{"id":18248,"date":"2021-04-20T18:55:28","date_gmt":"2021-04-20T21:55:28","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=18248"},"modified":"2021-04-20T18:55:28","modified_gmt":"2021-04-20T21:55:28","slug":"banco-e-condenado-a-indenizar-cliente-vitima-de-golpe-do-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/04\/20\/banco-e-condenado-a-indenizar-cliente-vitima-de-golpe-do-whatsapp\/","title":{"rendered":"Banco \u00e9 condenado a indenizar cliente v\u00edtima de golpe do WhatsApp"},"content":{"rendered":"\n<p>O servi\u00e7o \u00e9 defeituoso quando n\u00e3o oferece a seguran\u00e7a que o consumidor dele pode esperar.&nbsp;Com esse entendimento, o juiz Guilherme Ferreira da Cruz, da 45\u00aa Vara C\u00edvel Central de S\u00e3o Paulo, condenou um banco a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 5 mil, a uma cliente que sofreu com o golpe da clonagem do WhatsApp. A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dever\u00e1 restituir o valor indevidamente retirado da conta da autora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/whatsapp15.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption><sup>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/sup>Banco \u00e9 condenado a indenizar cliente v\u00edtima de golpe do WhatsApp<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Consta nos autos que uma amiga da cliente&nbsp;teve seu WhatsApp clonado e um estelionat\u00e1rio, se passando pela amiga, pediu que a v\u00edtima depositasse aproximadamente R$ 3 mil em sua conta. Apenas tr\u00eas minutos ap\u00f3s o dep\u00f3sito, a cliente&nbsp;percebeu que se tratava de um golpe e entrou em contato com o banco pedindo o estorno do valor. Entretanto, o pedido foi negado, o que motivou o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o juiz, a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o financeira admitiu que se trata de um golpe comum. Ou seja, afirmou o magistrado, os consumidores possuem a leg\u00edtima expectativa de \u201cterem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o mecanismos aptos a agir eficazmente para impedir ou, no m\u00ednimo, minimizar as consequ\u00eancias lesivas dessa fraude j\u00e1 t\u00e3o conhecida do sistema financeiro nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz destacou a omiss\u00e3o do banco diante da pr\u00e1tica de uma fraude conhecida&nbsp;disse n\u00e3o ser&nbsp;razo\u00e1vel que uma institui\u00e7\u00e3o do porte da r\u00e9&nbsp;n\u00e3o consiga agir para atender uma reclama\u00e7\u00e3o feita tr\u00eas minutos ap\u00f3s o golpe. &#8220;Eis o ponto que, na esp\u00e9cie, caracteriza o servi\u00e7o defeituoso, a pouco importar a incontroversa a\u00e7\u00e3o de terceiros fraudadores, inserida dentro dos percal\u00e7os naturais da atua\u00e7\u00e3o do agente fornecedor&#8221;, disse.<\/p><div class=\"kizxz69e6c15209b8b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img 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dano moral deve ser entendido como sua mera viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Incide,&nbsp;<em>in casu<\/em>, a teoria do risco proveito, fundada na livre iniciativa, que relega ao empreendedor, de modo exclusivo, o \u00f4nus da atividade econ\u00f4mica lucrativa explorada no mercado, tanto \u00e9 que o eventual dever de indenizar surge independentemente da exist\u00eancia de culpa.&nbsp;\u00c9 dizer: se os lucros n\u00e3o s\u00e3o divididos com os consumidores, os riscos tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser&#8221;, completou Cruz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Processo\u00a01006245-69.2021.8.26.0100<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conjur<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O servi\u00e7o \u00e9 defeituoso quando n\u00e3o oferece a seguran\u00e7a que o consumidor dele pode esperar.&nbsp;Com esse entendimento, o juiz Guilherme Ferreira da Cruz, da 45\u00aa Vara C\u00edvel Central de S\u00e3o Paulo, condenou um banco a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 5 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