{"id":16571,"date":"2021-02-09T14:19:12","date_gmt":"2021-02-09T17:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=16571"},"modified":"2021-02-09T14:19:12","modified_gmt":"2021-02-09T17:19:12","slug":"nem-na-prisao-nem-morto-erivelto-formou-se-em-direito-como-vinganca-por-ser-preso-injustamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/02\/09\/nem-na-prisao-nem-morto-erivelto-formou-se-em-direito-como-vinganca-por-ser-preso-injustamente\/","title":{"rendered":"Nem na pris\u00e3o, nem morto: Erivelto formou-se em Direito como \u2018vingan\u00e7a\u2019 por ser preso injustamente"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"739\" height=\"415\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/images-17.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16572\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/images-17.jpeg 739w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/images-17-300x168.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 739px) 100vw, 739px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cFoi um momento de desespero total, eu n\u00e3o imaginava que eu estava ali cumprindo pena por algo que n\u00e3o fiz. Eu fiquei umas duas semanas sem comer, chorando, n\u00e3o parava de chorar [\u2026] se eu permanecesse naquele caminho, eu sabia que a minha vida seria pris\u00e3o ou a morte\u201d. Nem na pris\u00e3o, nem morto: o carioca Erivelto Melchiades trilhou outros caminhos e, agora, v\u00ea horizontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido e criado no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o homem de 36 anos recusou-se a carregar o estere\u00f3tipo de bandido ap\u00f3s duas passagens pelo sistema prisional \u2013 uma delas por um crime que afirma n\u00e3o ter cometido -, e resolveu \u201cvingar-se\u201d. A vingan\u00e7a? Estudar. Ele estudou muito e formou-se em direito, para come\u00e7ar a escrever um novo cap\u00edtulo da pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Figura popular entre moradores da favela Cantagalo, Erivelto tem alcan\u00e7ado ainda mais pessoas depois de contar parte da vida \u2013 das pris\u00f5es ao curso de direito -, em uma\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Eriveltomelchiades\/posts\/3875854259143297\" target=\"_blank\">postagem no Facebook<\/a>. Ele conversou com o BHAZ, sobre a trajet\u00f3ria e contou em detalhes como foi passar mais de dois anos na pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2>\u2018Crime n\u00e3o compensa\u2019<\/h2>\n\n\n\n<p>Erivelto tinha 19 anos quando foi preso pela primeira vez, por porte ilegal de arma, no Rio. Ele conta que, \u00e0 \u00e9poca, n\u00e3o conseguia emprego e que passou a trabalhar nas ruas, guardando carros e em outras atividades. Mais tarde, j\u00e1 sem perspectiva, pensou que o crime compensava, mas n\u00e3o foi o que descobriu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu procurava emprego e pediam experi\u00eancia, mas eu n\u00e3o tinha experi\u00eancia. Comecei a tomar conta de carro na rua. Nesses momentos, sem perspectiva, a gente pensa que a vida bandida \u00e9 algo que vale a pena, mas a gente sabe que na realidade n\u00e3o \u00e9 nada disso\u201d, explica. \u201cFoi o momento em que eu ca\u00ed na cadeia sem saber o que era, de fato, o sistema prisional. A cela tinha capacidade para 17 pessoas e tinham 122 l\u00e1. Eu fiquei 21 dias desesperado, sem poder me locomover diante da lota\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da comida p\u00e9ssima e condi\u00e7\u00f5es insalubres. Eu vi que o crime n\u00e3o compensava de forma alguma\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Erivelto passou pela primeira audi\u00eancia do caso e recebeu liberdade provis\u00f3ria, j\u00e1 que estudava e tinha bom comportamento. Segundo conta, saiu da pris\u00e3o decidido a mudar o rumo da vida. \u201cEu nunca mais queria me envolver com nada de errado. Sa\u00ed e fui trabalhar como auxiliar de servi\u00e7os gerais em uma escola da comunidade, retomei meus estudos\u201d. Mas n\u00e3o seria a \u00fanica vez na cadeia.<\/p>\n\n\n\n<h2>Preso de novo<\/h2>\n\n\n\n<p>O carioca levava a vida quando foi surpreendido em 2010, cinco anos depois da primeira pris\u00e3o, com um telefonema para que fosse prestar esclarecimentos em uma delegacia. Ao chegar na unidade policial, foi informado de que seria preso novamente. Segundo conta, desta vez pagou por algo que n\u00e3o cometeu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa delegacia, um policial disse que \u2018a casa caiu\u2019, mas fiquei pensando \u2018que casa\u2019, j\u00e1 que n\u00e3o tinha feito nada. Foi ent\u00e3o que me informaram que existia um processo contra mim. A primeira informa\u00e7\u00e3o era de que eu era procurado. Depois mudaram a tipifica\u00e7\u00e3o para tentativa de roubo, mas n\u00e3o existia materialidade\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cUma pessoa cansada de assaltos na regi\u00e3o de Ipanema fez a den\u00fancia e teria ido \u00e0 delegacia na mesma data em que ocorreu o porte ilegal de arma, em 2005. Eu n\u00e3o assaltei ningu\u00e9m, mas disseram ter me reconhecido na delegacia. A testemunha disse que, no assalto, tinham atirado na dire\u00e7\u00e3o dele, e que eram dois assaltantes. A outra testemunha s\u00f3 sabia do assalto, nada sobre tiros. Mesmo com tantas d\u00favidas, eu apresentando atestado de trabalho, minha fam\u00edlia, fui condenado\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi um momento de desespero total, eu n\u00e3o conseguia imaginar que eu estava ali cumprindo pena por algo que n\u00e3o fiz. Eu fiquei umas duas semanas sem comer, chorando, n\u00e3o parava de chorar. Um detento me viu e foi conversar comigo, disse que o guarda n\u00e3o abriria a porta pra eu sair dali, que teria que viver como preso, como de fato era o sistema. Foi ent\u00e3o que eu percebi que n\u00e3o existia ressocializa\u00e7\u00e3o por meio do Estado\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2>Complexo de Bangu<\/h2>\n\n\n\n<p>A pena atribu\u00edda a Erivelto come\u00e7ou com sete anos em regime fechado, mas diminuiu por conta do bom comportamento. Ele foi interno do Complexo Penitenci\u00e1rio de Gericin\u00f3 e ficou dois anos e dois meses no pres\u00eddio, tamb\u00e9m conhecido como Complexo de Bangu. L\u00e1, viveu dias nada agrad\u00e1veis e lembra viola\u00e7\u00f5es cometidas contra os privados de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o diversas as viola\u00e7\u00f5es do Estado, desde ligarem a \u00e1gua uma vez ao dia apenas, a mesma \u00e1gua para beber e tomar banho. Deixavam presos \u2018torrando\u2019 no sol, muitas pessoas algemadas juntas em uma mesma viatura, diziam ser igual cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e, que sempre cabia mais um. Tudo sempre no deboche. As necessidades eram feitas em um buraco no ch\u00e3o\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Erivelto, o sistema prisional trabalha para que haja reincid\u00eancia, ao passo em que o Estado desassiste popula\u00e7\u00f5es sem acesso a trabalho e educa\u00e7\u00e3o. \u201cNa cadeia mais se aprende coisas ruins do que coisas boas, a chamada mente criminosa. Tem pessoas ali que, de fato, n\u00e3o mereciam estar. N\u00e3o existe uma divis\u00e3o, est\u00e3o juntas pessoas que cometiam pequenos furtos a grandes traficantes. Se eu permanecesse naquele caminho, eu sabia que a minha vida seria pris\u00e3o ou at\u00e9 mesmo a morte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2>Retomando a vida<\/h2>\n\n\n\n<p>Erivelto explica que ao sair da pris\u00e3o, pela segunda vez, mantinha na cabe\u00e7a a ideia de mudar de vida. E a melhor forma, segundo ele, era usar a \u201crevolta apaixonante\u201d que sentia ao ler um livro sobre leis, ainda na penitenci\u00e1ria, e estudar direito. Uma trajet\u00f3ria em busca do que ele considera uma \u201cvingan\u00e7a\u201d, permeada de lutas, conquistas e autoconhecimento. \u201cN\u00e3o uma vingan\u00e7a com morte, com sangue, mas vingan\u00e7a para mostrar que por mais que fizeram um injusti\u00e7a comigo, eu n\u00e3o sou aquilo. \u00c9 para verem onde eu estou. Nem todo mundo que est\u00e1 sentando no banco dos r\u00e9us \u00e9 culpado\u201d, diz.<\/p><div class=\"glzza69e34badb4e8c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.glzza69e34badb4e8c {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.glzza69e34badb4e8c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.glzza69e34badb4e8c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.glzza69e34badb4e8c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.glzza69e34badb4e8c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.glzza69e34badb4e8c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"nbvyj69e34badb4e6e\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nbvyj69e34badb4e6e {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nbvyj69e34badb4e6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nbvyj69e34badb4e6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nbvyj69e34badb4e6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nbvyj69e34badb4e6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nbvyj69e34badb4e6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O caminho at\u00e9 o curso de direito foi \u00e1rduo. \u201cEu n\u00e3o tinha segundo grau completo, comecei a estudar e terminei. Em 2013 fiz vestibular e fui aprovado. N\u00e3o tive d\u00favida, era a faculdade que eu queria cursar. Me formei em 2019, passei na primeira fase da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], mas, com a pandemia, vou fazer a segunda fase no pr\u00f3ximo exame\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Erivelto conta que n\u00e3o dizia \u00e0s pessoas que havia passado pela pris\u00e3o, em uma tentativa de se reinserir na sociedade. \u201cEu n\u00e3o me identificava como algu\u00e9m que passou pelo sistema carcer\u00e1rio, eu estava cheio de d\u00edvidas, nem sabia se poderia ser advogado\u201d, conta. \u201cEu escondi isso tudo, a\u00ed no meio do percurso, no 7\u00ba per\u00edodo, ca\u00ed na ilus\u00e3o de esconder o passado com o intuito de ingressar em um est\u00e1gio, eu queria seguir minha vida tranquilo\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>O carioca foi alvo de den\u00fancias a respeito do tempo em que esteve privado de liberdade, mas conseguiu a resposta que tanto almejava. \u201cFizeram den\u00fancias contra mim, dizendo que eu tinha passado pelo sistema carcer\u00e1rio. Com muito brilhantismo, um colega se disponibilizou e fez minha defesa, eu consegui permanecer com minha instru\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs caminhos foram se direcionando, eu sabia que aquela injusti\u00e7a mostraria, apesar das adversidades, que eu poderia dar a volta por cima e ajudar outras pessoas. Se a gente n\u00e3o lutar, a vit\u00f3ria n\u00e3o vem. \u00c9 muito dif\u00edcil, minha educa\u00e7\u00e3o foi bem b\u00e1sica e, ao chegar na faculdade de direito, tive que me adaptar ao novo mundo e me dedicar para ficar bem qualificado. O direito surgiu dentro de mim muito por conta do que ocorreu comigo. \u00c9 uma revolta apaixonante, eu n\u00e3o me imagino hoje em outro curso\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2>Horizontes<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois de retomar os estudos como ferramenta para vingar-se das injusti\u00e7as sofridas, Erivelto passou a atuar junto a movimentos sociais. Ele espera poder ajudar outras pessoas, a partir das experi\u00eancias vividas, e integra uma frente contra o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fundobrasil.org.br\/racismo-e-cultura-punitivista-estao-na-raiz-de-superpopulacao-carceraria-no-brasil-dizem-ativistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">encarceramento em massa<\/a>, al\u00e9m de ser diretor da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/redereforma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede Jur\u00eddica pela Reforma da Pol\u00edtica de Drogas<\/a>. O carioca tamb\u00e9m j\u00e1 foi convidado para estar no CNJ (Conselho Nacional de Justi\u00e7a) para participar de um projeto com egressos do sistema penal.<\/p>\n\n\n\n<p>No radar de Erivelto est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o para amparar pessoas encarceradas, com cursos, palestras e outros suportes. \u201cAs pessoas me respeitam muito, me admiram e d\u00e3o apoio para eu continuar, inclusive pessoas de outras localidades. A responsabilidade de voc\u00ea ser uma refer\u00eancia \u00e9 grande, ent\u00e3o estou trabalhando muito, estudando muito, ouvindo para conseguir ajudar muito mais\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O bacharel em direito defende que a favela deve ser olhada de forma diferente pelo poder p\u00fablico, bem como popula\u00e7\u00f5es desassistidas. \u201cA realidade da favela \u00e9 diferente, peculiar, tem uma hist\u00f3ria ali\u201d, afirma. \u201cO poder p\u00fablico d\u00e1 conta do n\u00famero de presos e mortos, mas n\u00e3o apresenta um resultado efetivo a respeito do consumo de drogas. Ele coloca a favela no imagin\u00e1rio das pessoas como antro de viol\u00eancia\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Erivelto, \u00e9 preciso repensar a pol\u00edtica de drogas, mapeando e prevenindo o uso, bem como trabalhando a redu\u00e7\u00e3o de danos. O carioca ainda acredita que as viola\u00e7\u00f5es contra moradores est\u00e3o ligadas \u00e0 chamada \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d. \u201cA gente tem um espet\u00e1culo di\u00e1rio, no caf\u00e9 da manh\u00e3, no almo\u00e7o. Quando tem tiroteio, o discurso \u00e9 de que a pol\u00edcia \u00e9 atacada, mas quem mora na comunidade sabe muito bem que n\u00e3o \u00e9 o que ocorre. As pessoas t\u00eam suas casas violadas, entram sem mandado, agridem e levam como se fossem traficantes\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre buscar repara\u00e7\u00e3o junto ao Estado, ele diz que por enquanto n\u00e3o pensa nisso. \u201cEu deveria ter sido inocentado, mas n\u00e3o fui. Eu estou seguindo meu rumo, se l\u00e1 na frente eu decidir processar o Estado vai ser l\u00e1 na frente\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Erivelto revela que, al\u00e9m de formar-se em direito, toda a experi\u00eancia o fez se conhecer melhor. \u201cAntes, eu era muito t\u00edmido, entrava nos locais desconfiado, era introvertido, e isso foi mudando com o tempo, essa revolta escondia uma nova pessoa dentro de mim, com coragem, que luta, que desembola\u201d, conta. \u201cEu nunca aceitei esse estigma de marginal, se eu n\u00e3o quero aceitar preciso me posicionar. Mudei meu comportamento, comecei a me expressar mais e a querer buscar o melhor\u201d, <\/p>\n\n\n\n<p>Bhaz<\/p>\n\n\n\n<h4><\/h4>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4><\/h4>\n\n\n\n<h4><\/h4>\n\n\n\n<h4><\/h4>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFoi um momento de desespero total, eu n\u00e3o imaginava que eu estava ali cumprindo pena por algo que n\u00e3o fiz. Eu fiquei umas duas semanas sem comer, chorando, n\u00e3o parava de chorar [\u2026] se eu permanecesse naquele caminho, eu sabia que a minha vida seria pris\u00e3o ou a morte\u201d. Nem na pris\u00e3o, nem morto: o<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/02\/09\/nem-na-prisao-nem-morto-erivelto-formou-se-em-direito-como-vinganca-por-ser-preso-injustamente\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":16572,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16571"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16571"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16573,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16571\/revisions\/16573"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16572"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}