{"id":19268,"date":"2021-06-07T16:07:56","date_gmt":"2021-06-07T19:07:56","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=19268"},"modified":"2021-06-07T13:31:10","modified_gmt":"2021-06-07T16:31:10","slug":"empregado-que-fez-live-na-internet-falando-mal-de-empresa-e-condenado-a-indeniza-la-em-r-10-mil-por-danos-morais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/06\/07\/empregado-que-fez-live-na-internet-falando-mal-de-empresa-e-condenado-a-indeniza-la-em-r-10-mil-por-danos-morais\/","title":{"rendered":"Empregado que fez live na internet falando mal de empresa \u00e9 condenado a indeniz\u00e1-la em R$ 10 mil por danos morais"},"content":{"rendered":"\n<p>Um empregado que fez uma live no Facebook contra a empresa em que ele trabalhava foi condenado por danos morais, em&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/go\/goias\/cidade\/rio-verde\/\">Rio Verde<\/a>, no sudoeste goiano. O Tribunal Regional do Trabalho determinou que o ex-empregado pague uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10 mil para a multinacional do ramo aliment\u00edcio &#8211; BRF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/facebook-iStock1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1514\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/facebook-iStock1.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/facebook-iStock1-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/facebook-iStock1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ilustrativa <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A advogada do trabalhador, Polliana Moises dos Santos Seabra, informou ao&nbsp;<strong>G1&nbsp;<\/strong>que vai recorrer da decis\u00e3o e espera que a liberdade de express\u00e3o como um direito fundamental, seja respeitada pelo Judici\u00e1rio&nbsp;<em>(veja nota na integra ao final)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Consta nos autos que o trabalhador prestava servi\u00e7os para a BRF da cidade e havia feito uma transmiss\u00e3o na internet difamando a empresa, logo ap\u00f3s ser diagnosticado com Covid-19 e afastado por atestado m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cSacanagem, pilantragem dessa empresa vagabunda da qual fa\u00e7o parte. M\u00e9dicos vagabundos e corruptos. Enquanto eu n\u00e3o estiver bem de sa\u00fade eu n\u00e3o piso em perdig\u00e3o\u201d, disse em parte do v\u00eddeo.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em outro trecho da live, o trabalhador contestou a seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de contamina\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cSomos contaminados pelas m\u00e1scaras que s\u00e3o usadas repetidamente. At\u00e9 certos cachorros est\u00e3o sendo cuidados melhor de que n\u00f3s por essa empresa, n\u00f3s temos sido tratados como lixo\u201d, disse.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2>Processo<\/h2>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, a ju\u00edza Valeria Cristina de Sousa Silva Elias Ramos, da 3\u00aa Vara do Trabalho de Rio Verde, negou a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, pedida pela empresa. A magistrada determinou apenas a retirada do v\u00eddeo do ar e estabeleceu multa de R$ 1 mil, caso n\u00e3o obedecesse. Ap\u00f3s esta decis\u00e3o, o trabalhador tirou a live do ar.<\/p><div class=\"lodpt69e7b381d8cb9\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.lodpt69e7b381d8cb9 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.lodpt69e7b381d8cb9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.lodpt69e7b381d8cb9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.lodpt69e7b381d8cb9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.lodpt69e7b381d8cb9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.lodpt69e7b381d8cb9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ouzvq69e7b381d8c9b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ouzvq69e7b381d8c9b {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ouzvq69e7b381d8c9b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ouzvq69e7b381d8c9b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ouzvq69e7b381d8c9b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ouzvq69e7b381d8c9b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ouzvq69e7b381d8c9b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Segundo o advogado da empresa Rafael Lara Martins, o v\u00eddeo j\u00e1 tinha sido assistido mais de 10 mil vezes, al\u00e9m dos poss\u00edveis compartilhamentos em m\u00eddias digitais, como aplicativos de mensagens, onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mensurar o alcance, e, por isso, recorreu da decis\u00e3o ao tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 1\u00aa de maio, o desembargador Wellington Peixoto destacou que &#8220;a informa\u00e7\u00e3o falsa e caluniosa do dito colaborador da reclamada viralizou em pouqu\u00edssimo tempo.&#8221; Portanto, segundo ele, ficou comprovado o ato lesivo praticado pelo empregado, ofendendo a imagem da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o, o trabalhador ainda dever\u00e1 pagar os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia ao advogado da empresa.<\/p>\n\n\n\n<h4><em>Nota na \u00edntegra defesa do trabalhador<\/em><\/h4>\n\n\n\n<p><em>A advogada de Lu\u00eds Antonio Montelo, Polliana Seabra, vem a p\u00fablico manifestar posicionamento em decorr\u00eancia da decis\u00e3o judicial que o condenou em danos morais pela den\u00fancia em suas redes sociais acerca do desrespeito \u00e0s normas de sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho na empresa em que trabalhou, a BRF.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>No estado democr\u00e1tico de direito, a liberdade de express\u00e3o e o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, previstos no art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, consistem em garantia fundamental que merece a devida defesa das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, exigindo, dentre outros mecanismos de prote\u00e7\u00e3o, o respeito a tais liberdades do indiv\u00edduo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Nesse sentido, a defesa do trabalhador comunica que ir\u00e1 recorrer da decis\u00e3o e espera que a liberdade de express\u00e3o como um direito fundamental, seja respeitado pelo Judici\u00e1rio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um empregado que fez uma live no Facebook contra a empresa em que ele trabalhava foi condenado por danos morais, em&nbsp;Rio Verde, no sudoeste goiano. O Tribunal Regional do Trabalho determinou que o ex-empregado pague uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10 mil para a multinacional do ramo aliment\u00edcio &#8211; BRF. 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