{"id":16868,"date":"2021-02-24T10:57:45","date_gmt":"2021-02-24T13:57:45","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=16868"},"modified":"2021-02-24T10:57:45","modified_gmt":"2021-02-24T13:57:45","slug":"mesmo-com-teste-de-dna-negativo-justica-decide-que-homem-e-pai-de-crianca-e-tera-que-pagar-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/02\/24\/mesmo-com-teste-de-dna-negativo-justica-decide-que-homem-e-pai-de-crianca-e-tera-que-pagar-pensao\/","title":{"rendered":"Mesmo com teste de DNA negativo, Justi\u00e7a decide que homem \u00e9 pai de crian\u00e7a e ter\u00e1 que pagar pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"338\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/pensao.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16869\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/pensao.jpeg 500w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/pensao-300x203.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A 4\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) decidiu que mesmo com o teste de DNA comprovando a aus\u00eancia de paternidade biol\u00f3gica, um homem que ajuizou uma a\u00e7\u00e3o negat\u00f3ria de paternidade continua sendo pai e, por isso, deve pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia. O processo tramita em segredo de Justi\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ter sido negado provimento \u00e0 a\u00e7\u00e3o em que solicitou a exclus\u00e3o de paternidade e exonera\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o, o homem entrou com uma apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel para que a senten\u00e7a fosse reformada. Ele alega que teve uma rela\u00e7\u00e3o com a mulher apenas durante duas semanas e que depois de um m\u00eas do t\u00e9rmino ficou ciente da gravidez. De acordo com ele, o registro da crian\u00e7a ocorreu tr\u00eas meses ap\u00f3s seu nascimento, em raz\u00e3o da press\u00e3o psicol\u00f3gica e amea\u00e7as que sofreu da m\u00e3e. Para ele h\u00e1 v\u00edcio de consentimento, n\u00e3o se aplicando a paternidade socioafetiva, que deveria ser de maneira volunt\u00e1ria e n\u00e3o for\u00e7ada.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, desembargador Alcides Leopoldo, cita o Recurso Especial n\u00ba 878.941, em que a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entende que \u201co reconhecimento de paternidade \u00e9 v\u00e1lido se reflete a exist\u00eancia duradoura do v\u00ednculo s\u00f3cioafetivo entre pais e filhos. A aus\u00eancia de v\u00ednculo biol\u00f3gico \u00e9 fato que por si s\u00f3 n\u00e3o revela a falsidade da declara\u00e7\u00e3o de vontade consubstanciada no ato do reconhecimento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo psicol\u00f3gico apontou que o homem possui v\u00ednculo afetivo com a crian\u00e7a e reconhece o menino como filho. \u201cA motiva\u00e7\u00e3o dessa a\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 a falta de confian\u00e7a em [m\u00e3e], pois teme que ela, futuramente, ingresse com uma nova a\u00e7\u00e3o de alimentos, exigindo um valor de pens\u00e3o aliment\u00edcia que ele n\u00e3o tenha condi\u00e7\u00f5es de pagar\u201d, conclui o relat\u00f3rio. O filho costumava passar tempo na casa dos av\u00f3s paternos, que o consideram como neto.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador argumenta que a anula\u00e7\u00e3o da paternidade no caso em quest\u00e3o s\u00f3 seria poss\u00edvel se fosse comprovado o v\u00edcio de consentimento e diz que mesmo se existissem provas de que o homem registrou a crian\u00e7a por press\u00e3o psicol\u00f3gica n\u00e3o caracterizaria a coa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p><div class=\"crrrq69e1355293a58\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.crrrq69e1355293a58 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.crrrq69e1355293a58 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.crrrq69e1355293a58 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.crrrq69e1355293a58 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.crrrq69e1355293a58 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.crrrq69e1355293a58 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"zzxbn69e1355293a3e\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zzxbn69e1355293a3e {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zzxbn69e1355293a3e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zzxbn69e1355293a3e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zzxbn69e1355293a3e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zzxbn69e1355293a3e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zzxbn69e1355293a3e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 algum tempo temos uma jurisprud\u00eancia consolidada de que a afilia\u00e7\u00e3o pode ter outras formas que n\u00e3o a biol\u00f3gica\u201d, afirma Renato Vilela, s\u00f3cio do BVZ Advogados. Para ele, a partir da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2013 que declara que o correto \u00e9 considerar o \u201cestado de pai\u201d e \u201cestado de filho\u201d \u2013 deve ser avaliado o \u201csentir-se pai\u201d e \u201csentir-se filho\u201d e, tamb\u00e9m, como essa rela\u00e7\u00e3o se comporta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, \u201ca nova ordem constitucional trouxe relevantes avan\u00e7os ao conceito de fam\u00edlia, n\u00e3o mais decorrente necessariamente do casamento, e o vigente C\u00f3digo Civil disp\u00f4s expressamente no art. 1.593 que: \u201co parentesco \u00e9 natural ou civil, conforme resulte de consanguinidade ou outra origem\u201d. Como foi comprovado a exist\u00eancia de parentalidade socioafetiva, foi negado provimento ao recurso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 1007846-87.2018.8.26.0077.<\/p>\n\n\n\n<p>JOTA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 4\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) decidiu que mesmo com o teste de DNA comprovando a aus\u00eancia de paternidade biol\u00f3gica, um homem que ajuizou uma a\u00e7\u00e3o negat\u00f3ria de paternidade continua sendo pai e, por isso, deve pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia. 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