{"id":18603,"date":"2021-05-05T15:43:51","date_gmt":"2021-05-05T18:43:51","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=18603"},"modified":"2021-05-05T15:01:51","modified_gmt":"2021-05-05T18:01:51","slug":"ex-marido-que-mora-com-a-filha-nao-precisa-pagar-aluguel-a-ex-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/05\/05\/ex-marido-que-mora-com-a-filha-nao-precisa-pagar-aluguel-a-ex-mulher\/","title":{"rendered":"Ex-marido que mora com a filha n\u00e3o precisa pagar aluguel \u00e0 ex-mulher"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel cobrar aluguel do ex-c\u00f4njuge que mora em im\u00f3vel comprado durante o casamento, e submetido \u00e0 partilha no div\u00f3rcio, com um ou mais filhos do ex-casal. Assim entendeu a 5\u00aa&nbsp;Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que&nbsp;rejeitou o recurso de uma mulher&nbsp;que buscava o arbitramento de alugu\u00e9is contra o ex-marido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/divorcio-180220131.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption>A 5\u00aa Turma do STJ entendeu que a ex-mulher n\u00e3o tinha direito a receber aluguel<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para o colegiado, que manteve ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJ-DF), o fato de o im\u00f3vel servir de moradia tamb\u00e9m para uma filha dos dois, al\u00e9m de impedir a tese de uso exclusivo do patrim\u00f4nio comum por um dos ex-c\u00f4njuges \u2014 o que justificaria os alugu\u00e9is em favor da parte que n\u00e3o usa o bem \u2014, tem o potencial para converter a indeniza\u00e7\u00e3o proporcional pelo uso exclusivo em parcela&nbsp;<em>in natura<\/em>&nbsp;da presta\u00e7\u00e3o de alimentos, sob a forma de habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o que deu origem ao recurso, a autora alegou que foi casada com o r\u00e9u sob o regime de comunh\u00e3o parcial de bens. Na senten\u00e7a de div\u00f3rcio, foi decretada a partilha do im\u00f3vel, na propor\u00e7\u00e3o de 40% para ela e 60% para o ex-marido. Segundo a mulher, ap\u00f3s o div\u00f3rcio&nbsp;o ex-c\u00f4njuge continuou morando no im\u00f3vel, por isso&nbsp;ela defendeu que, enquanto n\u00e3o fosse vendida a casa, ele deveria lhe pagar valor equivalente a 40% do aluguel.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi julgado procedente em primeira inst\u00e2ncia, mas o TJ-DFT reformou a senten\u00e7a por entender que, como o ex-marido vive na casa com a filha, provendo-lhe integralmente o sustento, n\u00e3o h\u00e1 de se falar de enriquecimento il\u00edcito ou recebimento de frutos de im\u00f3vel comum, por se tratar de alimentos&nbsp;<em>in natura<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso especial apresentado ao STJ, a mulher alegou que a hip\u00f3tese da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz respeito \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o de alimentos, que j\u00e1 teriam sido estabelecidos em outro processo para a filha \u2014 agora maior de idade, segundo a m\u00e3e. Por deter 40% da propriedade do im\u00f3vel, e levando em conta que o bem \u00e9 indivis\u00edvel, ela considera que se&nbsp;caracterizaria como enriquecimento il\u00edcito o seu uso exclusivo sem o ressarcimento daquele que n\u00e3o usufrui do patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Custeio dos filhos<\/strong><br>Segundo o relator do recurso, ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, o uso exclusivo do im\u00f3vel por um dos ex-c\u00f4njuges autoriza que aquele que for privado de us\u00e1-lo reivindique, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o, a parcela proporcional de sua cota sobre a renda de um aluguel presumido, nos termos dos artigos 1.319 e 1.326 do C\u00f3digo Civil.<\/p><div class=\"odxwb69fc9cdc2de26\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.odxwb69fc9cdc2de26 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.odxwb69fc9cdc2de26 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.odxwb69fc9cdc2de26 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.odxwb69fc9cdc2de26 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.odxwb69fc9cdc2de26 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.odxwb69fc9cdc2de26 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"pywvm69fc9cdc2de08\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.pywvm69fc9cdc2de08 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.pywvm69fc9cdc2de08 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.pywvm69fc9cdc2de08 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.pywvm69fc9cdc2de08 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.pywvm69fc9cdc2de08 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.pywvm69fc9cdc2de08 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Por outro lado, o ministro lembrou que os genitores devem custear as despesas dos filhos menores com moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, entre outras, dever que n\u00e3o se desfaz com o t\u00e9rmino do v\u00ednculo conjugal ou da uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Salom\u00e3o, como previsto no artigo 1.701 do C\u00f3digo Civil, a pens\u00e3o aliment\u00edcia pode ter car\u00e1ter pecuni\u00e1rio ou corresponder a uma obriga\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>in natura<\/em>, hip\u00f3tese em que o devedor fornece os pr\u00f3prios bens necess\u00e1rios \u00e0 sobreviv\u00eancia do alimentando, tais como moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos autos, o relator entendeu que n\u00e3o ficou demonstrado o fato gerador do pedido indenizat\u00f3rio da ex-mulher \u2014 ou seja, o uso de im\u00f3vel comum em benef\u00edcio exclusivo do ex-marido \u2014, j\u00e1 que h\u00e1 proveito indireto da m\u00e3e, cuja filha tamb\u00e9m mora na resid\u00eancia. Pelos mesmos motivos, para o magistrado, n\u00e3o poderia ser reconhecida a ocorr\u00eancia de enriquecimento il\u00edcito por parte do ex-marido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 certo que a utiliza\u00e7\u00e3o do bem pela descendente dos copropriet\u00e1rios \u2014 titulares do poder familiar e, consequentemente, do dever de sustento \u2014 beneficia ambos, n\u00e3o se configurando, portanto, o fato gerador da obriga\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria fundada nos artigos 1.319 e 1.326 do C\u00f3digo Civil&#8221;, argumentou o ministro.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STJ.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>REsp 1.699.013<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conjur<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel cobrar aluguel do ex-c\u00f4njuge que mora em im\u00f3vel comprado durante o casamento, e submetido \u00e0 partilha no div\u00f3rcio, com um ou mais filhos do ex-casal. Assim entendeu a 5\u00aa&nbsp;Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que&nbsp;rejeitou o recurso de uma mulher&nbsp;que buscava o arbitramento de alugu\u00e9is contra o ex-marido. Para o colegiado, que<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/05\/05\/ex-marido-que-mora-com-a-filha-nao-precisa-pagar-aluguel-a-ex-mulher\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18603"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18603"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18603\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18604,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18603\/revisions\/18604"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18603"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18603"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18603"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}