{"id":20065,"date":"2021-07-12T18:07:41","date_gmt":"2021-07-12T21:07:41","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=20065"},"modified":"2021-07-12T15:56:23","modified_gmt":"2021-07-12T18:56:23","slug":"mantida-justa-causa-de-mulher-que-foi-a-festa-durante-atestado-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/07\/12\/mantida-justa-causa-de-mulher-que-foi-a-festa-durante-atestado-medico\/","title":{"rendered":"Mantida justa causa de mulher que foi a festa durante atestado m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s ter comparecido a uma festa durante per\u00edodo de afastamento justificado por atestado m\u00e9dico, funcion\u00e1ria de uma funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica foi despedida por justa causa. A rescis\u00e3o tamb\u00e9m foi motivada por uma s\u00e9rie de atrasos e faltas injustificadas ao servi\u00e7o praticadas ao longo do contrato. A decis\u00e3o foi da 1\u00aa turma do TRT da 4\u00aa regi\u00e3o, que confirmou a senten\u00e7a de 1\u00ba grau, por entender que a puni\u00e7\u00e3o aplicada \u00e0 autora se deu de forma adequada, em face do comportamento desidioso e \u00edmprobo da empregada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/img2.migalhas.com.br\/_MEDPROC_\/https__img.migalhas.com.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2021__SL__07__SL__12__SL__5085492b-4455-4931-91d1-8420dccf12f8.jpg._PROC_CP75.jpg\" alt=\"(Imagem: Getty Images)\" title=\"(Imagem: Getty Images)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Colegiado entendeu que a puni\u00e7\u00e3o aplicada \u00e0 autora se deu de forma adequada, uma vez que houve comportamento desidioso e \u00edmprobo da empregada.(Imagem: Getty Images)<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme consta no processo,&nbsp;a funcion\u00e1ria apresentou um atestado m\u00e9dico \u00e0 empregadora&nbsp;para justificar o afastamento do trabalho no per\u00edodo de 5 a 10 de junho de 2019, em virtude de uma cervicalgia (dor no pesco\u00e7o). Entretanto, no dia 7 de junho ela postou uma foto em sua rede social, indicando que nesta data estava em uma casa noturna, comemorando o anivers\u00e1rio da sua cunhada. A circunst\u00e2ncia foi admitida pela empregada no processo administrativo disciplinar. Em seu depoimento no PAD, ela disse que na ocasi\u00e3o tinha tomado rem\u00e9dio para dor.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese da trabalhadora, apresentada na peti\u00e7\u00e3o inicial, \u00e9 no sentido de que ela estaria sendo v\u00edtima de uma persegui\u00e7\u00e3o por parte da institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica empregadora, por ter ingressado com a\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a autora alegou que o processo administrativo disciplinar que culminou na sua despedida foi instaurado no dia posterior ao da audi\u00eancia inicial do processo judicial, o que comprova o \u00e2nimo de retalia\u00e7\u00e3o da reclamada. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s aus\u00eancias ao trabalho, ela refere ter uma filha crian\u00e7a e que, por isso, muitas vezes era obrigada a se ausentar ou chegar atrasada, sofrendo o desconto salarial respectivo.<\/p>\n\n\n\n<p>As argumenta\u00e7\u00f5es da empregada n\u00e3o prosperaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso em primeira inst\u00e2ncia, &nbsp;ju\u00edza do Trabalho Bernarda N\u00fabia Toldo observou que no ano de 2019 a autora tinha v\u00e1rias faltas ao trabalho, muitas delas abonadas por atestados m\u00e9dicos e outras sem justificativa, tendo inclusive&nbsp; recebido advert\u00eancia formal por este motivo.<\/p><div class=\"ynmms69e9e38a50634\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ynmms69e9e38a50634 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ynmms69e9e38a50634 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ynmms69e9e38a50634 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ynmms69e9e38a50634 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ynmms69e9e38a50634 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ynmms69e9e38a50634 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"eodoc69e9e38a5061a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.eodoc69e9e38a5061a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.eodoc69e9e38a5061a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.eodoc69e9e38a5061a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.eodoc69e9e38a5061a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.eodoc69e9e38a5061a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.eodoc69e9e38a5061a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><em>&#8220;\u00c9 ineg\u00e1vel o comportamento inadequado da autora, que mesmo afastada&nbsp; em face de atestado m\u00e9dico, estava exercendo atividades totalmente incompat\u00edveis&nbsp; com o problema de sa\u00fade apresentado e registrado no atestado m\u00e9dico&#8221;<\/em>, salientou a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a magistrada, a conduta da empregada configura ato de improbidade, nos termos do artigo 482, &#8220;a&#8221;, da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del5452.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CLT<\/a>, por ser moral e juridicamente inaceit\u00e1vel, e permite a aplica\u00e7\u00e3o da penalidade da justa causa, ainda que sem grada\u00e7\u00e3o da pena, em face da impossibilidade de continua\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo. A ju\u00edza manifestou, por fim, que<em>&nbsp;&#8220;embora a autora tenha referido que o processo administrativo disciplinar foi um ato de persegui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o logrou demonstrar tal circunst\u00e2ncia&#8221;<\/em>, afirma a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no recurso, a relatora do caso, desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, ponderou que&nbsp;<em>&#8220;em que pese a argumenta\u00e7\u00e3o da reclamante, no sentido de que o processo administrativo disciplinar seria apenas uma repres\u00e1lia da reclamada, em face do ajuizamento de reclamat\u00f3ria trabalhista pela autora, observo que desde 01\/2017 a autora vem cometendo faltas injustificadas, atrasando-se no in\u00edcio da jornada e saindo antecipadamente, descumprindo a jornada contratada&#8221;<\/em>, o que configura comportamento negligente, previsto na al\u00ednea &#8220;e&#8221; do artigo 482 da CLT.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a relatora entendeu que a funcion\u00e1ria cometeu ato de improbidade, relativo ao epis\u00f3dio envolvendo o atestado m\u00e9dico, com a consequente quebra da confian\u00e7a e da boa-f\u00e9 contratual, que resultaram na aplica\u00e7\u00e3o da penalidade de despedida por justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o colegiado entendeu pela manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que indeferiu o pedido de afastamento da despedida motivada e de reintegra\u00e7\u00e3o ao emprego. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime no colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal n\u00e3o divulgou o n\u00famero do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es: TRT 4\u00aa regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ter comparecido a uma festa durante per\u00edodo de afastamento justificado por atestado m\u00e9dico, funcion\u00e1ria de uma funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica foi despedida por justa causa. A rescis\u00e3o tamb\u00e9m foi motivada por uma s\u00e9rie de atrasos e faltas injustificadas ao servi\u00e7o praticadas ao longo do contrato. 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