{"id":18254,"date":"2021-04-21T07:32:39","date_gmt":"2021-04-21T10:32:39","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=18254"},"modified":"2021-04-20T22:39:00","modified_gmt":"2021-04-21T01:39:00","slug":"o-triste-fim-da-justica-do-trabalho-a-super-hipossuficiencia-e-a-lei-do-retorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/04\/21\/o-triste-fim-da-justica-do-trabalho-a-super-hipossuficiencia-e-a-lei-do-retorno\/","title":{"rendered":"O triste fim da Justi\u00e7a do Trabalho: a super-hipossufici\u00eancia e a lei do retorno"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Otavio Calvet, juiz do Trabalho<\/p>\n\n\n\n<p>Lendo o\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-abr-18\/veiga-pinheiro-stf-competencia-justica-trabalho#author\" target=\"_blank\">excelente artigo publicado neste domingo (18\/4)<\/a>\u00a0aqui na\u00a0<strong>Conjur<\/strong>\u00a0pelos advogados Maur\u00edcio de Figueiredo Corr\u00eaa da Veiga e Luciano Andrade Pinheiro, automaticamente me veio \u00e0 mente a obra de Lima Barreto\u00a0&#8220;O triste fim de Policarpo Quaresma&#8221;. Pode ser que a conex\u00e3o entre os textos n\u00e3o seja verdadeira, at\u00e9 porque n\u00e3o possuo capacidade para an\u00e1lises liter\u00e1rias, mas como a arte importa pelo que ela produz no destinat\u00e1rio, achei por bem expressar o que a reflex\u00e3o dos colegas me produziu.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" alt=\"\" height=\"330\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/caricatura-otavio-calvet2.jpeg\" width=\"220\">O STF, n\u00e3o \u00e9 de hoje, demonstra sua insatisfa\u00e7\u00e3o com os rumos da jurisprud\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho, sendo o principal fator de mudan\u00e7a na forma de se interpretar e aplicar o Direito do Trabalho, invocando valores que, entre n\u00f3s, n\u00e3o eram normalmente considerados, como a livre iniciativa e a liberdade econ\u00f4mica. Veja-se tudo o que foi produzido acerca da terceiriza\u00e7\u00e3o, o julgamento da legisla\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia do per\u00edodo da pandemia (que autorizou acordos individuais em redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e suspens\u00e3o dos contratos), a constitucionalidade do trabalho intelectual atrav\u00e9s de pessoa jur\u00eddica, a natureza civil\/comercial do v\u00ednculo de representantes comerciais e dos transportadores aut\u00f4nomos de carga.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a\u00ed, natural, quest\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o que, uma vez pacificada pelo STF, pode-se, no m\u00e1ximo, concordar ou discordar, mas nunca deixar de aplicar. A mim sempre causou preocupa\u00e7\u00e3o a tend\u00eancia de se desqualificar um trabalhador como tal, desfigurando-se a natureza da rela\u00e7\u00e3o de trabalhista para civil\/comercial, pois creio haver necessidade de uma tutela m\u00ednima protetiva para qualquer tipo de trabalhador, e&nbsp;n\u00e3o&nbsp;apenas para aquele que est\u00e1 inserido numa rela\u00e7\u00e3o de emprego celetista. Para n\u00e3o pairarem d\u00favidas, defendo a cria\u00e7\u00e3o de uma legisla\u00e7\u00e3o m\u00ednima protetiva para o ser humano trabalhador (que n\u00e3o seria a CLT), independentemente do tipo de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabelecida com o tomador dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed a minha preocupa\u00e7\u00e3o. Como bem analisado pelo texto acima mencionado, uma coisa \u00e9 o STF entender que uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o possui natureza empregat\u00edcia, mas civil ou comercial; outra coisa \u00e9 a quest\u00e3o envolvendo fraude aos preceitos trabalhistas, com alega\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia de v\u00ednculo de emprego. At\u00e9 algum tempo atr\u00e1s n\u00e3o havia maiores d\u00favidas sobre a compet\u00eancia para julgamento da alega\u00e7\u00e3o de fraude: como a pretens\u00e3o \u00e9 de reconhecimento de v\u00ednculo de emprego e a compet\u00eancia se fixa abstratamente pela causa de pedir e pelo pedido, a Justi\u00e7a do Trabalho seria a competente conforme artigo 114 da Constitui\u00e7\u00e3o. Se o que se pede \u00e9 um v\u00ednculo de emprego, a mat\u00e9ria \u00e9 estritamente oriunda das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, logo, nossa compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 algum tempo esse posicionamento vem sendo desconstru\u00eddo. Antes desta recente decis\u00e3o em Reclama\u00e7\u00e3o Constitucional (<a href=\"https:\/\/stf.jusbrasil.com.br\/jurisprudencia\/1183767518\/reclamacao-rcl-46356-rs\/inteiro-teor-1183767521\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sobre o transportador aut\u00f4nomo de carga<\/a>&nbsp;\u2014 Rcl 46356 RS), o STF j\u00e1 havia apontado a mesma solu\u00e7\u00e3o nas quest\u00f5es que envolviam o reconhecimento da sucess\u00e3o trabalhista em sede de recupera\u00e7\u00e3o judicial e nas alega\u00e7\u00f5es de desvirtuamento de contratos administrativos com a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos o pedido e a causa de pedir remetiam \u00e0 compet\u00eancia trabalhista, mas o Supremo fixou a compet\u00eancia inversa: primeiro h\u00e1 necessidade de se discutir na Justi\u00e7a comum se havia ou n\u00e3o a sucess\u00e3o trabalhista na recupera\u00e7\u00e3o judicial ou se o contrato administrativo seria v\u00e1lido para, somente em caso negativo, a quest\u00e3o chegar \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, a comunidade jur\u00eddica trabalhista j\u00e1 estranhava o fato, pois claramente havia uma invers\u00e3o de valores. Como um juiz comum, que n\u00e3o possui compet\u00eancia trabalhista, vai verificar se o caso cuida de fraude aos preceitos trabalhistas? O juiz comum analisar\u00e1 tais quest\u00f5es usando, por exemplo, o princ\u00edpio da primazia da realidade decorrente do princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o trabalhista?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 com surpresa, portanto, que recebo a not\u00edcia da decis\u00e3o liminar da ministra Carmem L\u00facia. Trata-se de uma continuidade de entendimento que esvazia a compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho. Agora, o que move minhas reflex\u00f5es \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o dessa tend\u00eancia que busca evitar \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho o poder de analisar se rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas classificadas como de natureza civil ou comercial s\u00e3o apenas simulacros de rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, ou melhor, de emprego e, nese caso, autorizar que o juiz do trabalho efetue o reconhecimento do v\u00ednculo com todos os direitos trabalhistas inerentes a tal condi\u00e7\u00e3o.<\/p><div class=\"zvqaq69d77a8daaa9f\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zvqaq69d77a8daaa9f {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zvqaq69d77a8daaa9f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zvqaq69d77a8daaa9f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zvqaq69d77a8daaa9f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zvqaq69d77a8daaa9f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zvqaq69d77a8daaa9f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"euuhm69d77a8daaa86\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.euuhm69d77a8daaa86 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.euuhm69d77a8daaa86 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.euuhm69d77a8daaa86 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.euuhm69d77a8daaa86 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.euuhm69d77a8daaa86 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.euuhm69d77a8daaa86 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>E aqui voltamos a um tema recorrente da atualidade: o voluntarismo das decis\u00f5es judiciais. Sim, respeito quem pensa o contr\u00e1rio, mas esse sinal invertido de compet\u00eancia somente se justifica a partir da constata\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 potencialmente uma enorme diferen\u00e7a de resultado em uma a\u00e7\u00e3o movida na Justi\u00e7a comum, em que a premissa ser\u00e1 o autor provar o alegado v\u00edcio no neg\u00f3cio jur\u00eddico estabelecido, e na Justi\u00e7a do Trabalho, onde a presun\u00e7\u00e3o ser\u00e1 favor\u00e1vel ao trabalhador, independentemente de quantos contratos, pactos, aditivos ou documentos tenham sido assinados.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 da \u00e1rea sabe: na Justi\u00e7a do Trabalho usualmente alega-se a hipossufici\u00eancia do trabalhador como atestado de incapacidade. Em um racioc\u00ednio simplista, transforma-se a fragilidade do empregado em um superpoder capaz de alterar a realidade retroativamente, alterando-se todas as bases do que restou aven\u00e7ado, sem se medir as consequ\u00eancias do ato.<\/p>\n\n\n\n<p>Um trabalhador que pactuou labor atrav\u00e9s de pessoa jur\u00eddica, com pagamento mensal obviamente mais elevado (e que recolheu Imposto de Renda em al\u00edquota inferior), num passe de m\u00e1gica (senten\u00e7a) consegue o melhor dos dois mundos: remunera\u00e7\u00e3o majorada com pouca tributa\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo em que trabalhou atrav\u00e9s da sua pessoa jur\u00eddica e, depois, o reconhecimento retroativo do v\u00ednculo de emprego com todos os direitos trabalhistas apurados sobre esse valor maior de remunera\u00e7\u00e3o. Um neg\u00f3cio milion\u00e1rio (literalmente).<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura da &#8220;super-hipossufici\u00eancia&#8221; forjada pela advocacia e inflamada pelos ju\u00edzes \u00e9 a grande respons\u00e1vel pela avers\u00e3o que existe \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho, ao medo de suas decis\u00f5es e ao seu cont\u00ednuo esvaziamento. E o estranho \u00e9 que parcela da magistratura parece n\u00e3o se importar, ou melhor, at\u00e9 se orgulhar. Algo como: se o mercado nos odeia \u00e9 porque estamos no caminho certo. Se o Supremo nos restringe, \u00e9 sinal que somos vanguarda e n\u00e3o podemos perder nossas ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Fa\u00e7amos tudo para evitar ou driblar as decis\u00f5es do STF. E volta e meia vamos escrever artigos criticando o mundo, os ju\u00edzes do capital, os vendidos e traidores da causa, vamos inundar os grupos de WhatsApp usando nossos teclados como artilharia, ao mesmo tempo em que desconstruirmos os inimigos da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a maioria parece n\u00e3o perceber \u00e9 a ilus\u00e3o que a defesa dessa &#8220;causa&#8221; por magistrados, al\u00e9m de indevida e inadequada, pois n\u00e3o cabe \u00e0 magistratura adotar postura ideologicamente a favor de nenhum dos jurisdicionados, realmente mudar\u00e1 o mundo do trabalho para melhor. N\u00e3o \u00e9 preciso fazer pesquisa cient\u00edfica para se observar que a cada ano a inadequa\u00e7\u00e3o da atual legisla\u00e7\u00e3o trabalhista produz um ambiente totalmente desfavor\u00e1vel ao ser humano trabalhador. Em quase 24 anos de magistratura trabalhista vejo o n\u00famero de trabalhadores formais reduzir paulatinamente, sendo j\u00e1 considerado por muitos ser um privil\u00e9gio estar com &#8220;carteira assinada&#8221;. S\u00f3 30% da popula\u00e7\u00e3o ativa se enquadra atualmente como empregado celetista.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal qual Policarpo Quaresma, a Justi\u00e7a do Trabalho muitas vezes protagoniza um patriotismo ing\u00eanuo, uma defesa cega de uma causa como se existisse apenas uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. E, assim como a personagem, j\u00e1 se encontra ridicularizada a ponto de se lhe retirar a compet\u00eancia mais \u00f3bvia: dizer se h\u00e1 ou n\u00e3o v\u00ednculo de emprego. Taxados de &#8220;loucos&#8221;, melhor afastar os ju\u00edzes do Trabalho, deixando-lhes cada vez com um papel menor dentro do cen\u00e1rio institucional, condenados a atuar dentro do pr\u00f3prio &#8220;sanat\u00f3rio&#8221; que eles criaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que parece, chegamos a um ponto em que nem adiantar\u00e1 querer aplicar o ordenamento jur\u00eddico de forma voluntarista, a favor ou contra os trabalhadores. O que nos resta \u00e9 o vazio. Talvez tenhamos esquecido que existe uma lei universal que princ\u00edpio nenhum consegue superar: a lei do retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Conjur<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Otavio Calvet, juiz do Trabalho Lendo o\u00a0excelente artigo publicado neste domingo (18\/4)\u00a0aqui na\u00a0Conjur\u00a0pelos advogados Maur\u00edcio de Figueiredo Corr\u00eaa da Veiga e Luciano Andrade Pinheiro, automaticamente me veio \u00e0 mente a obra de Lima Barreto\u00a0&#8220;O triste fim de Policarpo Quaresma&#8221;. 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