{"id":18502,"date":"2021-04-30T14:03:30","date_gmt":"2021-04-30T17:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=18502"},"modified":"2021-04-30T14:03:30","modified_gmt":"2021-04-30T17:03:30","slug":"juiza-nega-revisao-de-contrato-devia-saber-sua-condicao-financeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/04\/30\/juiza-nega-revisao-de-contrato-devia-saber-sua-condicao-financeira\/","title":{"rendered":"Ju\u00edza nega revis\u00e3o de contrato: &#8220;devia saber sua condi\u00e7\u00e3o financeira&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>A ju\u00edza de Direito Cl\u00e1udia Guimar\u00e3es dos Santos, da 1\u00aa vara C\u00edvel de Osasco\/SP, negou pedido de cliente que buscava revis\u00e3o de contrato banc\u00e1rio. Segundo a magistrada, sabia o autor, ou deveria saber, de sua condi\u00e7\u00e3o financeira e se poderia pagar as presta\u00e7\u00f5es, que livremente assumiu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/img2.migalhas.uol.com.br\/_MEDPROC_\/https__img1.migalhas.uol.com.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2021__SL__04__SL__29__SL__d2c594fc-f8d2-4991-b01c-a5a8a4477a4c.jpg._PROC_CP75.jpg\" alt=\"(Imagem: Freepik)\" title=\"(Imagem: Freepik)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>(Imagem: Freepik)<\/p>\n\n\n\n<p>O autor ingressou com a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o de contrato em face do banco. O contrato em quest\u00e3o foi firmado entre as partes para que o autor obtivesse concess\u00e3o de cr\u00e9dito para o financiamento de um ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o impetrante, os juros e demais encargos foram aplicados de forma ilegal e abusiva, al\u00e9m de serem cobrados valores por servi\u00e7os que s\u00e3o prestados de forma gratuita e que nem mesmo foram efetuados. Aduziu, ainda, que houve imposi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de seguro, o que configura venda casada. Apontou a exist\u00eancia de saldo a ser-lhe reembolsado.<\/p>\n\n\n\n<p>O banco, em contrapartida, disse que n\u00e3o houve ocorr\u00eancia de qualquer ato il\u00edcito por parte da institui\u00e7\u00e3o, e que inexiste qualquer ilegalidade ou abusividade no contrato entabulado.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza do caso ponderou que as presta\u00e7\u00f5es mensais estipuladas no contrato eram de valor fixo e previamente conhecido pelo autor, o qual \u00e9 contabilista s\u00eanior e&nbsp;<em>&#8220;tinha capacidade de conhecer de como exatamente se comp\u00f4s tal parcela, a ela se obrigou, ciente de sua condi\u00e7\u00e3o financeira, sem reclamar ou pestanejar&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A compara\u00e7\u00e3o entre o valor original do empr\u00e9stimo e o valor final da soma das contrapresta\u00e7\u00f5es evidentemente n\u00e3o gera resultados pr\u00f3ximos, pois no exerc\u00edcio de sua atividade primordial, que \u00e9 emprestar dinheiro, n\u00e3o poderia o requerido faz\u00ea-lo de forma graciosa, sem acr\u00e9scimos. Observo que o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva \u00e9 via de m\u00e3o dupla aos contratantes, fornecedores e consumidores, detentores do poder econ\u00f4mico ou n\u00e3o, aplicando se indistintamente a qualquer pessoa capaz e que se proponha a assumir obriga\u00e7\u00f5es por meio de um contrato.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a magistrada, sabia o autor, ou deveria saber, de sua condi\u00e7\u00e3o financeira e se poderia pagar as presta\u00e7\u00f5es, que livremente assumiu.<\/p><div class=\"ocaih69f0c04fbd3f4\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ocaih69f0c04fbd3f4 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ocaih69f0c04fbd3f4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ocaih69f0c04fbd3f4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ocaih69f0c04fbd3f4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ocaih69f0c04fbd3f4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ocaih69f0c04fbd3f4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"pkguj69f0c04fbd3d3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.pkguj69f0c04fbd3d3 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.pkguj69f0c04fbd3d3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.pkguj69f0c04fbd3d3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.pkguj69f0c04fbd3d3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.pkguj69f0c04fbd3d3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.pkguj69f0c04fbd3d3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><em>&#8220;Para que d\u00favida n\u00e3o paire ao requerente, deve ser repisado que o valor do financiamento, ao final dos pagamentos, ser\u00e1 nominalmente muito superior ao valor do dinheiro emprestado, pela singela circunst\u00e2ncia de que n\u00e3o poderia esperar que o dinheiro lhe fosse disponibilizado graciosamente e livre de encargos.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a magistrada, no caso em tela n\u00e3o se pode falar em abusividade ou ilegalidade na taxa de juros utilizada pelo r\u00e9u (ao menos do ponto de vista jur\u00eddico), pois esta foi pr\u00e9-fixada, e comp\u00f4s desde o in\u00edcio as parcelas previamente conhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A abusividade dos juros remunerat\u00f3rios pode ser eventualmente reconhecida judicialmente quando fixados em patamar muito superior \u00e0 m\u00e9dia praticada no mercado para o tipo de opera\u00e7\u00e3o. E este n\u00e3o \u00e9 o caso dos autos.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza considerou, ainda, que n\u00e3o se verifica a cobran\u00e7a indevida de comiss\u00e3o de perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;\u00c9 de se mencionar, tamb\u00e9m, que a parte autora nada provou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas alega\u00e7\u00f5es, sequer demonstrando a aplica\u00e7\u00e3o de \u00edndices vari\u00e1veis e ilegais, cumula\u00e7\u00e3o indevida de comiss\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Suas afirma\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam de coloca\u00e7\u00f5es distanciadas de fatos afer\u00edveis.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, julgou os pedidos improcedentes.<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Processo:&nbsp;<a href=\"https:\/\/esaj.tjsp.jus.br\/cpopg\/show.do?processo.codigo=B9000DGCX0000&amp;processo.foro=405&amp;processo.numero=1009386-88.2020.8.26.0405&amp;uuidCaptcha=sajcaptcha_a1c7e8458a3b4f2fb9feb8f3e7f283ef\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">1009386-88.2020.8.26.0405<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Leia a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/arquivos\/2021\/4\/FAF3DDB33FD9CA_decisao-revisao-contrato-banca.pdf\" target=\"_blank\">decis\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Migalhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ju\u00edza de Direito Cl\u00e1udia Guimar\u00e3es dos Santos, da 1\u00aa vara C\u00edvel de Osasco\/SP, negou pedido de cliente que buscava revis\u00e3o de contrato banc\u00e1rio. 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(Imagem: Freepik) O autor ingressou com a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/04\/30\/juiza-nega-revisao-de-contrato-devia-saber-sua-condicao-financeira\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18502"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18502"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18502\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18503,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18502\/revisions\/18503"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}