f5es.<\/p><div class=\"wqiyp69ea2e216ccec\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.wqiyp69ea2e216ccec {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.wqiyp69ea2e216ccec {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.wqiyp69ea2e216ccec {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.wqiyp69ea2e216ccec {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.wqiyp69ea2e216ccec {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.wqiyp69ea2e216ccec {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"qkyqi69ea2e216cccf\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qkyqi69ea2e216cccf {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qkyqi69ea2e216cccf {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qkyqi69ea2e216cccf {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qkyqi69ea2e216cccf {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qkyqi69ea2e216cccf {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qkyqi69ea2e216cccf {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o<\/strong><br><br>Na an\u00e1lise do caso, ficou provado que os acusados, valendo-se do cargo que p\u00fablico que ocupavam, transacionaram informalmente com particulares para que estes fizessem uso privativo de bem p\u00fablico, qual seja, o terreno onde deveria ter sido constru\u00edda a Casa da Cultura. O Grupo baseou tamb\u00e9m seu entendimento no Parecer elaborado pela Coordena\u00e7\u00e3o de Obras da Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Augusto, onde o engenheiro relata que dois senhores lhe informaram que as constru\u00e7\u00f5es foram autorizadas pelo prefeito, al\u00e9m dos depoimentos das testemunhas em ju\u00edzo que corroboram tal fato.<br><br>O Grupo considerou que os depoimentos anexados aos autos, em confronto com a prova documental tamb\u00e9m anexada ao processo pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, comprovam que o ex-vereador autorizou que dois particulares ocupassem e utilizassem privativamente bem p\u00fablico (o terreno onde deveria ter sido constru\u00edda a Casa da Cultura), enquanto o ex-prefeito permitiu outras pessoas fazerem uso de parte de tal im\u00f3vel para constru\u00edrem pontos comerciais (\u201clojinhas\u201d).<br><br>E assim concluiu a senten\u00e7a: \u201cNesta senda, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que as autoriza\u00e7\u00f5es de uso de bem p\u00fablico ora apuradas foram il\u00edcitas. (\u2026) Ademais, a forma utilizada para as autoriza\u00e7\u00f5es foi totalmente il\u00edcita, vez que despida de qualquer formalidade. Nesta senda, n\u00e3o restam d\u00favidas de que os atos praticados pelos requeridos n\u00e3o produziram nenhum efeito jur\u00eddico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0100874-91.2016.8.20.0133)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ex-prefeito e um ex-vereador do Munic\u00edpio de Tangar\u00e1 foram condenados pela pr\u00e1tica de Ato de Improbidade Administrativa por terem autorizado verbalmente que particulares usassem privativamente o bem p\u00fablico onde deveria funcionar a Casa de Cultura da cidade, fato configurado como improbidade administrativa. A senten\u00e7a \u00e9 do Grupo de Apoio \u00e0s Metas do CNJ, iniciativa<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/07\/26\/tangara-cessao-de-bem-publico-a-particulares-gera-condenacao-por-improbidade\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":7626,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20345"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20345"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20346,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20345\/revisions\/20346"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7626"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}